terça-feira, 16 de novembro de 2010

Antes idiota do que infeliz!

"vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". (Arnaldo Jabor)

Decidir não querer uma coisa é acionar o cérebro pra fazer exatamente o contrário.
Tem sido assim dentro de mim nos últimos dias. Primeiro veio a vontade imensa de querer. E essa coisa de querer querer, já gera um paradoxo por sí só. Afinal de contas, por que diabos eu tinha que ficar insistindo numa vontade que não chegava se quando ela chegasse eu ia ter que, sozinha, dar um jeito de chutá-la mais pra lá, pra não atrapalhar? Mas aí depois, veio a vontade de permanecer como estava, sabe? Como congelar o tempo e o espaço, fazer o mundo girar ainda mais devagar e os ponteiros do relógio se cansarem disso de me mostrar que iam rápido. Outra coisa que não entendo: vontade de parar o tempo.
Até poucos dias, eu não queria que o tempo parasse. Queria que corresse. Daí, durante essa minha passagem por quereres imensos e desarrazoados, eu quis instintivamente que as porcarias de relógio do planeta quebrassem e as pessoas congelassem e tudo ficasse daquele jeitinho ali, parado, estacionado num sorriso e nos olhos apertados e no arrepio que dava. Só que o tempo não parou! E ele inclusive, pareceu sentir inveja do meu sorriso largo e decidiu que ia me sabotar. O danado correu tanto, mas tanto, que eu nem senti quando cheguei nesse estágio três da coisa toda, que é exatamente essa vontade de não querer uma coisa.
E é nessa hora que o tempo deveria continuar correndo, mas ele se arrasta. E tráz à tona um bando de lembrancinhas dos poucos momentos de querência profunda, sabe? Aí é hora da poesia começar a fazer sentido e de todo o resto parecer loucura.
Odeio a mente querendo brincar de drama, porque ela faz de conta que eu não sei que o tempo é curto demais pra ser tão doído, e me faz sentir uma dor que começa na cabeça e desce pro coração. Claro que é maior na cabeça, porque o coração ainda não foi atingido diretamente. Consegue compreender?
Eu sei que tudo passa, né, não preciso desses conselhos meia-boca. O problema aqui é se eu realmente queria que isso passasse. Não a dor, a vontade supracitada. Até porque, essa é mais uma das coisas que ''passageiramente duram'', creio eu. É o tipo de coisa que prevalece, mesmo sem ser muito. E não é pra eu ficar escrevendo isso, posto que de uma maneira ou de outra, muita coisa pode ser distorcida depois de liberada. Mas quer saber de uma coisa? Eu não estou nem aí. Porque se eu estivesse aí, meu bem, eu ia abraçar, beijar, puxar, esticar, algemar, falar, falar, falar, escutar, conquistar, prender, agradar, enlouquecer e tudo o mais. Mas eu infelizmente, estou aqui. Não aí. Por isso escrevo.
O que estou tentando dizer, é que eu prefiro bancar a imbecil de vez em quando, sorrir na hora errada e bem alto, defender pontos de vista equivocados, pedir perdão mesmo estando com a razão, sentir orgulho, fazer barulho, aloprar e me calar, do que perder. Eu odeio perder. Eu não nasci pra isso.
Em suma, desisto de não pensar, não querer e dessa negatividade toda. Eu sei que muita coisa dá errado, que de vez em quando alguém pára de remar e eu vou ficar remando essa coisa aqui sozinha... mas eu não posso desistir ainda, entende? E não vou fingir que não ligo!
Eu ligo e eu quero! Mais e de novo.
Só não sei até quando... mas aí é outra história.

6 comentários:

Lizzy S. disse...

Ah! Sejamos idiotas, deixando o mar nos levar com a corrente, pra que remar, poupa tempo, este que já está indo rápido demais.
Se joga pintosa ;D (ridiculo rs)
beijos.

Marcelo Zaniolo disse...

Começou bem com a frase do Jabor, continuou bem com o texto e, pra variar, acabou bem! Hehe

Eu só não sei exatamente qual conselho dar, mas gosto dessa vontade de não fingir as coisas, de não desistir enquanto há esperança.

Mas não posso deixar de falar: quem entende as mulheres? Hahaha

Beeijo.

Renata disse...

o bom de não desistir é que no dia seguinte quando o mundo tiver desabado você pode dizer 'eu fui até o fim e fiquei até o barco afundar, mas agora eu vou nadar ou boiar, quem sabe...'

Marcelo Zaniolo disse...

Volte e leia os textos quantas vezes quiser! Haha... Fico feliz com isso =)

Beijo

Ana Vicente disse...

Estou exatamente nesta fase...quero mais não quero....

Dayane Pereira disse...

Concordo com vc, em não saber perder, isso é um erro talvez, porque a gnte te que saber lidar com isso.