quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O coraçao é meu

Sabe, são poucas as coisas que são verdadeiramente minhas nessa vida e uma delas, é o meu coração.
Mas eu não gosto dele, eu queria um outro. Alguém me dá?

Sério, sem brincadeira. Podíamos fazer uma troca: eu dou o meu, você me dá o seu e quando o tempo passar, a gente parte os dois ao meio e constrói um nosso.
Que tal?

Não pense que estou desistindo do meu coração porque ele não serve pra nada. Ele tem poesia e ritmo, viu? Só não quero mais que seja meu, porque eu quero um outro... Um coração novo pra eu aprender a usar e deixar alguém usar o meu.

Ei, você aí que está passando.. quer usar o meu coração? Pode abusar, também. Só toma cuidado pra não quebrar, rachar ou sei lá, que ele é frágil igual ao teu.

Não sou nada de boba, nem besta, nem idiota, ouviram?
Não é nada de loucura o que estou querendo..
O CORAÇÃO É MEU! EU DOU A QUEM EU QUISER!
Toma, moço, toma.. fica pra você...

Ei moço, EI MOÇO... moço?

...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz (natal)

Dia desses, eu senti uma angústia, uma coisa que não se explica. Senti medo, saudade, frio...
Lembrei da minha avó dizendo que ''Sempre que sentir isso, é importante rezar..'', fazia tempo.. eu não sabia muito bem se o meu câmbio com Deus ainda estava funcionando, visto que não sou de suas melhores filhas.. mas conselho de avó a gente não ignora. Então eu fui pra janela, juntei as mãos, e comecei a rezar...

''...Pai nosso, que está nos céus..''

...Sabe, Deus, é complicado sentir essa saudade que me bate duas vezes por ano com mais força do que os outros 363 dias, apesar de sabê-la me acompanhando por todos eles. O Natal está chegando e eu não pude deixar de lembrar que ele não tem mais sentido na minha cabeça... desculpe dizer isso assim..
É difícil não ter o mesmo calor, a mesma vibração e ansiedade no dia de Natal...complicada essa vontade de esperar por presentes, sabendo que estariam ali quando eu acordasse e perguntar mais de um milhão de vezes o por quê de comemorarmos o natal assim com peru e um golinho de coca-cola pra fingir que era vinho. E lembro de dormir de mãos dadas com as primas, para que, caso alguma de nós acordasse, todas levantassem pra ver como era o tal Papai Noel. Também vem à minha mente agora, o pessoal lá de casa mandando a gente dormir logo, porque eles também estavam com sono e papai noel só chegava quando a ultima criança tivesse verdadeiramente adormecido. ''E como é que ele sabe?'', alguém sempre dizia lá do meio do emaranhado de colchões na casa da vovó. Ao que o tio respondia: ''Ele sabe de tudo..Mas ele manda a gente vigiar pra ele..Durmam logo!'' Daí que eu parei de pedir a boneca da moda pro Papai Noel, faz muito tempo, como o Senhor deve saber... um tempo tanto que parece infinito. Meu pedido novo era ela de volta. Olhos verdes, jeitinho engraçado e fragilidade infantil. Eu-quero-a-minha-vózinha-de-volta-papai-noel. Mas ele não me trazia. Ela vinha de novo com a boneca. E depois, ele parou de vir. Disse que eu já estava crescida. Mas as cartas continuavam e o pedido era o mesmo. Demorei pra entender que ele não a traria porque não precisava, ela vinha sozinha. TODO ANO. Me dava um beijo na testa e me pedia desculpas, num cochicho. Mas eu estava dormindo e não via, sabe? Tipo quando o papai noel vinha. Aliás, hoje eu sei que ele não vem mais, pra que ela possa vir no lugar dele, e por isso o respeito ainda mais.

''...venha a nós o vosso reino...''

Ai, DEUS! lembrei que o ano também tá com vontade de ir embora e eu, que há tanto tempo não falava com o Senhor, nem lembrei de agradecer pelas pétalas e pedras que me colocou no caminho, exatamente onde elas deveriam estar. Pra que eu catasse e pra que eu pulasse, numa coreografia gostosa de fazer. E desesperadora, por não ser ensaiada. Foi um ano difícil, de fim de ciclos, inicio de outros tantos e muita bagunça e barulho. E foi bom demais, Deus. Foi um dos seus melhores, juro. Poxa, mas deixa eu agradecer também pela minha mãe, pelo meu pai, meus amigos, meu irmão, meus amores, meus desamores, minhas dores, frustrações, confusões e palavras? Ai, Deus, obrigada pelas palavras. Principalmente por elas, que foram tão importantes nesse meu caminhar de dois mil e dez, eu espero estar me dirigindo da forma correta ao senhor. Inclusive, lhe peço até desculpa pela ausência, eu andava pensando no Senhor pra pedir, eu sei. Mas é que a coisa é complicada em minha mente, ando lendo muito e vendo muita coisa.. e tendo muito medo. Me desgarrei, mas prometo voltar em breve.

''Seja feita a...''

