quinta-feira, 21 de novembro de 2013

De cabeça


Fico no ensaio de coisas pra te dizer. Do mais trivial detalhe do dia ate o mais sórdido detalhe do pensamento.
E o pensamento te traz com uma facilidade inacreditável e uma urgência que chega a ser engraçada.
Fico ensaiando nosso próximo encontro, nosso próximo passo. E um tando de coisas que me vêm à mente de maneira assustadora.
Um misto de "já vi isso antes" com "pela primeira vez na minha vida"...tu entende?

Que graça. Mergulhei na maré.

sábado, 12 de outubro de 2013

Do ponto final pra frente

A vida não é livro que após a última página, se fecha, acabou. Nem música, que ao final dos acordes se cala. A vida é ciclo. E continua após um ponto final. E você que se reinvente, se rebobine, reconecte, refaça. Você que dê um jeito, porque a danada não pára pra lhe esperar.

De cada enredo, um aprendizado, uma bagagem, uma memória. Desnecessários ou não, carregamos para o próximo início todos os outros pontos finais. Tem gente que chama de amadurecimento. Eu prefiro chamar de sacanagem.

A vida e seus pontos finais são uma grande SACANAGEM!

Será que só de vez em quando algumas partes não podiam ficar pra trás? Fechadas, como um livro, encerradas como um filme, caladinhas como música que acabou? Mas não, né? Tem sempre um eco, uma lembrança sem jeito, uma pontinha, uma pontada.

O que nos resta é aceitar e encher a sacola de coisas vividas, saudáveis ou  não. E partir para o novo, sem dó nem piedade. Tentando não pensar demais no que "poderia ter sido", superando o que "já foi" e torcendo muito pelo que há de vir.

Posto que do ponto final em diante, há uma nova possibilidade, um novo caminho, novas cores, novos sabores, novas pessoas, sensações, frustrações, pancadas, arrependimentos, lágrimas, memórias para construir.

Aliás, no fim das contas, é mais ou menos isso que a vida é: construir memórias. E aprender a lidar com elas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Vício Redibitório

" Os vícios redibitórios, por definição, são defeitos
 ocultos que diminuem o valor ou prejudicam 
a utilização da coisa (art. 441 do CC-02)"

O nosso amor eu que inventei. Eu jurava por tudo o que era mais sagrado, que não havia possibilidade alguma de dar errado. Éramos feitos um pro outro, sem tirar nem pôr. Até mesmo aquelas coisas em nós dois que não se encaixavam, harmonizavam-se de um jeito qualquer que me fazia pensar  "tá tudo lindo, tá tudo bem".
Mas na verdade, toda essa  história pode, metaforicamente, ser resumida assim: um eterno Bukowski em você, despertando sempre o Neruda que  existe em mim.
Pra ficar mais claro: Me fodi.
Você vá me desculpando pelo termo, pelo mau jeito, e qualquer uma das outras coisas ditas e (mal)feitas, mas eu não posso deixar essa sinceridade infiltrável de lado.Principalmente agora que eu consigo ver as coisas sobre o prisma de quem tá de fora.
Por falar em quem tá de fora, esses dias me perguntaram o que você foi pra mim. Entre risos respondi que você foi tipo um potinho de sorvete no congelador, só que com feijão dentro. Ou tipo mergulhar de cabeça numa piscina que não era funda. Ou tipo encher o café de açúcar e perceber que o pote era de sal.
Ou tipo..tipo essas coisas que parecem uma maravilha no inicio, mas no final são uma merda, sabe?
Nosso amor veio com defeito de fábrica. Mas eu estava tão entusiasmada com as borboletas no estômago, com a poesia, com o azulado instantâneo dos meus dias ao te ver e com aquela babaquice toda, que esqueci de ponderar, analisar, a-ve-ri-guar.
Reconheço, claro, que toda aquela ilusão era uma delícia ao seu lado, apesar de tudo. Me foi inspiração prum bando de poesia, música, sonho. E obviamente por minha própria capacidade criativa, me causou umas sensações deliciosas ao passo que eu me rendia e me prendia em sua teia.
Mas, agora, tanto faz. eis-me aqui, a cada dia que passa, "redibindo" essa nossa história. Quero dizer, expurgando você do coração, da mente, da vida mesmo. Ao passo que substitui a dor de te perder pelo prazer de manter em mente que algumas coisas simplesmente já nasceram pra acabar. 
O mais interessante é que no fim das contas, não sobra nada além de um arrependimento esquisito, uma vontade de voltar ao passado mesmo, e viver todo esse tempo sem nunca ter deixado você ficar. Assim, desse jeito mesmo: resolução total do contrato, inclusive com efeitos "ex tunc", sabe?
Mas algumas coisas simplesmente não podem ser totalmente esquecidas. Superadas. A gente vive em constante reavaliação dos erros,das escolhas e dos efeitos que tudo isso causa nas nossas vidas.
Ao fim da reviravolta "edilícia",  eu posso até ter recobrado os sentidos, recuperado boa parte do amor e tempo dispendidos. Finalizei.Dei um basta. Me ganhei de volta pra mim.

