terça-feira, 1 de março de 2016

Foi quase.

Eu quase me apaixonei por você, sabia? Não sei se por carência ou tédio, ou se por algum motivo o seu riso tímido quase me encantou de verdade.
Quase.
Quase desejei que seus beijos não desgrudassem dos meus e que a gente andasse de mãos dadas pelas ruas da cidade, como quem diz que finalmente a busca acabou. Ou que a gente passasse os domingos jogados no tapete ensaiando canções de amor. 
Quase, quase, que eu passei as noites te lembrando antes de dormir e os dias falando de você até ninguém aguentar mais.
Provavelmente haveriam borboletas dançando nos jardins do meu coração sempre que você chegasse. E o som do seu nome me causaria um formigamento engraçado nas bochechas.
É sério, foi por pouco que eu não entrei nessa dança maluca de quem entrega o coração assim: sem mais nem menos. 
E aí eu acharia você a pessoa mais maravilhosa que esse mundo já conheceu. E sentiria um conforto imenso nesse teu abraço de urso. E ainda iria querer morar nesse teu riso sacana. 
Quase que eu aceito me acostumar com o som da tua voz, o teu cheiro, aquela sua mania de me olhar como quem é capaz de atravessar a capa e acessar a alma. E ainda com tuas ironias e reações exageradas. Teu café meio fraco e teu toque urgente.
Você acredita numa coisa dessas?
Foi por pouco.
Mas muito, muito pouco... Sabia?

5 comentários:

Titi disse...

Que bonito esse texto
Que bonito o uso das palavras =)

matheus disse...

Mais uma vez muito bom. Mesmo no quase podemos sentir toda e qualquer sensação relatada no texto.

Fico cansado de vir aqui te elogiar Maria.

ticoético disse...

É,quanto tempo que eu não lhe lia,bom foi voltar.

Vitor Costa disse...

O quase é o pretérito imperfeito da vida. Primeira vez aqui e gostei bastante, sua escrita é bem leve e agradável.

Beijos

Bandys disse...

Lindo!
Ainda bem que foi quase.
beijo