domingo, 30 de janeiro de 2011

Eu e John Mayer

Será que estou vivendo direito?

Esses dias, minha boca idiota, me colocou em apuros. Eu falei demais outra vez.
Como eu pude esquecer? Minha mãe diz: "pense antes de falar". Mas não há filtros na minha cabeça. Eu nunca mais vou falar outra vez, só me machuco. Prefiro ser um mistério, a partir de agora. E mais uma coisa: Por que a culpa é minha? Tá, talvez eu tente demais, mas é por causa desse desejo.Eu quero ser querida, eu quero ser engraçada, mas parece que eu sou a piada. Podem me chamar de Sra. Tiro pela culatra, principalmente no que diz respeito a amor.

E por falar em amor, fiquei sozinha em casa em uma sexta-feira, deitada no chão e pensando em velhos amores ou mais especificamente na falta de um. É que depois que as paixões desapareceram, e todas as minhas esperanças estavam erradas eu estou acabada. E odeio isso. Estou cansada de ficar sozinha. Na verdade, só metade do meu coração tem o controle da situação. A outra metade é muito criativa e impulsiva.
Eu tive um pouco de amor, mas o tornei escasso. Parti meu coração e o desliguei. Agora vivo sem nada para fazer, nenhum lugar pra ir e a companhia de ninguém além de mim.. Estou perfeitamente sozinha, pois não pertenço a ninguém e ninguém pertence a mim. Porque desde que eu tentei tentar não encontrar cada pequeno significado em minha vida, está tudo bem. Depois de muitos pontapés, quedas, trancos e barrancos, entendi que na vida as pessoas só podem ser: amigos, amantes, ou nada. Não pode haver um meio-termo, afinal qualquer coisa que não seja um ''sim'' é um não. Se você quer mais amor, por que não diz logo? Apenas diga! E aguarde um sim - nada menos que isso.

Ao entender essa parte, ouvi uma voz dizer "Bem-vinda ao mundo real" - e ela me disse com condescendência - "Sente aí, pegue sua vida e planeje-a de modo simples''. Hoje eu finalmente superei a tentativa de encaixar o mundo dentro de um porta-retrato. Talvez te conte tudo a respeito disso quando estiver com vontade de me perder, mas deixe-me dizer: Por que não é a minha hora? O que há mais a aprender? Eu estou impedida de voar, parece que tive minhas asas pregadas. Estou cercada por todo esse pavimento, e cá entre nós eu nunca gostei dessa cidade, morro de vontade de sair daqui. Odeio as luzes meio envelhecidas que empobrecem a noite, a fuckin' praça de fonte colorida, que não tem uma droga de fonte colorida... mas um dia eu voarei e serei muito mais que isso. Pois sou maior do que o meu corpo me permite ser, e bem maior do que essa cidade deixa também.

Você pode me achar se você quiser um dia: eu estarei logo ali, na estrada. Pois mais importante que chegar, é ir.
Esse é o jeito que essa roda continua funcionando.

_x_ _x_ _x_ _x_

Nota: A idéia boba que tive, foi juntar algumas das minhas músicas favoritas do John e mais alguns devaneios aleatórios e criar um texto. Fui adaptando algumas letras, mas é isso. Apesar de confuso, está verdadeiro. Trabalharei mais no proximo, prometo.
Ficam aí umas dicas de músicas do John que utilizei na postagem, pra quem quiser. rs

Half Of My Heart -- My Stupid Mouth -- Love Song For No one -- Friends Lovers, or nothing --No such Thing -- Back to You -- Why Georgia -- 3x5 -- Bigger than my body -- New Deep -- Home Life -- Wheel -- HeartBreak Warfare -- All we ever do is say goodbye -- Who says -- Perfectly Lonely -- Do You Know Me?


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O que eu faço com isso?

Talvez eu ache um monte de coisas sobre você
E talvez eu queira fazer contigo, o que os coelhos fazem - se é que você me entende.
Talvez eu ache bonito o jeito como você sorri e faz caretas.
E talvez eu queira ficar de mãos dadas contigo por debaixo da mesa, achando que ninguém vai notar.
Talvez eu pense em você de vez em quando, num número de vezes assustadoramente crescente.
E talvez eu imagine você pensando em mim ao mesmo tempo.
Talvez eu sinta raiva quando você parece não perceber
E talvez eu queira gritar pra você um monte de coisas, assim.
Talvez se eu fingir que não me importo, você passe a notar.
E talvez, sendo assim, alguma coisa aconteça...
Talvez eu esteja começando a querer...
E talvez não seja nada disso.
Muitas vezes não é, a gente sabe.