Ai calmaê... agradeci tanto, que acabei não pedindo nada pro próximo natal nem pro próximo ano... MAS calma, acho que estou começando a entender o Natal. Tem muito mais a ver com agradecimento e reconhecimento do que com peru e vinho ? Não é só uma desculpa pra reunir a família, é pra agradecer por ela. Pela vida, pela saúde, pelos blablablás, todos, Pai? Diz aí... Er.. enfim, então é isso. Posso só pedir uma coisinha então? Eu quero que, em 2011..

''...SEJA FEITA A VOSSA VONTADE!''

Terminei os versos aí, Deus me entenderia. Eu sei. Pisquei pro céu e ri de mim. Fiz a cruz, olhei mais um pouco pro infinito e uma estrela brilhou intensa além do normal e depois se apagou. Pude jurar que era Deus me piscando de volta. Ou era minha avó. Ou o sono, mesmo... Senti Paz.

Voltei pra cama e dormi. Naquela noite eu sonhei bonito.



Feliz Natal e Feliz Ano Novo, gente.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O pior surdo é aquele

-Eu tinha lhe dito que não ia prestar...
-Eu ouvi.
-Eu também falei que toda unanimidade é burra, mas a gente não pode ignorá-la.
-É, eu ouvi.
-E que você ia acabar se metendo numa enrascada.
-Eu ouvi isso também.
-Eu lhe falei pra não ir tão rápido, pra ser cautelosa, pra conhecer a estrada antes de iniciar a viagem..
-Eu ouvi...
-E eu disse também que isso não era pra você.
-Eu ouvi!!
-Então porque você insistiu nisso assim mesmo?
-Porque eu ouvi, mas não escutei...
-Hã?
-Pois é...

sábado, 18 de dezembro de 2010

Revolta

Sobre essa mania de tempestade em copo d'água e não saber dar conselhos.

É foda se quem você quer, não te quer?
Foda-se, porque amanhã você percebe que não valia mesmo a pena.

É foda que as pessoas tenham que ir embora?
Foda-se, vá embora você também.

É foda essa tristeza que não passa?
Foda-se, pegue uma bebida.

É foda se aquele cara não liga pra você?
Foda-se, porque você também não tem que ligar.

É foda se você não consegue terminar seu namoro?
Foda-se, você que começou.

É foda que ninguém consiga lhe entender?
Foda-se, explique-se de novo. E direito.

É foda se sua amiga é uma vadia?
Foda-se, escolha melhor seus amigos.

É foda que aquelas provas tenham sido muito difíceis?
Foda-se, estude mais da próxima vez.

É foda vê-lo com outra?
Foda-se, olhe pro outro lado. E pegue uma bebida.

É foda o seu professor dar em cima de você?
Foda-se, poderia ser aquele gordinho que senta ali no canto.

É foda se sua namorada te traiu?
Foda-se, você que quis uma vadia!

É foda o justin bieber ter uma biografia?
Foda-se, ninguém tá mandando você ler.

É foda que façam piada sobre você?
Foda-se, mande todo mundo tomar no cu. Um por um.

É foda a política no Brasil?
Foda-se e vote direito da próxima vez.

É foda ninguém querer namorar com você?
Foda-se, você deve ser um pé no saco e neurótica.

Ah, então é foda?
FODA-SE!
sério.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Você virou uma palavra

