domingo, 29 de maio de 2011

Quando você sorri

O Sol que já não gosta muito de se exibir
Parece mais pisca-pisca, quando você sorri.

As pessoas feias que passam por aqui
Todas ficam mais bonitas, quando você sorri.

Até quem estava com vontade de partir
Resolve ficar mais um pouco, quando você sorri.

Se o professor está dando aula, eu não estou nem aí.
Pois melhor que qualquer conteúdo é quando você sorri.

Todo mundo se agita, querendo assistir
Pois não tem coisa mais linda do que quando você sorri.

Eu não quero parecer idiota, nem quero me repetir.
Mas eu já disse que o mundo fica lindo quando você sorri?



( escrito em outubro de 2010, mas ainda faz sentido...)

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ousar ser feliz no frio

''Here, comes the cold. Break out the winter clothes And find a love to call your own.'' (John Mayer)


Olha, o inverno chegou.
E o inferno é que o inverno me deixa muito mais sensível. Com certeza tem algo a ver com frio nos pés e a necessidade de ter pé-com-pé pra se aquecer.
E não me venham com meias, elas são absurdas e só servem pra proteger o pé dentro do tênis. Pra aquecer de verdade, só outro pé.
Sério, só quem já teve um pé pra aquecer o seu, sabe o quão inúteis parecem as meias depois de um tempo. Tanto quanto luvas e casacos perdem de mil a zero pra outras mãos e abraços.
É, no inverno não tem jeito: a gente quer ter outro corpo.

Digam o que quiserem sobre amor ser primavera, verão ou até mesmo outono.
Primavera porque tudo fica lindo, verão porque tudo fica quente e outono porque no fim das contas, amor é renovar-se, livrar-se do que não é mais útil e agarrar-se com unhas e dentes no que há de vir e não sei mais qual é o blablablá.
Amor comigo é in-ver-no.
É gelado, mesmo. Gela do fio de cabelo até o dedão do pé (viu, eu sempre volto aos pés - porque faz todo o sentido, vai por mim.)
Faz a gente tremer igual vara verde, ranger os dentes, piscar menos, se sentir bonito e... QUERER OUTRO CORPO.
Tem coisa mais a ver com a amor do que querer esquentar?
Se já vier quente, como o verão, é paixão. Se vier bonito demais, como a primavera, é encantamento. E se for murcho como o outono, é tudo, qualquer coisa, menos amor.

E eu estou aqui sozinha na minha varanda observando as pessoas e seus casacos, as árvores e seu cachoalhar (que seria assustador, não fosse tão fuckin' belo!) e pensando em vocês. Em todos vocês, e em como eu espero que seus invernos sejam regados a muito frio, muita sopa e muito pouca roupa. Sim, pois é, eu lhes desejo quase-nada no inverno. Menos até do que no verão. E sei que estão entendendo meu ponto, sei sim. Desejo o mesmo pra mim.
Olhar pro céu cinzento e ter vontade de sorrir, sentir o frio na nuca e arrepiar-se num bom sentido. Ter pé-com-pé, mão-com-mão, abraços e mais.

Ninguém quer ficar sozinho no inverno, né?

sábado, 14 de maio de 2011

Quero é mais

" Sim, existem motivos para desistir e partir...Mas existem mil outros motivos pra se enternecer e ficar" (Pedro Pondé)

Eu quero mais é que a vida aconteça no seu ritmo me fazendo acompanhá-la em desespero e sem jeito. Porque viver não é isso?
Ser feliz não é só ver tudo o que você quer acontecendo. Também tem muito a ver com notar que, apesar disso e daquilo, a vida con-ti-nua. E que tudo é efemero. Alegria e sofrimento.
Que mal há em aproveitar?
Eu tenho amado a chuva e o sol com a mesma intensidade.
Às vezes assuta, dá medo, a gente fica com raiva do mundo e até pensa em deixar tudo pra lá. Ou seja lá como for.
Mas desistir não brilha tanto quanto continuar.
E eu quero é mais, pode mandar....

sábado, 7 de maio de 2011

Minha

Mãe.
Meu lugar favorito é o seu abraço e não tem jeito: eu sempre vou querer você por perto.
Vou querer você sabendo, você vendo, ouvindo e dando opinião.
Vou querer você na sala, no quarto, na porta e na janela.
Minha.

Mesmo com a voz mais alta do que deveria e o tom mais agressivo que o permitido, eu te amo.
Eu te amo do meu jeito torto, atravessado, sem ritmo e pesado.
Te amo com o mais puro que há na palavra, se é que há pureza em tal sentimento.
Te amo por me amar, e por ser voocê. Por ser. Por você.
Te amo de dentro pra fora, porque foi assim que me amou também.
E sei que me ama.

Me ama de cabelo sujo e sujeira debaixo da unha.
Me ama falando alto, falando baixo e ficando rouca.
E que me ama de longe, em silêncio, baixinho e se precisar, me ama GRITANDO, que eu sei.

E aí eu te amo mais.
Te amo porque consegue ser o mais suportável e necessário dos seres insuportáveis.
Porque briga e porque brinca.
Por que és.
TE AMO.

Amo, amo, amo, amo.
Te chamo!
Te espero, te ouço, te pergunto e te admiro.
Te respeito.
É muito, é imenso, é infinito e é maravilhoso.

E dói, e pesa, e tudo.
Porque és minha.
Porque és mãe;
MINHA MÃE.

eu já falei que eu te amo? rs

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Ah, fulano...

(Baseadíssimo em ''O Mito'' do Drummond de Andrade)

Olha é tão forte,
é tanta dor,
que eu já não sei nem se é amor.
Só sei que o fulano
Passa dia, passa ano.
Não sai de dentro do peito.
Já tentei de tudo e não tem jeito

Ah, Fulano que eu nem sei se é de verdade.
Encheu meu peito com essa saudade.
Que eu não sei como, onde ou por quê.

Fulano me tirou as rimas,
As estribeiras e o chão.
Fulano nem sabe, mas me tem na sua mão.

Quando o vejo, fico contente.
E ele ali de longe, não sei se ri ou se mente.
Não sei mais o que faço, minha gente.
Eu ando mesmo é muito carente.

Ah, Fulano devia vir logo aqui.
Sentar comigo e deixar isso fluir.
Que é pra ver se é isso mesmo
Ou se é só aquilo ali.

Fulano, Fulano, Fulano...Ah...fulano.