Mas e se for?
Alguém me diz o que eu faço com isso.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

"Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem

...Mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos" (Caio F.)


Já devo ter mencionado um milhão de vezes que adoro as sensações que acompanham os acontecimentos. Mas o problema ás vezes é quando eu não tenho lá muita coisa pra ocupar a mente e o coração e surge assim, como quem não quer nada, um ser humano vestido de azul e com um sorriso bem largo pra dizer que quer entrar na minha vida. Eu sei que a metáfora não foi das melhores, mas isso foi só pra que você entenda que eu deixei você entrar e agora você simplesmente estacionou na porta me deixando com cara de origami lhe esperando no sofá.
Acontece que eu sou muito sentimental, extremamente exagerada e altamente dependente. Mas não é disso que eu quero falar, e sim dessa sua repentina mania de me querer, pra que eu assim te quisesse e você, do nada, não estar querendo mais. Isso acaba comigo. Mas não é culpa sua, eu sei. A culpa é do meu exacerbado equívoco a respeito de suas palavras, ações e olhares. Você não veio com manual de instruções e eu acabo metendo os pés pelas mãos na tentativa de te decifrar, todos os dias.É sim, não dê risada, eu tento entender até o seu silêncio e a sua demora. Esmigalho cada gesto, cada frase, cada ''qualquer coisa'' achando que há um propósito maior quando você sorri e me pergunta como estou.
Daí que eu andei procurando as palavras certas em mim pra tentar fazê-lo entender que isso não é um contrato nem nenhum tipo de desespero neurótico. Na verdade, é até muito simples, eu só não quero dar relevância ao que não merece, nem mergulhar de cabeça numa piscina rasa, sabe?
Portanto, se você quiser, você fala, certo? Não demonstre, diga. Afinal, como já deve ter ficado óbvio, não sei entender gestos. E o mais importante: se não quiser, simplesmente se afaste. Me deixe cá com meus botões, com meus retalhos e cacos. Eu sempre me consertei sozinha, só preciso de tempo e muita cola.
A cola, nesse caso é a certeza. Eu preciso ter cer-te-za, entendeu? É isso.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pra ver se cola

Eu te quero por perto. Mesmo que às vezes doa um pouco e eu fique sem entender suas cores, ainda que olhando bem de pertinho. Que é pra eu não viver com esse medo de você ir embora a qualquer momento ou coisa melhor oferecida.

Você, eu quero prender. Pra que não se solte nunca. Prisão perpétua, pois você mesmo já me é sentença. De morte, de forca, de eternidade. E eu estou me esforçando ao máximo para conter hipérboles desnecessárias mas preciso dizer: TUDO, sem você, é sinônimo de saudade.


Eu te quero na minha rua. Mas no fim, num lugar onde eu ainda possa pecar e ter preguiça de ir te ver. Pra que não nos deixe entediados a condição de obrigação. Por mais que eu saiba, claro, que se eu tiver a chance, irei lá todos os dias. Passsar todas as horas. Fora isso, quero acenar da cozinha porque é esta que é virada para teu prédio. Então, fique somente onde eu possa sentir. Onde eu possa saber.

Eu te quero por perto, aqui, pra sempre, por sede, por ânsia, por querer querendo.

Quero tua presença em cada livro indecente que eu leio. Quero-te por perto quando eu cometer meus crimes. Eu te quero para ser o meu crime. Quero-te sendo o álcool da minha vodca, te quero para mim, Ilícito.

Quero-te. Isso basta para ti?

Pois não basta pra mim.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Não tem jeito...

Aí você tá lá, andando na rua sozinha com uma sacola meio pesada carregada de coisas que você foi obrigada a comprar. O calor do sol lhe frita os miolos e estraga a raíz do cabelo, o que lhe faz pensar, por exemplo, nas suas escolhas durante o ano e em como a vida até que pode ser azul ás vezes, mas tem umas nuances vagabundas de azul-marinho mais puxadas pro preto que são uma desgraça, e você acaba quase sempre se dando mal com coisas óbvias. Exemplo: escolher atravessar a rua exatamente na hora em que o sinal resolve fechar, e ter sua tentativa frustrada por motoristas que até parariam pra você passar, se você tivesse mais que osso e pele, nisso que você convencionalmente chama de bunda.
Mas beleza, você tá lá, viva, querendo dar um tiro na cabeça do próximo rapaz de olhos claros e sorriso amigável que lhe aparecer na frente, só por achar que ele é incontestavelmente inalcansável e burramente feliz. Quando sua cabeça começa a girar em movimentos nunca antes vistos pela física moderna, e você sente um embrulhão no estômago que vem subindo à toda velocidade. É aí que você decide parar e respirar, sentar no banco da praça e desejar ser a Hermione e aparatar ali mesmo diretamente pra sua cama e nunca mais sair de lá, mas você sabe que isso é ridículo e quer apenas encontrar alguma chave de portal que a leve, sei lá, para o mundo perdido dos perdedores. Lá deve ser um lugar muito bonito de viver e... PORQUE RAIOS AS PESSOAS FODEM TANTO COM A SUA VIDA?, você devaneia. É inevitável não lembrar de um bando de coisas e a essas alturas você já está chorando, por fora, por dentro, por todos os poros. Querendo sumir, literalmente, querendo não ter existido...