Ah, poetizar...
Deve ser um dos maiores erros da civilização moderna. Que é quando a gente transforma um grão de areia num deserto, um copo d'água numa tempestade e o leite derramado num estado de luto profundo. Isso pra não dizer quando se transforma simpatia em gostar, gostar em paixão, e paixão em todo o resto. Por isso que os poetas são, incontestavelmente, os maiores sofredores da humanidade. Porque eles sentem com cada parte do corpo, assim como qualquer um, mas ao contrário de gente normal (e feliz), as sensações dos poetas começam pela cabeça. Tudo fica embelezado quando vira poesia, texto, parágrafo ou oração.
Dito isso, volto mais uma vez (e espero que seja a última) a falar de você, que me chegou em forma de verso. Um verso curto e grosso, que foi se alongando e virou poesia. Quando alguém é poesia dentro de outro alguém, as borboletas fazem festa. Tudo parece maior e melhor do que realmente é, e a vida começa a se desenhar bonita e azul. É muito bom sentir poesia. E eu senti ''poesia'' por você, no começo.
Depois foi aumentando, virando prosa. Um parágrafo inteiro na minha vida. Você era Letra MAIÚSCULA, virgulas e pontos de continuação. Daí, quando finalmente eu consegui enfeitar demais a situação... o suficiente pra que você fosse virar um texto inteiro...a tinta da caneta acabou, a inspiração cessou e você partiu.
Você simplesmente foi embora.
E fiquei eu, com um parágrafo, uma poesia, um verso e saudade.
Aí eu descobri, que enquanto tecia um texto inteiro e imaginava um livro, eu fui uma frase, o tempo inteiro. Consegue entender? Você me foi parágrafo e eu lhe fui uma frasezinha, o que me fez, instantaneamente, criar uma vontade incontrolável de ser mais.
Entrei de cabeça no jogo de fazer você me ver mais, me querer mais, me sentir mais. Queria ser sua poesia, seu parágrafo... qualquer coisa que lhe fizesse sentir por mim o que eu sentia - ou acreditava sentir - por você.
Sofri mais, dessa forma. Porque não há limite, nessa história de querer ser reticências.
Pra descomplicar e simplificar, o negócio é que eu transformei e engrandeci a coisa toda, fazendo doer ainda mais em mim. Só em mim. Afinal, eu sempre fui a única afetada por isso.
Mas hoje, eu finalmente reconheço que eu não posso me contentar em ser frase, pra quem me foi parágrafo inteiro. E pior: eu não posso querer mudar o pensamento, o sentimento, a vontade e o viver de ninguém, posto que sei mais do que todo mundo que esse tipo de coisa não é possível. Não se faz. E daí que eu venho me recompondo, escrevendo e tirando verso por verso de você daqui de dentro.
Não é trabalho fácil, visto que eu inventei foi muita coisa pra sentir, querer e acreditar. Tudo culpa minha mas você sabe quem desenhou o primeiro P dentro de mim. Certo? Paixão essa que hoje é só um nome.
Falando nisso, não sinta pena, não sinta remorso e nem algum tipo de sensação estranha ao ler isso -se ler-, tudo bem? Posto que já lhe reduzi a palavra.
Você agora é uma palavra. Um substantivo masculino, de vez em quando pronome pessoal do caso reto e jamais, em nenhuma circunstância é possessivo.
Palavra sem rima, jogada, no meio de outras tantas e de uma maioria que eu já percebo novamente.
Ou seja, não há mais poesia em mim, pra você.
Só me restou o que de fato é, e se lhe serve de consolo, ainda é bastante.
O que eu sinto, sem floreios, continua sendo grande, bonito e sensível. Mas vai passar.




(escrito em 22/11/2010, guardado a sete chaves com timidez. Hoje não mais.)

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

...

Sabe, eu estava aqui pensando nessa coisa toda de casal, relacionamento e tudo isso que não funciona muito bem. Primeiro eu queria entender como diabos tudo começa, depois como se transforma no que estava sendo e pra finalizar, eu queria saber o por quê. É que eu não consigo compreender que as coisas aconteçam sem um motivo, sabe? Nem muito menos por que alguém aparece, vem, pede, insiste e parece querer tanto, uma coisa que no final ele, sei lá, nota não querer desde o início. Olha, ser humano de vez em quando é uma merda. Daí que talvez nem haja uma explicação pra tudo, só que eu mesmo assim continuo pensando. Afinal deve haver um ponto. Posto que pra todas as coisas há uma explicação, ainda que não de fácil compreensão. E eu sei e você também deve saber, que apesar de muito estudo, muita prática e muita revisão, entender dessas coisas não é tão fácil quanto passar no vestibular. O que me faz lembrar de outros tantos problemas aos quais preciso dar uma solução o quanto antes.

Mas cá entre nós, que se danem os problemas. E você.
Principalmente você.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sístole e Diástole

Sobre começo, meio e fim do que chamamos de amor.


Quando amor transborda é um problema, porque se espalha.
De repente, um aperto e um enlaço: é tudo junto, misturado.
Alegria que chega a ser felicidade.
Bons momentos, apertos, sabores, vontades.
E atestado: Eu estou apaixonado!

De repente, bagunça.
Partida, despedida, desenrolo, quebra.
E dor.
Começa o questionamento sobre o amor.

Hora de cometer loucuras.
Implorar, insistir, convencer.
Tentar de novo, quebrar-se de novo.
E aí volta a doer.

Depois da tempestade, calmaria.
Dor fraca, pontada de vez em quando.
Sentimento de ridículo.
Pergunta-se: ''Mas que diabos eu estava pensando?''

Prefere ficar sozinho, esquece do mundo
Reconhece os prazeres da vida...
E o coração?
Se enche de sangue,antes da próxima batida.

sábado, 27 de novembro de 2010

Apaixonou-se então,

De uma forma que
Enlouquecia a mente.
E enlouquecidamente ficava assim, perdida.
Na mente, perdidamente, viu-se entregue
Com-ple-ta-mente.

E aí?
Sofreu...





Continuem com suas vibrações, parece estar dando certo.
Ganhei um prêmio literário por uma poesia, bem antiga no blog. rs
E outros dois por uma dissertação e um conto que criarei coragem para postar.
*-*

Postado sem autorização no blog dessa pessoa

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

F*ck you...

Você vai e você vem
Não parece gostar de ninguém.
Cá fico eu, com essa mania
De querer sua companhia...

Acho que eu não sou suficiente
E você mente, mente, mente.
Não quero mais ficar contigo
Você não serve nem pra amigo

Quer saber?
Vai se fu

Deixa eu dizer, pra você entender:
Eu gostei de você.
Mas cansei, sem por quê,
Afinal, como posso viver uma ilusão, meu irmão?.

