terça-feira, 2 de setembro de 2014

virarei (a)mar

E passo a passo vai cumprindo a profecia, do beato que dizia que o sertão ia alagar. O sertão vai virar mar...”

De tanta vontade de sentir.
E de ser tão bonito o sentimento.
De ser tão grande o que pulsa.
E de ser tão povoado o pensar.

De tanta vontade de ser tua.
E ser tão.
De ser tão tua.
E de ficar.

De ser tão grande e tão frágil.
E de tamanha negação.
De tanto absurdo.
E por ser-tão, virarei (a)mar






(Revisão: João Paulo Pessoa)

8 comentários:

Jaya Magalhães disse...

Mary,

Cê amadureceu nos versos. Pelo menos foi o que senti lendo. Tô tentando fazer uma ronda por aí pelos blogs da vida e resolvi aparecer. Fiquei contente em ver publicações recentes por aqui.

"De tanta vontade de ser tua.
E ser tão.
De ser tão tua.
E de ficar."

Isso aí me ganhou.

Ói, tô tentando voltar. Encontrar o ritmo. Espero que a frequência seja constante.

Beso.

Lu Sam disse...

Olá! Lembra de mim? rs
Gostei muito do poema, senti a profundidade de ser tanto... de ser mar... de ser amar! Muito bonito.
beijos.

Ela mesma: Eu disse...

Intensidade total!

ticoético disse...

Tava com saudade de ler algo seu,tinha perdido suas atualizações...mas enfim,me valeu.

Abraço !

matheus disse...

Maria! Quanto tempo! Pelo visto este tempo só fez bem a tua escrita. Sensacional, sou fã.

Vinícius R. Rodovalho disse...

Confesso que não li Os Sertões inteiro, aquele tanto de geografia estava além da minha capacidade. Mas o mito de Antônio Conselheiro me interessou bastante quando li essa parte e quando estudei sobre Canudos. Essa profecia é uma das que mais me chamaram a atenção entre as lendas brasileiras com que já me deparei. Lembro de meu professor de história dizer que, de certo modo, ela se cumpriu. Fizeram um açude próximo a (ou em, não me lembro ao certo) Canudos. De certo modo, o sertão virou mar. Mais misterioso do que uma profecia, é uma profecia realizada.

Quanto ao teu poema, fiquei impressionado com a facilidade de trabalhar as palavras e pular de um significado a outro. Realmente, uma preciosidade. Hoje, em tempos de superficialidade e relações efêmeras, falta ser-tão mais...

Te encontrei no blog da Jaya e vim conferir. Gostei muito. Parabéns. =)

Gabriela Andrade disse...

Deu até vontade se apaixonar. Lindo <3

Adriana Ribeiro disse...

na simplicidade que a gente vê tão claro como é bom amar..adorei a poesia (: