Tava aqui lembrando de quando eu e você éramos ''nós dois''. E a saudade que me deu, chegou a apertar meu coração. Não, não saudade de você. De nós.
Porque na verdade, o que eu gosto mesmo é de quando a gente enlaçava as mãos quase sem notar e ficávamos assim um tempão até um de nós perceber e desatar os dedos. E das piadas que você fazia e eu me esforçava pra não rir só pra te irritar. De quando eu sentava no sofá e você já vinha pedindo abrigo pra sua cabeça nas minhas coxas. Ou também das nossas tentativas de esconder que morríamos mesmo de ciumes. Outra coisa que eu gosto bastante é de como nós dois gostávamos de nos alfinetar, lembra?
Eu gosto de escutar aquela música gostosa e fechar os olhos e sentir como se você estivesse aqui, agora, contornando meu rosto com os dedos e me fuzilando com esse seu olhar. Eu gosto de ver qualquer coisa e associá-la automáticamente a nós dois. E do nosso medo, da nossa pressa, da imperfeição com que fazíamos as coisas mais simples do mundo. De como eu não conseguia conter o brilho nos meus olhos quando eu encontrava contigo. E de sentir meu coração sambar ao te ver, de uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Ah, quanta saudade do tempo não passar de jeito nenhum. De pensar inúmeras coisas bonitas pra lhe dizer e na hora esquecer todas. E dos nossos beijos.
O que eu realmente gosto é da vontade que eu tinha de gritar pra todo mundo que ''porra, tá vendo isso aqui? É M-E-U!'', apontando pra você. Da leveza com que a gente fazia os planos. Do gosto que tudo tinha. É dos detalhes de nós dois, que eu gosto.
E sabe? Eu nunca penso em você, de fato. Em seus detalhes, seu cheiro, sua voz, seu olhar, suas qualidades, seus talentos, qualquer coisa assim.. Inclusive, eu acho você bem chato. Quase insuportável. Com suas birras e implicâncias fora de hora, esse seu ''jeito sem amor de me amar''* e essa mania de colocar a culpa nos outros até quando é inevitável admitir que a culpa é sua. Sua arrogância, prepotência, indecisão. Sua mania de chochichar quando o que eu queria era berrar!
Porque não é de você que eu gosto, é de nós dois.
E eu queria muito poder ter a gente de volta, Só que não existe mais ''nós'', né, desembaraçou-se foi tudo.
E que seja. Que seja.
Porque na verdade, o que eu gosto mesmo é de quando a gente enlaçava as mãos quase sem notar e ficávamos assim um tempão até um de nós perceber e desatar os dedos. E das piadas que você fazia e eu me esforçava pra não rir só pra te irritar. De quando eu sentava no sofá e você já vinha pedindo abrigo pra sua cabeça nas minhas coxas. Ou também das nossas tentativas de esconder que morríamos mesmo de ciumes. Outra coisa que eu gosto bastante é de como nós dois gostávamos de nos alfinetar, lembra?
Eu gosto de escutar aquela música gostosa e fechar os olhos e sentir como se você estivesse aqui, agora, contornando meu rosto com os dedos e me fuzilando com esse seu olhar. Eu gosto de ver qualquer coisa e associá-la automáticamente a nós dois. E do nosso medo, da nossa pressa, da imperfeição com que fazíamos as coisas mais simples do mundo. De como eu não conseguia conter o brilho nos meus olhos quando eu encontrava contigo. E de sentir meu coração sambar ao te ver, de uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Ah, quanta saudade do tempo não passar de jeito nenhum. De pensar inúmeras coisas bonitas pra lhe dizer e na hora esquecer todas. E dos nossos beijos.
O que eu realmente gosto é da vontade que eu tinha de gritar pra todo mundo que ''porra, tá vendo isso aqui? É M-E-U!'', apontando pra você. Da leveza com que a gente fazia os planos. Do gosto que tudo tinha. É dos detalhes de nós dois, que eu gosto.