Te vejo passar a sorrir
E você nem sequer me vê aqui
Já não aguento, o sentimento
Cansei de tanto tormento.

Isso só faz mal a mim
Essa história terá um fim
Chega dessa loucura
Eu vou parar com essa frescura

Quer saber?
Vai se fu

Deve ser fácil pra ti
Afinal sou em quem se importa aqui
Porque me dói saber-te assim
Mas você não liga pra mim

E quer saber?
Vai-se-fu-der!


E vai você e quem mais quiser
Não tenho saco pra esse bando de mané
Que te cerca e me sufoca
Vai embora, sai, se toca.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A praça pirraça

Olha dona praça,
Chega de tanta pirraça!

E você aí, que passa
Não ria da minha desgraça.
Sentada aqui nesse banco
Nem no meio nem no canto
Eu fico pensando e lembrando
Das coisas, dos risos, do encanto.

E escuta aqui, dona praça,
Melhor parar com a pirraça!

Que a respiração descompassa
E o meu coração se estilhaça.
Por isso, pracinha bondosa
Pode parar de brincar
Com a memória dolorosa
Dessa moça que só veio descansar?

Sentar na praça, que graça,
Pra poder uma brisa tomar.
Chega, então, de pirraça.
Chega, chega, dona praça...
De me trazer coisas tão boas, mas que são ruins de lembrar...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Antes idiota do que infeliz!

"vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". (Arnaldo Jabor)

Decidir não querer uma coisa é acionar o cérebro pra fazer exatamente o contrário.
Tem sido assim dentro de mim nos últimos dias. Primeiro veio a vontade imensa de querer. E essa coisa de querer querer, já gera um paradoxo por sí só. Afinal de contas, por que diabos eu tinha que ficar insistindo numa vontade que não chegava se quando ela chegasse eu ia ter que, sozinha, dar um jeito de chutá-la mais pra lá, pra não atrapalhar? Mas aí depois, veio a vontade de permanecer como estava, sabe? Como congelar o tempo e o espaço, fazer o mundo girar ainda mais devagar e os ponteiros do relógio se cansarem disso de me mostrar que iam rápido. Outra coisa que não entendo: vontade de parar o tempo.
Até poucos dias, eu não queria que o tempo parasse. Queria que corresse. Daí, durante essa minha passagem por quereres imensos e desarrazoados, eu quis instintivamente que as porcarias de relógio do planeta quebrassem e as pessoas congelassem e tudo ficasse daquele jeitinho ali, parado, estacionado num sorriso e nos olhos apertados e no arrepio que dava. Só que o tempo não parou! E ele inclusive, pareceu sentir inveja do meu sorriso largo e decidiu que ia me sabotar. O danado correu tanto, mas tanto, que eu nem senti quando cheguei nesse estágio três da coisa toda, que é exatamente essa vontade de não querer uma coisa.
E é nessa hora que o tempo deveria continuar correndo, mas ele se arrasta. E tráz à tona um bando de lembrancinhas dos poucos momentos de querência profunda, sabe? Aí é hora da poesia começar a fazer sentido e de todo o resto parecer loucura.
Odeio a mente querendo brincar de drama, porque ela faz de conta que eu não sei que o tempo é curto demais pra ser tão doído, e me faz sentir uma dor que começa na cabeça e desce pro coração. Claro que é maior na cabeça, porque o coração ainda não foi atingido diretamente. Consegue compreender?
Eu sei que tudo passa, né, não preciso desses conselhos meia-boca. O problema aqui é se eu realmente queria que isso passasse. Não a dor, a vontade supracitada. Até porque, essa é mais uma das coisas que ''passageiramente duram'', creio eu. É o tipo de coisa que prevalece, mesmo sem ser muito. E não é pra eu ficar escrevendo isso, posto que de uma maneira ou de outra, muita coisa pode ser distorcida depois de liberada. Mas quer saber de uma coisa? Eu não estou nem aí. Porque se eu estivesse aí, meu bem, eu ia abraçar, beijar, puxar, esticar, algemar, falar, falar, falar, escutar, conquistar, prender, agradar, enlouquecer e tudo o mais. Mas eu infelizmente, estou aqui. Não aí. Por isso escrevo.
O que estou tentando dizer, é que eu prefiro bancar a imbecil de vez em quando, sorrir na hora errada e bem alto, defender pontos de vista equivocados, pedir perdão mesmo estando com a razão, sentir orgulho, fazer barulho, aloprar e me calar, do que perder. Eu odeio perder. Eu não nasci pra isso.
Em suma, desisto de não pensar, não querer e dessa negatividade toda. Eu sei que muita coisa dá errado, que de vez em quando alguém pára de remar e eu vou ficar remando essa coisa aqui sozinha... mas eu não posso desistir ainda, entende? E não vou fingir que não ligo!
Eu ligo e eu quero! Mais e de novo.
Só não sei até quando... mas aí é outra história.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

- E então, por que você gostou dela?