Mas, feliz ou infelizmente, não conseguirei apagar da memória a parte ruim de viver uma ilusão. Isso ninguém me tira, não há quem resolva definitivamente.

Digo mais: Ainda bem.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

tum-tum-tum

Ei,  sério, fica bem quietinho e deixa eu te abraçar.
Quem sabe assim,  nesse laço é capaz de você escutar e-xa-ta-men-te
o que o meu coração lhe diria num "tum-tum-tum" frenético, se ele soubesse falar.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Amor?

Amor não é jogo.
Ninguém brinca de amar.
Amor não é fogo.
O que arde é se apaixonar.

Amor não é fuga.
Fugir é deixar pra lá.
Amor não é saída.
Talvez seja um eterno "chegar".

Amor não é sofrer.
Embora nos faça chorar.
Amor não é pra entender.
Só que todo mundo tenta explicar.

Amor não é isso.
Nem tampouco é aquilo.
Amor é uma merda.
Amor é um vício.

Amor é tudo aquilo que não dá pra saber
Mas acontece que de vez em quando
Eu me pego sorrindo, me pego sabendo.
E amando você.

domingo, 25 de agosto de 2013

E quem sabe?

Eu te amo. Amo tanto. Amo apesar de. Amo com. Amo sem. Amo você.Amo tudo ao seu redor. Amo as coisas que você ama. As coisas que você fala. As coisas que você faz. Te amo incondicionalmente. Amo cada centímetro de você. Eu te amo muito agora. Neste instante. Olha só como eu estou te amando muito nesse exato momento. 
Vem cá, vem me sentir   te amar.
Mas presta bem atenção, porque eu sei que agora te amo, mas amanhã eu não sei mais não...


terça-feira, 13 de agosto de 2013


O que é de verdade, eu nem sei.
Pareço  que ainda te amo
Mas acho que nunca te amei.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013


Confesso abestalhado,
que posso até estar enganado.
Mas se ao erro estou fadado,
berro aos quatro cantos: eu estou apaixonado!

domingo, 28 de julho de 2013

Meu heavy love

"Eu não sei se o nosso caso vai durar ou não. Se o que eu sinto por você é doença ou paixão...'' (Cazuza)




Detesto admitir sem delongas, mas você e eu somos um caso perdido. Praticamente não existem mais alternativas pra nós dois. É muito tempo de pouca coisa, e eu fico louca remexendo esse nosso emaranhado pra ver se   acho uma beleza qualquer, um romance.
Mas não, temos que nos acostumar com o fato de sermos um amor fracassado. Gostoso, mas arruinado.
O grande lance aqui, é que quem tem um amor fracassado de verdade, quer mais que ele "se foda".  Mas eu não. Tou sempre insistindo em tentar fazer você me querer um pouco mais que isso. Ou me convencendo a deixar você brincar de voltar aqui pra me atormentar e ver se eu consigo querer alguma coisa contigo.
É que essa nossa história, me enche um bocado de inspiração e poesia e vontade de ser um monte de coisa com você, sabe? É tudo muito indefinido e esse nosso eterno "estamos sendo, nesse exato momento. Sendo porra nenhuma", me deixa maluca. Eu fico querendo mais. Claro que depois da cama, tudo isso passa e eu percebo que você não vale um minuto perdido na minha madrugada pensando em nós dois.
Eu até consigo te odiar bastante e querer que você se foda durante a maior parte do tempo. Menos quando estamos juntos. Porque existe alguma coisa em você que me deixa meio “i can get no satisfaction” que é uma delícia. É assim que eu defino o nosso amor: uma música dos rolling stones. Pode rir.É  mesmo um amor descarado, danado, "virado"... Eu não sei não...
Mas deve ser por isso que não importa o quanto eu veja você se deitando e rolando onde bem entender...  Me viciei nessa coisa nossa de desprezo mutuo quando nos convém.
Nosso amor morreu no momento em que nos conhecemos. Não podemos ser nada mais do que uma coisa gostosa e sacana. Um prazer. Uma noite. Um trago. Um café bem forte de manhã. Um beijo na testa e um bilhete colado na geladeira:
"Seu leite acabou. Nos vemos por aí"
E essa sua segurança me intriga. Você vai embora com a certeza de que vou estar exatamente aqui,  esperando você chegar de novo. E você sempre volta. Eu, tolinha, sempre deixo você voltar.
 E a gente se ama, se enche, se devora,se aquece, se enlouquece...e quando eu me preparo pra deixar você ficar, é quando tu se manda de novo.
Da próxima vez eu não posso esquecer de lembrar  que nós dois somos um fracasso juntos. É gostoso pra caralho, mas um fracasso..

sábado, 27 de julho de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Porque eu quero!

Eu  te quero.
E se você não me quer
Eu quero assim mesmo.

Quero desse e de qualquer jeito.
Te quero perfeito e até com defeito.
Te quero inteiro, mas aceito a metade.

Quero porque quero.
E quero de verdade.

''and when i finally get you, i'll probably want somebody else..''


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Leve


Se revele.
E não me leve a mal, só me leve.
Mas por favor, me releve.