E sabe? Eu nunca penso em você, de fato. Em seus detalhes, seu cheiro, sua voz, seu olhar, suas qualidades, seus talentos, qualquer coisa assim.. Inclusive, eu acho você bem chato. Quase insuportável. Com suas birras e implicâncias fora de hora, esse seu ''jeito sem amor de me amar''* e essa mania de colocar a culpa nos outros até quando é inevitável admitir que a culpa é sua. Sua arrogância, prepotência, indecisão. Sua mania de chochichar quando o que eu queria era berrar!
Porque não é de você que eu gosto, é de nós dois.
E eu queria muito poder ter a gente de volta, Só que não existe mais ''nós'', né, desembaraçou-se foi tudo.
E que seja. Que seja.
(*frase copiada na caríssima de pau desse texto líndo da Gabriela)
17 inventaram:
há coisas que precisam acontecer de novo, mas (in)felizmente não acontecem!
:)
Enquanto li seu texto, me imaginei sentindo falta do que tenho agora. E não quero que isso aconteça. Meu bme é leve, somos nós, leves.
Mas se bem o que é ter saudades... principalmente do que não tive.
Beijo, Maria!
eu sinto falta dele, do nós, de mim, de tudo. é dolorido pra cacete. e pode até passar, porque a verdade é essa: uma hora ou outra a gente acaba se curando. mas e enquanto não passa? e enquanto não passa?
Que bacana teu post, gostei muito!
A gente gosta tanto de alguém que acaba misturando esse alguém na nossa vida e daí já não se sabe mais onde acaba um e começa outro. Daí, claro, gosta-se do conjunto.
Muito, muito bom!
Um beijo.
É exatamente isso que tem no texto. Não é a pessoa e sim a sensação
A Carolda pensou em sentir falta do que ela tem hoje, já eu, pensei na falta que sinto de como algumas coisas eram pouco tempo atrás. Não é uma falta no sentido de "oh, meu deus, como eu queria voltar no tempo", mas é uma falta tipo "poxa, foi aquilo lá que virou isso aqui... era tão bom e ficou ainda melhor", entende? (ficou confuso kkkk).
Essas faltas que a gente sente dão um certo sentido às coisas, pelo menos eu acho. A gente sente falta e tenta recuperar o que perdeu.
Beijo, Ma!
Ps. essa sua fase "sensivelzinha" também está me agradando xD
isso me lembra o cartão escrito "i love us" daquele filme 500 days of summer.
obrigada pela visita no meu blog. gostei daqui também. :)
Eu sinto, a cada segundo de cada dia, falta de nosso amor, e do quanto ele nos alimentava, ainda que ele não fosse um completo perfeito. Sinto falta da gente mesmo.
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Se texto me faz voltar no tempo, no tempo em que realmente existia a gente, e a gente se completava imperfeitamente.
Amei, muito.
Ai Maria qualquer dia tu me mata, lindo!
podia existir um botão de replay né? ou algo que os fizesse voltar ao tempo.
vou perdoar este roubo pois ficou muito bonito, rs, sempre que quiser pode roubas lá.
Só posso dizer:
VC È FOOODA. amei seu texto..
Inevitavelmente seguiindo.
;*
Ai chega doeu e se doeu é pq sinto e sinto muito ainda.
Lindo post...
beijos
Maria, tem selo meu para ti lá no blog: http://fragmentoseinquietacoes.blogspot.com/
:) Beijo
Que sejam.
É tão bonito isso. Essa capacidade que alguns amores deixam, de se transformarem numa lembrança assim. É tão mais fácil ir, quando é dessa forma. Tão mais fácil ficar, também.
Penso que independentemente de se desembaraçarem, não tem jeito para o laço não ser refeito a cada resgate como esse. Tem sempre uma poesia sobre o par, morando na curva das pálpebras.
É lindo, Má. Tu é.
Beijo grande.
é pra quem acha que amor maltrata...enfim,senti falta.
abraço !
tem vezes que uma pessoa consegue destruir toda e qualquer memória boa dela mesma na nossa vida. mas não tem jeito: as nossas coisas, próprias, essas ficam.
obrigada por esse texto. mesmo :)
que texto mais lindo!
é isso mesmo, o amor de verdade é assim, a gente não gosta só do outro, gostamos do "nós" e de todos os nós que a relação nos proporciona.
beijos
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