- Gostei dela, porque ela parecia não gostar de mim.Eu sei que parece meio irônico e estranho, mas é verdade. (Ego Centrico Pereira)

- Gostei dela, porque ela sorria com os olhos, e tinha um brilho meio intenso naquele sorriso, sabe? (Romântico da Silva)

-Ah, cara, eu gostei dela porque ela jogava Zelda comigo todos os dias, e um dia me confessou que não curtia muito. (Desligado Soares)

-Já eu, gostei dela porque ela me ligou no dia seguinte. Desistiu de esperar! (José Ligonão)

-Eu gostei dela depois de um tempo.. e eu nem sei por quê, viu? (Lentinho)

-Eu não gostei dela, cara. Mas eu fingia muito, muito, muito bem! (Filho Dapu Tanoski)

- Ela? Qual delas? (Cafa Geste Dias)

- Hã? ( ZzZzé)

- Gostei dela não, cara! Eu gosto, dela. Gosto muito. Gosto de quando ela me enche o saco e acha que manda em mim, e do bico que ela faz quando eu faço bobagem. Das ligações, mensagens e daquele macarrão duro e tudo sabe? Eu nem sei como começou e cá entre nós, espero nunca saber como vai terminar. (Desconhecido Ainda)


rs

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Equacionando-nos

Um mais zero = Eu.
Um vez Um = Você.

Eu mais um = nós.
E um monte de nós,
bem cegos pra nunca soltar.

Você mais um = dois.
Dois é par.
E nós, somos?


E não esqueçam de me amar muito, amanhã.
É meu aniversário!


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Paranoicamando

Essa mania que algumas pessoas têm de se alojar no peito, é complicada, principalmente depois de um tempo, quando é quase vital que permaneçam.
Essa é uma história sobre amor, paranóia, ciúme, e quase todas as mulheres do mundo.

Ela já andava meio sem vontade e sem estímulo, se alimentando das lembranças mais antigas de que tinha idéia. Aí ele chegou, com novas cores, arranjos e acessórios modernos. Enfeitou a casa toda, abriu as janelas, tirou a poeira, pôs flores pela sala e sentou-se no sofá bem no centro de tudo, e bastante à vontade. Ficou ali por dias, sem nem sair do lugar, se ajeitando vez ou outra pra não ter dormência. Mas aí um dia, ele pediu licença pra ir ali e voltar já. Ela meio relutante, segurou a barra do vestido e recostou-se na parede dizendo qualquer coisa sem sentido que funcionou como uma permissão desnecessária, e ele foi.
A moça sentou-se próxima à janela e observou o rapaz indo, calmamente, pra longe. A incerteza de sua volta, fez com que ela roesse as unhas todas, depois as cabeças dos dedos e quase que levou ao estômago a mão inteira. E ele demorava ainda...
Mais uns vinte minutos, e ela já estava mais do que nervosa, balançando a cabeça pra frente e pra trás, dizendo a si mesma que era a criatura mais burra dos últimos tempos. Era óbvio que ele não voltaria, não tinha motivos.. ele teve que reconstruí-la inteira, e ela perdeu a graça. Ele não vinha mais. Ele pediu licença para abandoná-la. Até seu último gesto fora perfeitamente dócil. Ah, como ela o amava, o queria de volta.
Quarenta minutos, e Marisca já estava aos prantos, olhando fotos e cartas de duas semanas atrás, recordando o passado bonito que tiveram juntos. E ela que, tolamente, já imaginara ter filhos com aquele sorriso de Pinóspio... Onde estaria ele? Por que ele fizera isso? Onde ela errou, meu Deus?
Uma hora e meia depois, ela já havia ligado pra sua mãe pedindo conselhos, rasgado algumas fotos, borrado três blusas de choro com maquiagem e agora ela maldizia os amigos dele. Aqueles filhos da mãe, vadios, que sempre ligavam quando não deviam, chegavam quando não eram convidados e chamavam-no para sair em horas descabidas. Era culpa deles! Ou isso, ou Pinóspio tinha outra. Sabia, ele andava saindo muito sem ela, só ligava quando não tinha mais o que fazer, e da última vez que saíram quase não a beijava em público. Aquele cachorro, ela iria esquecê-lo! Custasse o que custasse, nenhum homem iria dobrá-la novamente. Ela já sabia se virar, sempre soube. Já esteve sozinha uma vez, quem era ele, aquele cachorro, vadio! Ca-chor-ro!
Quando ela estava prestes a derrubar outro vazinho chinês, ouviu alguém mecher na porta. Era o safado! Apostou consigo como ele estava bêbado. Pegou o vazinho chinês e apontou-o com toda a sua mira, para a porta. Era agora, ia contar até três.
Um...
A porta se movia lentamente, como se estivessem gravando um filme ali e fossem os momentos cruciais. Marisca quase pôde ouvir uma trilha sonora digna de Hitchcock.
Dois..
Ele colocou a cabeça pra dentro, e depois o corpo. Trazia um embrulho na mão, mas a raiva que anuviou os olhos míopes de Marisca não a deixava vê-lo muito bem. Mas também, pouco importava, safado!
E três..
Ele sorria estranho e começava a dizer ''Desculpa a demora amor, fui visitar o Neurênsinho, e na volta comprei flores...'', quando ela arremessou com muita força o vasinho de porcelana certeiramente na testa do rapaz, que caiu como uma bolinha , fazendo ''PLAFT'' no chão e deixando as flores caírem uns cinco centímetros mais longe.
Antes de morrer, Pinóspio foi capaz de dizer: ''Por que você me matou, amor?"
Marisca olhava do defunto de cabeça ensanguentada para as flores, ainda com muita raiva, mas as vistas menos turvas.

