sábado, 20 de fevereiro de 2010

Falar de amor, não é amar

Ele, lançava rápidos olhares áquela moça esquisita parada ao longe, que o observava. Sentiu-se intrigado. Resolveu então se aproximar, já dizendo:

-Ei, o que faz aí parada?
-Te espero -respondeu sem jeito, mas com determinação.
- Me espera pra quê?
-Pra te amar.
-Me amar? -riu-se- E me amar pra quê? Por que?
- Não há ''por quês's'' no amor. Amor não se explica, a gente só sente. Do nada. Por nada. Nunca senti antes, mas leio muito. Sei que é belo e infinito. E, sinto por ti, moço bonito.
- Se nunca sentiu, como sabe que agora sente?
-É que a gente só sabe quando sente, eu vi num filme. Te vi passar e senti vontade de tê-lo por perto. Já até sonhei contigo, mas, não podia chegar e falar. De certo, acho o jeito que você trata as outras garotas, nojento. Acho que não parece haver amor em você. Só descaso. Mas é que elas não são pra você. Pra você, sou eu.
-Bonito de ouvir , mas me parece loucura. Sempre te vejo aí, exatamente onde está e você não parece fazer nada além de me observar.
-É pra que me note. Aí então, se apaixones por mim como num clique. Porque nao é assim que acontece?
-E se eu disser que nao é assim?
-Claro que é, eu leio muito. Já discuti sobre isso. Amor é bonito e eu estive buscando por isso a vida inteira. Eu nao preciso fazer mais nada, além de observá-lo porque és o meu amor, já lhe encontrei.
-Menina, acho que amor não nasce por geração espontânea. Deve estar falando de encantamento. Devias fazer algo mais da vida, ocupar-se, divertir-se, e deixar que o tal do amor lhe encontre. E não o contrário. O amor é que vem e se aloja no seu peito e não é porque tem que ser, é porque é. E pára também de ler sobre isso, acho que já lhe confundiu. Sinto muito, mas você não me ama. E não tem clique nenhum.
-Como podes maltratar meu coração? Isso dói. Oh, meu primeiro sofrimento por amor -pareceu estranhamente satisfeita- se me pedires desculpas, se disseres que me ama, vou me sentir flutuando. Vou sentir cheiro de estrelas e gosto de chocolate.
-Mas menina, pára com isso. Não vê que já pirou? ESQUEÇA AS PALAVRAS. De que valem todas sem os fatos e sentimentos. Tu precisas de um motivo, pra sofrer. E, graças a Deus, eles também não surgem do nada. É construida uma felicidade antes que venha o sofrimento. É bonito ler sobre isso, até escrever, mas tome cuidado com essa chuva de poesias. Na vida real não há versos ou rimas. E nem amor instantâneo.
-Não diga isso! Não menospreze o que sinto, se lhe digo que amo, é porque amo. Sei bem do que se passa em mim. Não vou desistir do amor!
-Não, não desista. Porfavor, não desista nunca dele. Só não se apresse. Não se adiante. Porque não adianta. Cedo ou tarde você vai perceber, não só comigo, mas com outros também, que enfeitar demais o que sentimos, nos causa sofrimento, porque se achamos que é bonito, nos dói perdê-lo. Tu não me amas! e ISSO É fato.
-Amo, e vou embora cuidar da minha ferida de amor. Vou cicatrizar. Tu irás me render belas poesias, belos textos. Vou escrever um livro sobre como me fizeste sofrer...
- Nada vai lhe curar disso né? É o que parece. Vai escrever sobre 'nunca'? Sobre momentos não vividos e apenas idealizados? E se eu nao for como o que imaginas? É aí que entram os textos e poesias sobre sofrimento? Decepção? Não acha que doeria menos o 'deixar-se' ? Se deixe, se permita. Em voce há lugar pra muito mais que simples idéias. Há lugar pros fatos. Apenas espere, menina. Porfavor, não quero parecer rude, mas CRESÇA! E entenda, que falar de amor, só é bonito, mas não é amar.

Ao dizer isso, virou as costas e saiu. Deixando pra trás um coração metafóricamente-destroçado cheio de metonímias, comparações, exageros e farsas pra colocar no papel.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Conversas por aí [2]

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA... meu, Por que você é assim? Por que brinca tanto?

( Pensa bem, se não fica mais fácil falar com você, como se eu estivesse falando com uma criança de 5 anos esperando a próxima piada do palhaço. Quero dizer, você é sinceramente muito infantil. E se eu tentasse te explicar essa er. metáfora literal que eu faço ao falar contigo, talvez te perdesse. Não que eu alguma vez possa dizer que te tenho nem algo do tipo, mas é que você é ligeiramente estressada demais. Ligeiramente aborrecida. E quando me pergunta alguma coisa, eu fico doido pra te deixar no chão, te fazer ter lágrimas nos olhos. MAS quem consegue fazer isso com esses olhos azuis? É melhor vê-los esticados e brilhando num sorriso. Mesmo que isso faça de mim um completo idiota imaturo. Eu realmente não ligo. E assim, como você não me dá a chance de falar o que eu sinto por você, eu escondo tudo no meio das minhas piadas. Já cansei de carregar sua mochila na volta da aula em troco de nada, tá bom? E..)

