segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tristeza

Hoje vou passar o dia esperando a noite

A noite esperando o sono, e no sono,

esperarei o sonho.

O sonho que nunca vem.

Hoje vou pular da ponte

Vou enlouquecer aos montes.

Vou me perder, enfim

Pra ver se alguém sai a procurar por mim.

Hoje eu estou desolada

Acordei assim, desanimada.

Pra me assistir não há beleza.

Não há palavra, tenho certeza

Hoje eu grito e viro a mesa,

E ai de quem reclamar.

Hoje eu morro de tristeza,

E tenho três dias pra ressuscitar

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Finalmente sobre mim...

Venho por meio desde informar que sou imprópria para menores.
Contenho partes pequenas que podem ser engolidas, e partes grandes que podem esmagá-lo.
Sou repleta de palavrões e outras obscenidades.
Sou alguém que tenta ser entendida, mas sinto um enorme sono quando tento entender alguém. Não procuro razão nas coisas, mas faço-as com razão.
Sou extremista, detalhista, sentimental, lisérgica e irônica.
Eu gosto mesmo é de falar. Falo pelos cotovelos. E sempre me dou mal por conta disso. Não aprendo com meus erros. Sempre faço tudo de novo.
Guardo fotos e cartas numa caixa debaixo da mesinha de cabeceira e coleciono esmaltes.
Quando estou triste, sempre conto até 5, e recomeço. Não tem funcionado ultimamente.
Adoro me perder em pensamentos e me explicar. Não sei descrever sentimentos, mas acredito que ainda hoje, não inventaram uma maneira de fazê-lo.
Me identifico com pessoas erradas, estranhas e míopes, por sermos iguais. Sempre perco meus óculos de grau, e por conta disso, sempre me perco.
Sou reclamona e abraço causas sem motivos.
Topo qualquer parada num sábado à noite, se eu tiver como voltar pra casa depois.
Não digo muitas coisas no sentido literal. Sério.
Adoro sorrir e sorrisos..
Tenho grandes amigos, mas muitos deles estão distantes (não só fisicamente).
Sou fascinada por pessoas. Gosto de observá-las, medí-las, avaliá-las.. mas tem gente que não gosta disso.
Tem muita gente que não gosta de mim, e eu preciso dizer que as entendo. Há dias em que não me suporto, não me aguento, não me quero.
Exagero em tudo. Sou fã de exageros, na verdade. Gosto também de emiuçar tudo, e contar histórias. E isso não significa que eu aprecie ouví-las. Não todas.
Eu sumo. E gosto de sumir. Por dias, por meses, ou por algumas horas.
Orgulhosa, metida-a-besta e ingênua.
Quase nunca atendo o telefone e não é culpa minha, mas ninguém acredita nisso.
Gosto de textos, mas não sei escrever muito bem, por isso sempre me surpreendo quando alguém elogia minhas palavras.
Eu choro, grito e teimo demais. E eu sinto muito. E aqui, Li-te-ral-men-te.
Tenho preguiças, vontades, medos e sonhos. Sou normal. Normalíssima.
E digo verdades passageiras. É que não são mentiras, são verdades por pouco tempo. Acho que é paradoxo, entende?
Acho que é por mudar de opnião e de 'ser' muito rápido. Eu mudo rápido. Eis a grande verdade.

E eu quase sempre estou errada. Não exatamente por estar errada, mas por não estar certa.
Reconheço.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ei, moço

Você que leva nas palavras, a doçura do ser
Que tenta não-ser, não sei porquê
Pra impressionar, pra desandar
Você que insiste em se negar

Você que possui suas verdades
Seus medos e ansiedades
Seus traumas e suas saudades

Que passou por mim e eu nem liguei
Me chamou e eu nem escutei
E agora assim, nem percebi
De repente já está aqui.

Você que possui nos cachos o Sol
Que traz na língua um pequeno anzol
Que carrega nos ombros um peso qualquer
Que conhece de cor perfumes de mulher

Poderia por favor - desculpe a indiscrição-
Tirar os olhos das minhas pernas e me dizer que horas são?



(pra um moço aí que tem vontades demais)

domingo, 16 de maio de 2010

Então vai.

Vai, Vai, pra longe.
Cuidar de ti, que eu vou ficar a me cuidar enfim.

Vai e conhece outros lugares.
Outras pessoas, outros jardins.

Vai e descubra amores,
encontre flores,

Mas, por favor
Vá e não esqueça de mim.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Poesia de Maria

Lá vai Maria
Com os seus trejeitos
com seus amores,
Com seus defeitos.

Quando ela passa,
eu acho graça
do seu caminhar.
É que Maria olha pra todos,
e nem percebe quem a está a olhar.

Essa Maria, eu não sei não.
Tem muito amor no coração
e quase ninguém pra receber.
Essa Maria, tem força na voz,
e uma certa leveza no ser.

Maria passa e leva consigo,
As memórias e o amor.
Lá fundo, no peito
pra quando sonhar

Sonhar com o futuro
E suas alegrias
Só dela, Maria,
Só dela e do mar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Conversas por aí

(Baseado em papos reais)

- E nem me fale de amor, que estou desistindo. Amor é mais interessante no papel e no rádio. Quando acontece mesmo, é uma consumição. É relativo, subjetivo e preguiçoso. Quer se entregar e exige entrega, também. Amor nao era pra ser leve? Ai, agonia minha, desejei, desejei, desejei. Me lasquei, me lasquei, me lasquei. E ainda tenho que aturar esses ingenuos que não sabem de nada, falando em amor. Que amor é isso, é aquilo, que amor é para sempre, que amor é lindo... Não tem nada de lindo no que estou vivendo. Nessa angustia, nesse medo, nessa distração. Nessa coisa de perder o fio da meada do raciocinio, pra ficar nessa atribulação danada de pensar em ''não-sei-quem'', ''não-sei-porque'' fazendo ''não-sei-o-quê'' Amor é feio, isso sim.

-Não, não é.. amor é bonito. A gente precisa de amor.

-Amor só é bonito enquanto você não tem um.

-....


** agradecimento especial ao meu lindo numero um. Relaxe, não cito teu nome.
nem na mais secreta das conversas. haha.
E menino, um pedido: larga de reclamar do amor que tens! hunf