Aí sim, ela teve um motivo para chorar.

domingo, 31 de outubro de 2010

Morreu de quê?

Esse aí morreu de velho, num sabe?- disse um dos muitos que se amontoavam para ver a confusão que se formava. O dia estava estranho, fazia Sol e nublava ao mesmo tempo, dando um ar meio sombrio à cena. As pessoas só observavam aquele moço lá inerte, esticado ao chão morno da estradinha de Terra do Arraial Broken, completamente morto. Um defunto no meio do caminho.
-Morreu foi de tanto trabalhar... Ouvi dizer que esse é aquele fazendeiro da Quinze, num tem? -Acordava antes do dia e dormia depois da noite, quando muito...Morreu de cansaço dessa vida. - retrucou uma senhora bem baixinha que vinha passando com uma trouxa na cabeça. Seu ar engraçadamente aborrecido chamou a atenção de Dona Clotildes, que gritou de lá:
-Que nada, essa menina... ele morreu mesmo de calor. Num tá vendo que nem quando diz que vai chover o tal do Sol dá uma trégua? Ninguém 'guenta não...

E começou a confusão. Um gritava de lá, outro de cá, mas ninguém se dignou a chegar junto do defunto. Não sabiam o que fazer, mas parecia necessário descobrirem através de um debate demorado, a causa mortis. E cada vez mais gente pra dizer que ele tinha morrido de ''tanto pegar mulher dos outros'' e outros impropérios póstumos.
Continuaram todos a uma certa distância.
O Sol já ia se pondo, muita gente já ia indo embora, mas ninguém tirava o tal do homem do meio do caminho. Ninguém.

Uma menininha que vinha segurando a mão do seu pai, no sentido oposto à confusão, ouvia tudo atenta, com os olhinhos piscando nervosos sem saber exatamente o quê significava ''defunto'', puxou a mão de Seu Junior e falou:

-Papai, será que ele não morreu de tanto esperar?

Junior piscou assustado, arregalou bem os olhos e disse:
-Esperar o quê, menina véia? Onde já se viu? Sabe de nada.. não fala bobagem... Ninguém morre de tanto esperar - ele coçou a cabeça.

-Esperar alguém vir, papai. Alguém que ficasse com ele na vida, não tem? Daí ele resolveu morrer pra ver se lá na morte tem gente pra viver com ele.
-Mas menina, cê nem conhecia o moço, como diz que ele é sozinho?
-Estamos aqui há horas, e mesmo antes de a gente chegar, já tinha um bando de moço ao redor dele, mas ninguém conhece o homem, papai. Ninguém abraçou ele, ninguém chorou por ele, nem sentiu falta. Eu acho mesmo é que ele morreu de esperar que houvesse alguém. Mas aí não houve...

Junior arregalou os olhos, abanou a cabeça e saiu puxando a menina pela mão, dizendo:
-Vumbora que sua mãe espera a gente pra janta, deixa o defunto aí, que importa de que ele morreu?

E foram. Mas o defunto ficou lá.
Por mais uns quatro dias, até ser empurrado mais pra lá, pra não atrapalhar a passagem.

Colombina diz:

Se eu pudesse, não me enfraqueceria diante das promessas de Arlequim e me entragaria de corpo, alma e tudo o mais, a meu bendito Pierrot.
Só que essa vida de Colombina não é fácil, sabe?
Essas dinâmicas do coração também são umas porcariazinhas, se você quer saber.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Entendi depois de um tempo II

E é quando você não vai se importar se o bar é bem iluminado, bem localizado e se a cadeira é de metal ou de almofada. Sua risada vai ser forte e audível, e você não vai sorrir só com a boca, mas com os olhos que ficam miúdos e extensos, com o nariz que enruga de forma esquisita e com os braços que se encolhem e se abrem freneticamente. A cerveja sempre parecerá gelada, o refrigerante é uma maravilha e o suco indispensável. E mesmo que o lugar esteja vazio, a sua mesa estará cheia de histórias pra contar e gente querendo ouvir. E não importa se os encontros ficarem esporádicos, se a conversa passar a ser por telefone ou se um dia haverá uma decepção. Vocês sempre terão uns aos outros.

Daí você vê que é vital, indispensável e maravilhoso ter certas pessoas por perto. Você vai fazer de tudo para não decepcioná-las e vai sentir recíprocidade nisso.
O único problema é que encontrá-los é raro. Costumam chamar de Amizade.

