terça-feira, 14 de maio de 2013

Não sei como acabar

Às vezes eu tento escrever sobre você.
Gosto de começar falando de como acho bonito quando você sorri com os olhos. Fico desconsertada e praticamente esqueço que dia é hoje toda bendita vez em que  vejo você sorrir.
Depois do sorriso eu lembro do seu corpo sempre quente e macio, e tento descrever o arrepio que me dá ao te abraçar. É que eu me sinto confortável e ao mesmo tempo envolvida num emaranhado de sensações agradaveis, sempre que você me toca.
Não sei muito bem o motivo, mas quando escrevo sobre você, sempre dou um jeito de mencionar seu jeito estranho de ver a vida  com muita franqueza e bom-humor. E como eu acho engraçado que você seja tão bobo e ao mesmo tempo tão interessante, inteligente, esperto. E que você  sempre saiba como resolver tudo (ou pelo menos a melhor forma de tentar).
Tento descrever a sensação gostosa de querer viver cem anos só pra poder passar todos os dias ao seu lado e poder fazer todas aquelas coisas que planejamos depois de umas taças  a mais do vinho mais barato.
Outro dia até escrevi que o mundo é mais feliz desde que te conheci e te apresentei meu lado mais sacana. Rá.E eu vou escrevendo e deixando meu amor sair pra valsar entre as palavras que deslizam apressadas pelo papel, na esperança de conseguir demonstrar tudo.  Mas acontece que do mesmo jeito que eu e você, meus textos não têm coesão. Começam e se perdem no meio do caminho entre meus devaneios e lembranças de tanta coisa gostosa que eu tenho vivido ao seu lado.

Tento dar nome às coisas que sinto como se houvesse mesmo uma maneira de dizer o amor. Amor não se diz, né? O meu amor não cabe em texto e nem em poesia,vamos combinar. E eu acho que é por isso que eu já escolhi ao menos vinte e cinco mil músicas, livros e filmes que me fazem lembrar desse amor. Porque não cabe em um só, né?
E eu até que consigo começar a escrever dos arrepios que você me dá, do friozinho na barriga quando você chega e dessa nossa cumplicidade estranha de quem acabou de se conhecer e sente que é desde uma vida inteira.
Mas acontece que texto tem que ter começo, meio e fim. E mesmo que eu sempre comece um texto sobre você, eu simplesmente não sei como acabar.

Ou não quero que acabe.
Afinal sempre começo a falar de novo desse seu sorriso e de como fico desconsertada e praticamente esqueço que dia é hoje toda bendita vez em que vejo você sorrir....

7 comentários:

Nati disse...

Escrevo sobre ele como se ele ainda estivesse do meu lado... Beijos

Mundo de Nati
@meuamorpravoce

carla reis disse...

Ai Maria, que saudade que eu tava de te ler! Teus devaneios continuam deixando meus olhos marejados, e com um sorriso lindo no rosto, ao ver que essas coisas tão bonitas ainda existem!

Stenio Rios disse...

Fiquei deveras emocionado ao ler seu texto, meu amor. Suas palavras soam tão sinceras e honestas que até parecem que me são ditas pessoalmente, com toda a firmeza de sua voz.
Quero viver contigo mais cem anos (além daqueles cem que você também quer) para poder ler toda a expressão de um sentimento lindo que nos envolve e nos domina, e que, incrivelmente, você consegue transformar em palavras.
Beijo, Linda. Amo você.

Carla Dias disse...

se tu soubesse como o coração aqui ficou alegre ao ver uma atualização sua, Dona Maria..
E eu não poderia esperar nada mais lindo, né?!
To achando a coisa mais bonita de se ver esse amor todo vindo daí.

Que esparrame...

Beijo grandão!

quaresma. disse...

e que assim seja a cada dia, amém!

beijas, Má! *:

Adna Martins disse...

Só bateu mais saudade de você, Maria.

E que teus dias acabem sempre assim, com o infinito sorriso do teu alguém :)

Beijô! E ó, saudade, novamente.

Renan Mendes disse...

Melhor é aproveitar intensamente enquanto ainda existe texto pra ser escrito. Se um dia chegar ao fim, ponto final, acontece. Mas a sensação de ter aproveitado da melhor forma e ter escrito os melhores textos é eterna.