sábado, 27 de novembro de 2010

Apaixonou-se então,

De uma forma que
Enlouquecia a mente.
E enlouquecidamente ficava assim, perdida.
Na mente, perdidamente, viu-se entregue
Com-ple-ta-mente.

E aí?
Sofreu...





Continuem com suas vibrações, parece estar dando certo.
Ganhei um prêmio literário por uma poesia, bem antiga no blog. rs
E outros dois por uma dissertação e um conto que criarei coragem para postar.
*-*

Postado sem autorização no blog dessa pessoa

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

F*ck you...

Você vai e você vem
Não parece gostar de ninguém.
Cá fico eu, com essa mania
De querer sua companhia...

Acho que eu não sou suficiente
E você mente, mente, mente.
Não quero mais ficar contigo
Você não serve nem pra amigo

Quer saber?
Vai se fu

Deixa eu dizer, pra você entender:
Eu gostei de você.
Mas cansei, sem por quê,
Afinal, como posso viver uma ilusão, meu irmão?.

Te vejo passar a sorrir
E você nem sequer me vê aqui
Já não aguento, o sentimento
Cansei de tanto tormento.

Isso só faz mal a mim
Essa história terá um fim
Chega dessa loucura
Eu vou parar com essa frescura

Quer saber?
Vai se fu

Deve ser fácil pra ti
Afinal sou em quem se importa aqui
Porque me dói saber-te assim
Mas você não liga pra mim

E quer saber?
Vai-se-fu-der!


E vai você e quem mais quiser
Não tenho saco pra esse bando de mané
Que te cerca e me sufoca
Vai embora, sai, se toca.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A praça pirraça

Olha dona praça,
Chega de tanta pirraça!

E você aí, que passa
Não ria da minha desgraça.
Sentada aqui nesse banco
Nem no meio nem no canto
Eu fico pensando e lembrando
Das coisas, dos risos, do encanto.

E escuta aqui, dona praça,
Melhor parar com a pirraça!

Que a respiração descompassa
E o meu coração se estilhaça.
Por isso, pracinha bondosa
Pode parar de brincar
Com a memória dolorosa
Dessa moça que só veio descansar?

Sentar na praça, que graça,
Pra poder uma brisa tomar.
Chega, então, de pirraça.
Chega, chega, dona praça...
De me trazer coisas tão boas, mas que são ruins de lembrar...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Antes idiota do que infeliz!

"vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". (Arnaldo Jabor)