Sobre quando ela voltou

Lá estava eu, deitado na cama do hospital, meio envergonhado com aquela roupa branca e transparente, e sem saber como contar ao médico o que havia acontecido. Daí eu me lembrei do conselho popular ''comece pelo começo'', e foi por onde iniciei:

- Primeiro que eu não sabia que ela ia embora, sabe doutor? Vai ver por isso não me preparei e acabei ficando num estado meio vegetativo nos primeiros meses sem ela.
Mas tudo ficou bem quando eu finalmente percebi que a vida é uma eterna desventura e que aquela não seria a primeira nem a última a me deixar. Após uns quatro ou cinco meses, eu só bebia socialmente, já tomava banho normalmente e até notava mulheres no caminho pro trabalho. Tudo ia se normalizando, como eu sabia que tinha que ser...

- Mas rapaz, o que realmente lhe trás aqui ao hospital? - disse o velhinho impaciente consertando seus óculos e massageando os cabelos ralos e brancos.

-Então, doutor, deixar eu continuar... Né, tudo estava se normalizando. Pelo menos até aquele fatídico dia, em que eu resolvi ir pra casa andando, mesmo na chuva, pra evitar a fila e a lotaçao do ônibus. Eu ainda não sei se acho bom ou ruim, mas o que aconteceu foi meio inusitado, sabe? Primeiro que vê-la, ali, exatamente como sempre fora, linda no seu vestido lilás e com aqueles sapatos muito velhos e gastos que só deviam cair bem nela, distante de mim apenas uns vinte passos, me deu um embrulho no estômago daqueles que você só sente após umas quatro cervejas, num dia frio. Eu sei, eu poderia ter desviado, mas não quis. Preferi ver no que dava.

-Isso aqui não é a Ala Psiquiátrica, meu senhor. O que aconteceu, está doente mesmo ou só precisando de anti-depressivos? - bufou o Doutor Whatever, como quem quisesse me dar um soco no estômago pela minha enrolação prolíxa.

- Bom, doutor, o caso é que a gente não se via há tempos, e quando eu cheguei mais perto, ela me sorriu. E eu sabia que ela me queria e eu a queria e a gente se quis e aconteceu... Nos beijamos de novo. E foi estranho, porque eu não tinha a mínima idéia de qualquer coisa que poderia passar pela cabeça dela, depois de ter ido embora daquele jeito. Mas eu também não me importava com nada a essas alturas, sabe? Daí, sei lá, aconteceu muita coisa e eu senti umas dores meio boas e ruins ao mesmo tempo e um gosto muito, muito estranho. Mas aí, quando eu cheguei no meu apartamento e me olhei no espelho, vi que as coisas haviam mudado e estavam como estão. É.. não se assuste - eu parei de falar, e abri um pouco a boca, fazendo sinal para que ele chegasse perto. Minha voz saiu engraçada, dessa vez. Meio engasgado, falei - Foi assim que ele veio parar aqui. É grave? Dá pra pôr no lugar de volta e fingir que nada aconteceu?

O Doutor W, me olhou estranho dessa vez e arregalou os olhos, dizendo:
- Olha, meu caro paciente, é a primeira vez que eu vejo um coração sair pela boca. Vamos ver como dá pra intervir...


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conto-presente pruma amiga, que ela faça o que bem entender. :)

sábado, 23 de outubro de 2010

Um sábio me disse...



-Olha, essa coisa de se apaixonar e se relacionar, é normal. Não pense que vai mudar ou melhorar com o passar dos anos, não, viu? Vai ser seeeeempre a mesma coisa. Seeeeempre daquele jeito. Vai ser como se fosse a primeira vez, todas as vezes. E é assim que é. Mas o problema mesmo de ter alguém, é a forma com que você o ''possui''. Tente entender. Você já teve um gato, não teve? E um passarinho? Sim. Pois é, qual dos dois ficava na gaiola? E qual dos dois vivia livre, e passava a maior parte do tempo com você, em seus braços? Gostar de alguém é mais ou menos como criar um gato, e nunca um passarinho. Não coloca numa gaiola, não prende, não impõe convivência, que isso é uma merda. O passarinho até fica ali na gaiola, comendo do teu alpiste e bebendo da tua água. Mas o pensamento dele está nos ares, nas florestas, nas passarinhas que ele perde de conhecer, e assim que ele tiver uma chance, quando você vacilar com a gaiola, ELE VAI VOAR PRA LONGE, BEM LONGE DE VOCÊ. E ele não volta não, viu? Mas veja o gato. No começo, ele vai querer conhecer todos os cantos, e ficar distante. Ai você dá um leitinho, uns biscoitos, um carinho.. e ele começa a vir todas as manhãs pra perto de você. Gato é um bicho difícil de conquistar, tipo gente. Mas no final é basicamente isso: eles não precisam de muito para se sentirem necessários e necessitarem também. Quando você menos nota, ele não sai mais de perto. E nem precisou de gaiola, entendeu? Pois é, é mais ou menos isso aí..
__

texto publicado também no blog da Mayara Buss :D

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conto o encanto do encontro

Eu falo alto, você me encanta.
E eu disfarço, mas não adianta.
Você sorri e me enlaça.
Meu coração desembaraça