-Ah, sei lá, vai dizer que não gosta dos caras divertidos, baby? Vou mudar pra te conquistar. Serei sério agora.
-HAHAHAHA Você acaba comigo, Edu.
- É.. né?


E seguiram em frente. Ele com o peso na mochila e no pensamento. E ela, com dor de barriga de tanto rir.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Do nada e Por nada

Não é amor e nem é pra sempre. A gente sabe na hora em que acontece, mas não deixa de trazer borboletas ao nosso estômago.

Sabe aquela pessoa que você não conhece ainda, só vê passando e já lhe trás uma vontade imensa de sorrir? Tenho dessas coisas. Alguma pessoas me fazem sorrir.
O sorriso aparece em mim como em geração espontânea, é olhar esse alguém e meus musculos da face se contorcem deixando os meus lábios numa forma de meia-lua (meio torta, claro).
Dia desses conheci uma dessas pessoas, mas, foi diferente: eu não olhei e sorri, eu olhei esse alguém e vi apenas alguém, sem brilho sem faíscas e sem sorriso espontâneo. Eu segui a minha vida até um certo dia, quando, depois de horas de conversa interminável quando o sol ia se pondo em mim, eu sorri. E esse sorriso não saiu de mim por dias. Todos me perguntando o motivo e eu não dizia, porque nem eu sabia.
E não há coisas especiais, motivos, confidencias ou momentos a ser lembrados. É a coisa mais estranha quando hoje, depois de um tempo me pego pensando nesse alguém. Não temos futuro, não temos possibilidades. Mas alguma coisa, a gente tem.

Do nada, me pego pensando, e sorrindo de novo. Eu sempre sorrio ao lembrar desse alguém. É o gostar mais leve que já senti na vida. Porque não espero nada. E sei que de mim, nada é esperado. Não sei se devo dizer que ele é o dono do meu sorriso. Tenho medo de assustar, porque deve ser um choque uma recém-conhecida que troca meras palavras, e meros momentos raros de encontros, lhe dizer assim essas palavras carregadas de sentidos. Eu gosto de palavras que significam o que realmente são, sem floreios, sem muitas explicações. Até porque, existem coisas que surgem do nada, em minutos. E mesmo assim são bonitas.

Eu gosto por nada. Ou melhor, por um tudo que ainda é pouco. Gosto pelo abraço infinito, que dá vontade de não soltar nunca mais. Gosto de ficar olhando, analisando e sentindo borboletas no estomago. E eu quero saber porque é tão complicado, pois não deveria. É a melhor sensação do mundo. Quando você gosta de leve, gosta pouco e intensamente. Gosta com força o bastante pra de vez em quando perder o sono imaginando um futuro. Futuro esse que varia de um casamento até a possibilidade de um batizar o filho do outro, tipo uma grande amizade pra sempre. É imaginar que essa pessoa que você conhece há poucos meses e dela, pouco sabe, estará sempre ao seu lado independente da situação. É como começar a escrever uma história sem pensar no fim... e afinal, quem inventou que toda história tem um?

Ah, claro, tem também o lance do sorriso.

E aqui vai a parte sórdida: Alguém que te põe um sorriso no rosto, merece até beijo na boca. Demorado e bem babado. É, isso mesmo.
Assim do nada, e por nada, sem aviso-prévio sem promessa ou contrato.
(im)Puro e simples, como o meu gostar.



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O Pablo também pensou, pensou e chegou à conclusão de que gostar não tem tempo nem explicação. Minha visão é ainda romantica e sonhadora, a dele, ácida... Variamos, divergimos e no final... concordamos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Deixa pra lá

(baseado em conversas reais)

- Eu não estava esperando nada mesmo..

- Então deixa pra lá.

- Eu não acreditei realmente que significaria mais do que foi.

-Então deixa pra lá.

-Eu nem queria mais. Sério. Aconteceu por acontecer...

-Então deixa pra lá.

-E daí que ele saiu beijando ela logo depois, se eu nem tava aí pra isso, né?

-É, deixa isso pra lá.

-Cara, mas porque ele não entendeu meus sinais?

-Sei lá, deixa pra lá...

-Não, sério, porque ele nao gosta de mim? E prefere ela? Sério, na moral...

-Deixa isso pra lá, menina!

-É, vou deixar né?

-É, deixa pra lá.

-Mas... e.. porque ele me trata bem e depois fala aquelas coisas que...

-DEI-XA-PRA-LÁ!

-Não, cara sério, rapidinho! Eu sou feia? Ou gorda? Eu tava fedendo aquele dia?

-VAI TOMAR NO CU, PORRA!

-Tá, deixa pra lá... rsrsrs