Daí ele vem, justo ele, o fi-lho-da-pu-ta, a última pessoa do mundo, o canalha, prepotente, arrogante, causador de 75% da sua dor, senta-se ao seu lado,
faz um carinho nas suas costas e manda:
- Ei, não chora! Você tá precisando de alguma coisa?

''To precisando mandar alguém tomar no cu. Que bom que você chegou.'', você pensa.
Mas só consegue ser idiota, olhar pra ele e se jogar em seus braços. De novo.

Porque é ali que você se sente segura e esquece de tudo, principalmente de si.

sábado, 8 de janeiro de 2011

A moça no espelho

E ali está ela. Olhos escuros e em formato de azeitonas deitadas, nariz esparramado no centro do rosto e lábios carnudos. É agradável de olhar, mas ávida e geniosa demais para ser dita bonita, sabe? Desde pequena, dizia muito mais coisas com os olhos do que as pessoas conseguiam entender, daí que um dia ela cansou desse negócio de palavras-no-olhar e decidiu: ''Vou escrever''. A convicção era maior do que a habilidade, mas tudo foi se encaixando imperfeitamente do jeito que tinha que ser. Hoje em dia ela fala tanto com os olhos quanto com escritos e eu me pergunto se um dia vai saber falar com a boca, também. Sim, porque nunca vi gente pra se enrolar com o que diz mais do que essa aí. E a ela faz jus a fama de desbocada.
Arrogante? Talvez seu maior pecado seja crer que alguém tenha ouvidos como os dela, contidos; mas de cabeça aberta. Domina o mundo das relatividades. Tudo pra essa moça aí depende do referencial adotado. Ela é um Isaac Newton que, em vez de maçã, recebeu foi uma jaca na cabeça e perdeu os eixos.
Não tem muitos amigos, porque gosta mais de piadas. E esses poucos, são maioria garotos. Segundo ela, eles sabem abraçar forte - sinal de sinceridade - e não têm bobagens ou muitas desvantagens que algumas garotas trazem pra a amizade. Às vezes, fala coisas em que não acredita, por pensar que assim é o certo, e se engana. Faz suas escolhas, todas, de olhos fechados e de vez em quando erra. Mas assim acredita ser facilmente compreensível e justificável.
Aos dez anos, descobriu que os livros diziam muito mais que as bocas infantis com as quais era obrigada a conviver. Falavam que ela comia livros, mas era mentira; Eles é que a devoravam de dentro para fora, faziam ninho em suas raízes e cresciam até voar. E se fizeram dentro dela, que hoje é pura literatura, apesar de não saber ainda.
Sua maior peculiaridade está em ser muitas. ''Todas elas juntas num só ser''. Ou pelo menos tenta. E às vezes se perde nessa imagem de sí mesma, porque de vez em quando se esquece de quem está sendo no exato momento. Paradoxo mesmo é o mundo, ela é só um produto do meio. Um produto no meio.
Medo mesmo só de borboleta, acidente de carro e bala perdida. Preocupação, na verdade, só com decepções - para sí ou para os outros.
Detesta que concordem com ela muito rápido e não suporta que discordem. Todos para ela são como protótipos de criaturas de problemas bizarramente intensos e mesmo assim tão ínfimos, que jamais farão ideia de sua sorte. Verdade seja dita: sua busca é por auto-compreensão. Ultimamente, vem tendo dessas de acreditar em astrologia, astronomia, e que mais puder dizer a ela que porra é essa que está acontecendo com sua vida. Mas ela se conhece como jamais ninguém o fará e após muito silêncio para consigo mesma, hoje também se reconhece. E fala de si com uma facilidade assustadora, por mais egocêntrica que pareça.
Sabe que dói nos outros, mas é quase sem querer, e os faz sorrir mais sem querer ainda. É Maria Midlej, a moça no meu espelho...

E hoje ela sorri incerteza. O seu melhor sorriso.