Decidir não querer uma coisa é acionar o cérebro pra fazer exatamente o contrário.
Tem sido assim dentro de mim nos últimos dias. Primeiro veio a vontade imensa de querer. E essa coisa de querer querer, já gera um paradoxo por sí só. Afinal de contas, por que diabos eu tinha que ficar insistindo numa vontade que não chegava se quando ela chegasse eu ia ter que, sozinha, dar um jeito de chutá-la mais pra lá, pra não atrapalhar? Mas aí depois, veio a vontade de permanecer como estava, sabe? Como congelar o tempo e o espaço, fazer o mundo girar ainda mais devagar e os ponteiros do relógio se cansarem disso de me mostrar que iam rápido. Outra coisa que não entendo: vontade de parar o tempo.
Até poucos dias, eu não queria que o tempo parasse. Queria que corresse. Daí, durante essa minha passagem por quereres imensos e desarrazoados, eu quis instintivamente que as porcarias de relógio do planeta quebrassem e as pessoas congelassem e tudo ficasse daquele jeitinho ali, parado, estacionado num sorriso e nos olhos apertados e no arrepio que dava. Só que o tempo não parou! E ele inclusive, pareceu sentir inveja do meu sorriso largo e decidiu que ia me sabotar. O danado correu tanto, mas tanto, que eu nem senti quando cheguei nesse estágio três da coisa toda, que é exatamente essa vontade de não querer uma coisa.
E é nessa hora que o tempo deveria continuar correndo, mas ele se arrasta. E tráz à tona um bando de lembrancinhas dos poucos momentos de querência profunda, sabe? Aí é hora da poesia começar a fazer sentido e de todo o resto parecer loucura.
Odeio a mente querendo brincar de drama, porque ela faz de conta que eu não sei que o tempo é curto demais pra ser tão doído, e me faz sentir uma dor que começa na cabeça e desce pro coração. Claro que é maior na cabeça, porque o coração ainda não foi atingido diretamente. Consegue compreender?
Eu sei que tudo passa, né, não preciso desses conselhos meia-boca. O problema aqui é se eu realmente queria que isso passasse. Não a dor, a vontade supracitada. Até porque, essa é mais uma das coisas que ''passageiramente duram'', creio eu. É o tipo de coisa que prevalece, mesmo sem ser muito. E não é pra eu ficar escrevendo isso, posto que de uma maneira ou de outra, muita coisa pode ser distorcida depois de liberada. Mas quer saber de uma coisa? Eu não estou nem aí. Porque se eu estivesse aí, meu bem, eu ia abraçar, beijar, puxar, esticar, algemar, falar, falar, falar, escutar, conquistar, prender, agradar, enlouquecer e tudo o mais. Mas eu infelizmente, estou aqui. Não aí. Por isso escrevo.
O que estou tentando dizer, é que eu prefiro bancar a imbecil de vez em quando, sorrir na hora errada e bem alto, defender pontos de vista equivocados, pedir perdão mesmo estando com a razão, sentir orgulho, fazer barulho, aloprar e me calar, do que perder. Eu odeio perder. Eu não nasci pra isso.
Em suma, desisto de não pensar, não querer e dessa negatividade toda. Eu sei que muita coisa dá errado, que de vez em quando alguém pára de remar e eu vou ficar remando essa coisa aqui sozinha... mas eu não posso desistir ainda, entende? E não vou fingir que não ligo!
Eu ligo e eu quero! Mais e de novo.
Só não sei até quando... mas aí é outra história.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

- E então, por que você gostou dela?

- Gostei dela, porque ela parecia não gostar de mim.Eu sei que parece meio irônico e estranho, mas é verdade. (Ego Centrico Pereira)

- Gostei dela, porque ela sorria com os olhos, e tinha um brilho meio intenso naquele sorriso, sabe? (Romântico da Silva)

-Ah, cara, eu gostei dela porque ela jogava Zelda comigo todos os dias, e um dia me confessou que não curtia muito. (Desligado Soares)

-Já eu, gostei dela porque ela me ligou no dia seguinte. Desistiu de esperar! (José Ligonão)

-Eu gostei dela depois de um tempo.. e eu nem sei por quê, viu? (Lentinho)

-Eu não gostei dela, cara. Mas eu fingia muito, muito, muito bem! (Filho Dapu Tanoski)

- Ela? Qual delas? (Cafa Geste Dias)

- Hã? ( ZzZzé)

- Gostei dela não, cara! Eu gosto, dela. Gosto muito. Gosto de quando ela me enche o saco e acha que manda em mim, e do bico que ela faz quando eu faço bobagem. Das ligações, mensagens e daquele macarrão duro e tudo sabe? Eu nem sei como começou e cá entre nós, espero nunca saber como vai terminar. (Desconhecido Ainda)


rs

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Equacionando-nos

Um mais zero = Eu.
Um vez Um = Você.

Eu mais um = nós.
E um monte de nós,
bem cegos pra nunca soltar.

Você mais um = dois.
Dois é par.
E nós, somos?


E não esqueçam de me amar muito, amanhã.
É meu aniversário!


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Paranoicamando

Essa mania que algumas pessoas têm de se alojar no peito, é complicada, principalmente depois de um tempo, quando é quase vital que permaneçam.
Essa é uma história sobre amor, paranóia, ciúme, e quase todas as mulheres do mundo.

