domingo, 12 de abril de 2015

(Des)encontro.

Fui ao teu encontro.

Com a urgência de quem queria, porque queria, porque podia, porque fazia sentido. Morei nos pedaços de nós e em todos os nossos entrelaces e emaranhados. Fui ao encontro da felicidade do agora, ignorando os ‘’ainda não” e “talvez” que encontrasse no caminho.

Fui porque fazia sentido carregar nas costas o peso de sentir, abrindo mão das próprias certezas, e encarando  todas as dúvidas de ser dois.  Porque era bom. Porque era bonito. Porque pulsava.

Fui por causa do primeiro beijo e de todas as nossas primeiras vezes. Mais ainda, pelo primeiro “eu te amo” que saiu num soluço engraçado, de um jeito errado, na hora errada. Fui por todo o amor que não foi dito, mas esparramado em cada verso, em cada noite em claro, a cada minuto a mais ao telefone.

Até que, como li uma vez, “o que tínhamos de tanto, foi virando pouco – e pranto”.
De repente, do mesmo jeito que começa, do nada tudo muda. E restamos sem saber se as coisas ficam assim porque é o fim ou se é o fim porque as coisas ficam assim. E agora o que se carregava era o peso de não sentir.  Este, que é insustentável.

Fui me procurando em meio às conversas tortas, os cafés exageradamente fortes e a fumaça das lembranças sutis.  Nos vi caminhando sem rumo, sempre em  frente, de mãos dadas até soltar.

Ai então, aos poucos, fui ao teu desencontro.