terça-feira, 2 de setembro de 2014

virarei (a)mar

E passo a passo vai cumprindo a profecia, do beato que dizia que o sertão ia alagar. O sertão vai virar mar...”

De tanta vontade de sentir.
E de ser tão bonito o sentimento.
De ser tão grande o que pulsa.
E de ser tão povoado o pensar.

De tanta vontade de ser tua.
E ser tão.
De ser tão tua.
E de ficar.

De ser tão grande e tão frágil.
E de tamanha negação.
De tanto absurdo.
E por ser-tão, virarei (a)mar






(Revisão: João Paulo Pessoa)