''Que a distância aumente a ponto de virar "nunca". Nunca mais. '' (Marcela Egito)
Morena, presta atenção: não havia amor. Você poderia parar com essa mania de poetizar cada sensaçãozinha. É bonitinho, mas bagunça tudo, não percebeu? É claro que eu gostei de você, do que passamos, fizemos e dissemos. Aquela música ainda me faz sorrir lembrando de você, e eu ainda admiro muito o seu jeito. Mas, sabe, eu admiraria muito mais se você menos intensa.
É tua intensidade que te mata. Foi ela que matou qualquer indício de beleza que existia no que tivemos. Sei que a culpa é um pouco minha, porque eu alimentei muito disso tudo. Quer dizer, eu realmente adorava o que você escrevia, dizia e fazia, isso sem falar no resto todo. Mas, cá entre nós, tu me pintou como um príncipe que eu simplesmente não sou. Não tenho condição de ser. Não quero ser. Não agora, nem pra você. Eu só queria um pouquinho de atenção, e você me deu tudo isso.
Eu prefiro você assim, de longe, sem tentar me encaixar no teus dias ou se encaixar nos meus. De verdade, funcionamos melhor assim. O que eu quero dizer, é que acabamos. Ponto final. Ocupa tua mente com outra coisa, vai ler, sai pra beber, sai dando pra outros caras, sei lá. Se vira: me esquece! Me deixa pra lá, me tira da vida, da mente, do coração. Faz igual eu fiz com você. Desculpa a falta de tato e sensibilidade, ok? Mas talvez assim seja mais fácil entender.
Um beijo pra você moça bonita,
do não-mais-teu.