sábado, 31 de julho de 2010

Até que ponto?

E começa sem nome. E tudo o que não tem nome é incerto, imensurável e inquietante. É devagar, também, e imperceptível.
Começa com uma necessidade mútua por alguma coisa que não se sabe o que é e que toma conta, invade.. Explosão de sensações muito boas, sempre muito boas.
Amizade. É assim que se conhece isso quando está no início. Porque é forte e tudo o de menos que for, é satisfatório. É simples. Amizade é muito simples!

Aí o tempo passa, como há de ser, e surge um apelido. ''Paixão'', faz o coração sussurar à noite .- Às vezes berra, que atrevimento! - É quente, é frio, nunca morno. Nessa hora o extremismo toma conta, daí ou é 0 ou 100. Nunca 50. Torna-se vital, sedento, animalesco. E dá medo. Preocupa quem tá de fora e deixa esfuziante quem sente.E as sensações ficam mistas. Um dia sim, outro não. Tudo é instável e assustadoramente interminável. É vício. Paixão é vício. É sim.

Tudo começa a mudar quando surge enfim um nome. Uma palavra forte, temida, quase impronunciável por certas bocas. Particularmente assustadora. Amor. MUITO AMOR. LOTS AND LOTS OF LOVE, assim. Por ser desconhecido o conceito, nunca se sabe ao certo o que é exatamente. Mistura amizade com paixão e tudo. Despenca estruturas e desanda histórias. É uma bagunça. Amor é uma bagunça.

Mas todo mundo quer sentir tudo isso, quer passar por isso, espera o tempo inteiro pra encontrar algo assim no caminho da padaria ou na fila do mercado.
Se quer sentir tudo de vez, ou um depois do outro. Ou um agora, outro depois. Não importa, o importante é ter de tudo, passar por tudo.
A gente quer, cara. A gente quer MUITO.
Mas... até que ponto?
(se existe um ponto)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nem eu sei bem

Lá fora a chuva anuncia uma trégua e o Sol retoma seu lugar devagarinho por entre as nuvens. Aqui? Faz frio. Eu tento me encolher ao máximo na cama, suplicando por mais cinco minutinhos. Queria voltar a sonhar, pra ver se ao menos por lá eu consigo ser tranquila, ser feliz ou sei lá. Levanto num salto, como quem sabe que precisa acordar de verdade, pra valer.

É que já é hora de começar a minha busca por Amor. Pra varrer a poeira dos móveis, desaparecer com os cacos do chão e me fazer sonhar de verdade. Sonhar NA verdade, consegue entender? Mas é tudo tão inalcansável, cansativo, enjoado, meloso, dramático, que eu acabo cansando no meio do caminho. Não tenho cola pra prender alguém em mim. Eu tenho mais é repelente, dos brabos. Nunca vi...

Eu não tenho precisado de muitos motivos pra me achar uma tola. Ultimamente esse conceito tem me caído como uma luva. Ando irracional. Irremediável. Querendo gritar impropérios a tudo o que se move. Eu vou, inclusive, colocar uma placa na porta de 'Não perturbe'', talvez ajude os pobres coitados que ousam passar pelo meu caminho em tempos como esse. Essa coisa de não se decidir, que antes era defeito dos outros, se mostra intensa em mim. Mas convenhamos, entre azul-claro e azul-escuro há uma infinidade de matizes. Não dá pra saber de cara, qual é a que combina mais com o quê.

Aqui dentro tem um superestimado órgão que pulsa forte e incessantemente, como se quisesse ir embora de mim. Devo dizer que sinto pena do coitado, e adimito que se eu fosse ele, já tinha pulado faz tempo desse navio sem comandante, que eu sou. Ele tem gritado, ultimamente. Dia desses apurei os ouvidos e pude ouvir berros de ''EU NÃO AGUENTO ESSE VAZIO!'' Me assustei. E chorei. De-sa-bei. Porque eu também não aguento, coração. Eu também quero preenchê-lo.

Ando cheia das dúvidas. Com que roupa? Pra onde? Quando? Por quê? Por que não?
E sabe, sei lá eu se quero essas respostas. Depende de quem me dará e quais serão. Aliás, T-U-D-O depende. Do humor. Do sabor. Da cor. De mim. Dos outros. Vai entender, né? Meu olhos insistem em me delatar. Eles perguntam por mim, até quando eu decido de uma vez por todas que não quero mais saber de perguntas.

Eu queria entender um monte de coisas pequenas, desimportantes. E desses momentos desarrazoados que me tiram o fôlego e as esperanças, de vez em quando.
Será que o que eu preciso, tem que ser realmente procurado, desejado, esperado? Talvez eu devesse apenas deixar fluir.
Nem eu sei bem.

domingo, 11 de julho de 2010

e dentro de mim

há exatamente isso:


...


Me diga se isso são reticencias, infinito, coisa imensa. coisa rara. coisa nenhuma. vazio. confusão. imensidão. bando de coisas. uma coisa só. pessoas. três pontos. três pessoas. uma pessoa. uma dúvida. zero respostas. medo. angústia. sorriso. eterno. enquanto durar. se durar. vai durar. papel vazio. coração vazio ou se eu estou apenas ficando louca.