Ela já andava meio sem vontade e sem estímulo, se alimentando das lembranças mais antigas de que tinha idéia. Aí ele chegou, com novas cores, arranjos e acessórios modernos. Enfeitou a casa toda, abriu as janelas, tirou a poeira, pôs flores pela sala e sentou-se no sofá bem no centro de tudo, e bastante à vontade. Ficou ali por dias, sem nem sair do lugar, se ajeitando vez ou outra pra não ter dormência. Mas aí um dia, ele pediu licença pra ir ali e voltar já. Ela meio relutante, segurou a barra do vestido e recostou-se na parede dizendo qualquer coisa sem sentido que funcionou como uma permissão desnecessária, e ele foi.
A moça sentou-se próxima à janela e observou o rapaz indo, calmamente, pra longe. A incerteza de sua volta, fez com que ela roesse as unhas todas, depois as cabeças dos dedos e quase que levou ao estômago a mão inteira. E ele demorava ainda...
Mais uns vinte minutos, e ela já estava mais do que nervosa, balançando a cabeça pra frente e pra trás, dizendo a si mesma que era a criatura mais burra dos últimos tempos. Era óbvio que ele não voltaria, não tinha motivos.. ele teve que reconstruí-la inteira, e ela perdeu a graça. Ele não vinha mais. Ele pediu licença para abandoná-la. Até seu último gesto fora perfeitamente dócil. Ah, como ela o amava, o queria de volta.
Quarenta minutos, e Marisca já estava aos prantos, olhando fotos e cartas de duas semanas atrás, recordando o passado bonito que tiveram juntos. E ela que, tolamente, já imaginara ter filhos com aquele sorriso de Pinóspio... Onde estaria ele? Por que ele fizera isso? Onde ela errou, meu Deus?
Uma hora e meia depois, ela já havia ligado pra sua mãe pedindo conselhos, rasgado algumas fotos, borrado três blusas de choro com maquiagem e agora ela maldizia os amigos dele. Aqueles filhos da mãe, vadios, que sempre ligavam quando não deviam, chegavam quando não eram convidados e chamavam-no para sair em horas descabidas. Era culpa deles! Ou isso, ou Pinóspio tinha outra. Sabia, ele andava saindo muito sem ela, só ligava quando não tinha mais o que fazer, e da última vez que saíram quase não a beijava em público. Aquele cachorro, ela iria esquecê-lo! Custasse o que custasse, nenhum homem iria dobrá-la novamente. Ela já sabia se virar, sempre soube. Já esteve sozinha uma vez, quem era ele, aquele cachorro, vadio! Ca-chor-ro!
Quando ela estava prestes a derrubar outro vazinho chinês, ouviu alguém mecher na porta. Era o safado! Apostou consigo como ele estava bêbado. Pegou o vazinho chinês e apontou-o com toda a sua mira, para a porta. Era agora, ia contar até três.
Um...
A porta se movia lentamente, como se estivessem gravando um filme ali e fossem os momentos cruciais. Marisca quase pôde ouvir uma trilha sonora digna de Hitchcock.
Dois..
Ele colocou a cabeça pra dentro, e depois o corpo. Trazia um embrulho na mão, mas a raiva que anuviou os olhos míopes de Marisca não a deixava vê-lo muito bem. Mas também, pouco importava, safado!
E três..
Ele sorria estranho e começava a dizer ''Desculpa a demora amor, fui visitar o Neurênsinho, e na volta comprei flores...'', quando ela arremessou com muita força o vasinho de porcelana certeiramente na testa do rapaz, que caiu como uma bolinha , fazendo ''PLAFT'' no chão e deixando as flores caírem uns cinco centímetros mais longe.
Antes de morrer, Pinóspio foi capaz de dizer: ''Por que você me matou, amor?"
Marisca olhava do defunto de cabeça ensanguentada para as flores, ainda com muita raiva, mas as vistas menos turvas.

Aí sim, ela teve um motivo para chorar.