domingo, 27 de março de 2011

backup sentimental

'Passos de dança. Braços firmes. As ironias no café da manhã. O flerte na hora do jantar, seguido de uma visita mal-combinada e mal-aproveitada. O maldito sorriso que me faz esquecer todas as quatrocentas razões para odiar. Puxar-agarrar-soltar-voltar de novo. Ligações inesperadas.Piadas prontas. Mania de agradar. Aparecer sem avisar.Piadas recém-inventas. Unhas vermelhas. CDs pra lembrar. Pizza. ''Something'' dos Beatles. Risadas embriagadas logo de manhã. ''Sem você'' do Arnaldo Antunes.Dormir de conchinha. Carinho no rosto. Gargalhada.Piscada de cumplicidade. Discussão sem motivos. Fazer as pazes. Brincadeira de músicas. Citações famosas. Confiança. Pegar carona junto. Entender os trocadilhos. Escrever uma carta finalmente. Depoimentos no orkut. Recados pra completar. Indiretas. Diretíssimas. Madrugada. 'O Anjo mais velho'' do Teatro Mágico. Foto debaixo do travesseiro. Vontades. Desejos. Manias. Danças engraçadas. Iogurte gelado. Filmes. Livros. Sua música de amor favorita. Perguntas indiscretas. Um bando de perguntas. Todas as músicas de amor do mundo. Demonstrar interesse. Beijos. Mais beijos. TODOS OS BEIJOS. Abraços apertados. Olhares. Afetos despercebidos. Dedos mindinhos se tocando. Mãos dadas. O mesmo caminho. Porta de casa. Buzina. Dancinha. Sorriso. Aquele sorriso. Esse sorriso aqui. Todos os motivos. Amor. Amizade. O resto todo.



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Eu não sei moço, eu não sei...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Desmetaforizada

Hoje, mais um dia comum, em que eu acordei pensando no que comer. É, essa é a verdade. Eu não acordo com Chico Buarque na ponta da língua, mas sim com fome.
E eu ando cansada dessa conjectura romântica em torno da minha personalidade. Vamos parar por aí, sim?
Eu bocejei 34 vezes ao ver PS:i love you e cidade dos anjos, e acho um saco, um saco, um saco, a maioria das histórias de ''amor pra sempre''. Às vezes eu prefiro American Pie, pagodes no repeat, e dança da manivela no Carnaval de Salvador.

Aliás, eu gosto mais de sentir do que saber, apesar da minha incontrolável mania de conceituar boa parte das sensações que me acometem. Não sou boa em dar conselhos porque, cá entre nós, nunca fui boa em seguir minhas próprias teorias baseadas em qualquer porcaria que eu lesse, visse ou inventasse. Pois é. Estou dizendo isso, assim, porque cansei. Cansei de viver á sombra do que escrevo, da petulância de quem acha que sabe e pior: da ingenuidade de quem acha que EU SEI.

Eu não sei de nada, a não ser que eu tenha lido ou alguém tenha me dito. A não ser, também, que eu possa inventar e fazê-lo acreditar que eu entendo perfeitamente o que estou querendo dizer.

Eu não sei porque os homens vão embora, não sei porque não ligam, não procuram e não se explicam. Não sei de amor, paixão, relacionamento, amizade...Quem me inspirou não tem sorte nenhuma, não entendo as dinâmicas da vida... Eu só sei viver e quando não tenho as respostas, sei fazer as perguntas.Eu só gosto de falar bonito, provocar suspiros e suspirar junto. Mas não sou uma metáfora. Eu tento criá-las. É isso, eu sou mais rasa do que tábua de passar roupa. Sou como aqueles lagos imensos que vistos de cima e de longe parecem tão profundos e navegáveis mas se você se atrever a entrar, a água bate no joelho e não tem nem peixe naquela porcaria. Entende?

Ah se você aí soubesse o quanto me cansa a mania das pessoas acharem que me escondo por trás de um texto ou pior, que tento me revelar por meio deste. Ah, minha gente, escrever pra mim é como tocar gaita, cantar uma música, comer o prato favorito ou dar um beijo na boca. É só uma coisa que eu gosto. Sozinha, pra mim. Não quero agradar. Não quero virar mistério, best seller, poeira em prateleira ou spam no seu e-mail. Quero exalar meu sentimento, meu achismo, meu tédio. É, meu tédio.

Eu quero mais é que todo mundo ame, todo mundo entenda, todo mundo vire poeta e pare com essa mania de Caio Fernando Abreu e Vinícius de Moraes. Quero mais bilhetes em guardanapos e menos cartões de livrarias, entende? Aliás, não preocupe-se, a essas alturas nem eu sei mais do que estou falando...


Aviso aos leitores mais ''assíduos'': Ficarei sem muitas condições de publicar textos. E mesmo que eu consiga uma brecha e os publique, há impossibilidade de responder comentários e talz. Quem for legal aí, me mande e-mails. Sempre que der, estarei lendo - e quiçá respondendo. É mais fácil. Enfim, no mais, me desejem sorte. Fui recomeçar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

É pra vê-la passar

Ah.. quanta vinda.
Quanta vida passando.
Quanta gente assistindo.
Quanta coisa mudando
Quanta chuva caindo.
E quando a chuva cai é que melhor fica.
Porque quem ia não vai,
E se enche de água a bica.

E essas cores, amores,
Flores de primavera.
O moço que aqui passou,
pisou no meu pé e eu nem vi quem era.
Sem falar nos abraços,
na louca criação de laços.
Nos beijos apressados
E nos pés já cansados de tanto pular.

Anda menina, corre pra lá
Agora se apressa e corre pra cá.
Que o sorriso da gente
É uma prova contente
De que o mundo se agita mesmo
É pra vê-la passar.