sábado, 9 de julho de 2016

A poesia que não fomos

Desacontecemos no primeiro instante.
Nem fomos, nem vimos, nem soubemos.
Quisemos ser tantas coisas que agora não seremos.


E não tivemos as dores nem o palpitar.
Acertamos a hora, mas não soubemos ficar.

Desatamos antes do laço.
Desacordamos, antes do sono.


A pressa foi tanta,
Que no fim das contas, nem notamos
Mal começou e nós já acabamos.


3 comentários:

Carla Dias disse...

E tudo acontece quando menos esperamos, quando a gente se dá conta, já fluiu.
Desses não acontecimentos nos resta apenas a lembrança do que foi, pode ser umas horas, um dia, uma semana. Mas alguma coisa foi.

Um beijo!

Poetinha Feia disse...

A vida é uma contramão constante...

quaresma. disse...

pareceu meus antigos romances que rolavam no coletivo .-.

beijas, Má!