Que  vida é de quem se atreve.
Mesmo que seja breve.

domingo, 14 de julho de 2013

(sem titulo)



Não se deve deixar o copo transbordar quando o que se quer é só um gole.

Pois é.



Mesma coisa com o amor.

Viu, porra?

domingo, 30 de junho de 2013

Acontece

Acontece que eu sou romantica.
Acontece que ele não é.
Acontece que eu quero tanto...
E acontece...bom, acontece que ele não quer.

domingo, 23 de junho de 2013

Só de vez em quando

Se eu penso nele? Ah..bom, às vezes, né?
A mente da gente não tem como controlar. 
Mas também, é só de vez em quando!
Nas vezes em que estou sozinha querendo uma companhia, fico meio querendo ele também. E também tem aqueles dias em que estou rodeada de gente, e pensando que ele podia ter vindo também, sabe?
Mas é só uma coisa que passa na minha cabeça beeeeeem uma vez ou outra. Nada muito importante.
Pois é eu penso, né. 
É que quando eu me distraio eu lembro do vinho seco engolido às pressas pra não sentir o gosto, do arrepio, do beijo, da pressa, do prazer...
e de como eu queria tanto  antes e, surpreendida, eu quis tão mais depois.
E  como eu queria  tanto agora.


De novo, de novo, demais.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Não vou deixar

Entenda de uma vez: não vou deixar você voltar!
Você me bagunça! E tem sido uma trabalheira desgramada colocar tudo lugar, embelezar a paisagem no meu olhar e te descartar. Não dá, não dá, nem vem!
As coisas fogem do meu controle quando você vem e deixa a minha consciência numa espécie de estado letárgico que quase me impede de lembrar que com você a vida é muito mais complicada do que eu posso suportar.
É sério.
Lembro do dia em que você foi embora e voltou pouco tempo depois pra dizer que esqueceu de avisar, mas ''não dava mais pra voltar, porque tudo mudou um pouquinho no seu coração''. E daí eu sobrei lá pra fazer mudar no meu também, né?
Aí aqui estou eu ainda um pouco atormentada pelo fantasma do que um dia eu chamei de amor e tentando esquecer as ''as coisas lindas, tão mais lindas'' de quando você esteve por aqui. E eu to numa boa, juro.
Mas você resolveu aparecer de novo pra dizer isso de ''eu te amo e tu me amas''? E só porque você me deixa zonza, me tira o fôlego e sabe exatamente onde ficam os meus pontos cardeais, não vem pensando que eu te deixo entrar de novo!
Que nesse mundo não existem barris de cerveja, garrafas de vinho e poesias de amor barato que me tirem mais a fossa.
 Já testei todas.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Não sei como acabar

Às vezes eu tento escrever sobre você.
Gosto de começar falando de como acho bonito quando você sorri com os olhos. Fico desconsertada e praticamente esqueço que dia é hoje toda bendita vez em que  vejo você sorrir.
Depois do sorriso eu lembro do seu corpo sempre quente e macio, e tento descrever o arrepio que me dá ao te abraçar. É que eu me sinto confortável e ao mesmo tempo envolvida num emaranhado de sensações agradaveis, sempre que você me toca.
Não sei muito bem o motivo, mas quando escrevo sobre você, sempre dou um jeito de mencionar seu jeito estranho de ver a vida  com muita franqueza e bom-humor. E como eu acho engraçado que você seja tão bobo e ao mesmo tempo tão interessante, inteligente, esperto. E que você  sempre saiba como resolver tudo (ou pelo menos a melhor forma de tentar).
Tento descrever a sensação gostosa de querer viver cem anos só pra poder passar todos os dias ao seu lado e poder fazer todas aquelas coisas que planejamos depois de umas taças  a mais do vinho mais barato.
Outro dia até escrevi que o mundo é mais feliz desde que te conheci e te apresentei meu lado mais sacana. Rá.E eu vou escrevendo e deixando meu amor sair pra valsar entre as palavras que deslizam apressadas pelo papel, na esperança de conseguir demonstrar tudo.  Mas acontece que do mesmo jeito que eu e você, meus textos não têm coesão. Começam e se perdem no meio do caminho entre meus devaneios e lembranças de tanta coisa gostosa que eu tenho vivido ao seu lado.

Tento dar nome às coisas que sinto como se houvesse mesmo uma maneira de dizer o amor. Amor não se diz, né? O meu amor não cabe em texto e nem em poesia,vamos combinar. E eu acho que é por isso que eu já escolhi ao menos vinte e cinco mil músicas, livros e filmes que me fazem lembrar desse amor. Porque não cabe em um só, né?
E eu até que consigo começar a escrever dos arrepios que você me dá, do friozinho na barriga quando você chega e dessa nossa cumplicidade estranha de quem acabou de se conhecer e sente que é desde uma vida inteira.
Mas acontece que texto tem que ter começo, meio e fim. E mesmo que eu sempre comece um texto sobre você, eu simplesmente não sei como acabar.

Ou não quero que acabe.
Afinal sempre começo a falar de novo desse seu sorriso e de como fico desconsertada e praticamente esqueço que dia é hoje toda bendita vez em que vejo você sorrir....