E mesmo que você vá embora,
Eu irei até você.
Pra dizer em alto e bom tom:
'Não consigo te esquecer''

Um dia, meu bem
Um dia eu te encontro.
E aí eu te conto:
Você é um encanto.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Entendi depois de um tempo

E um dia entedemos que independente dos conselhos da mamãe, do apoio da melhor amiga e do tempo de meditação para decidir por onde começar, vamos errar. Errar pra que saibamos que se uma coisa pode dar errado, dará. E se não pode, às vezes dá também. Porque a vida é assim.
Só que não adianta achar que SEM-PRE vai doer do mesmo jeito. Afinal, uma mesma pedra no meio da estrada pode causar leves arranhões ou cortes bem profundos. Depende da intensidade da topada. E quem tem culpa nisso, infelizmente, somos nós. Mas é involuntário. In-con-tro-lá-vel.

E sabendo disso, você compreende que vale tudo nessa vida. Só não vale perder a vontade de tentar.
Ouvi dizer que o nome disso é Persistência.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Pequena Epifania

(...)
-Vamos lá: Nós somos amigos?
-Sim.
-Só amigos?
-...
-Só amigos?!
-Hm..não...
-Então, o que é?
-Eu não sei, eu preciso de tempo.
-Mania de ter certeza...
-Não é certeza, é tempo.
-Tempo pra ter certeza.
-Não. Tempo pra ver o que é.
-Eu não preciso de tempo, já sei.
-O que você sabe?
-Que eu tenho me apaixonado por você. Eu não sei como é esse processo, se é lento ou rápido, mas eu sei que é intenso. Que a cada dia eu sinto mais vontade de lhe ver, de demorar ao seu lado, ter você por perto. E eu não precisei de muito tempo pra perceber essa minha exagerada mania de você. Não me importo com o rumo disso aqui, sabe? Se amanhã eu já achei outra distração ou você resolveu parar de me ligar. Mas agora, exatamente agora, eu estou querendo você muito.
(...)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

E eu só vou falar uma vez...

Não gosto, não estou afim, não acho legal e não vejo motivos.
É isso que penso quando, por acaso, encontro na blogsfera um texto meu jogado por aí. Sem aspas, sem referencias, assim, um plágio. Daí que eu sempre brinco dizendo que internet é mesmo isso: colocou na rede, aguente ter seu texto criticado ou idolatrado, ou ignorado.. e na pior das hipóteses copiado. Mas é crime, sabia? E não digo só no sentindo 'proibido por lei' da coisa, mas também no sentido ''puta falta de sacanagem''.

Eu não vou me esticar no tempo. Só queria dizer que, POR FAVOR, dêem créditos aos autores ''anônimos'', cujos textos lhes agradaram. Não pedimos dinheiro, nem suas cabeças numa bandeja. É só a tal da aspa, seguida de parentese com nosso nome e sobrenome dentro ENTENDERAM?. Só-is-so!
À moça em especial, que já recebeu minha visita e meu comentário, peço encarecidamente uma reforma em seu blog. Em meu nome e no de todos os pobres coitados que vossa senhoria andou copiando safadamente.
Caro contrário, sinceramente acredito que todos vocês deveriam tomar no...
O conteúdo restante do texto foi removido por conter xingamentos explícitos a todos esses filhos de uma puta que roubam os caralhos do texto da autora desse humilde blog e de outros mais.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Pode ser, né?

Pode ser que a gente saiba exatamente o que quer com alguém, no momento em que o conhecemos.
Pode ser que relacionamentos à distância dêem certo.
Pode ser que um dia se encontre a fórmula do amor.
Pode ser que ele esteja mentindo quando diz que está só com você.
Pode ser que nunca seja dita a verdade.
Pode ser que doa.
Pode ser que canse.
Pode ser que nunca mude.
Pode ser que você passe.
Pode ser que sim.
Pode ser que não.
É tudo uma questão de como, quando, onde e por quê.


Fruto de muitos conselhos. (sempre positivos ou negativos demais)

sábado, 2 de outubro de 2010

Meio assim

Ela foi meio sem vontade,
prum lugar meio-vazio,
à meia-luz, com uma gente meio estranha...
À meia-noite, ele apareceu e lhe
ofereceu um sorriso e um papo.
Daí ela voltou pra casa
meio-apaixonada.


.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

duas coisas podem acontecer

Eu posso ser boba ou aprender rapidamente.
Se aprender rapidamente, tudo bem.
Mas se for boba, duas coisas podem acontecer:
Terei em minha vida caras legais ou idiotas.
Se forem legais, tudo bem.
Mas se forem idiotas, duas coisas podem acontecer.
Os ignorarei ou me apaixonarei por eles.
Se ignorá-los, tudo bem.
Mas se me apaixonar, duas coisas podem acontecer.
Me envolver ou deixar pra lá.
Se deixar pra lá, tudo bem.
Mas se me envolver, duas coisas podem acontecer:
Eu posso ser feliz ou sofrer.
Se eu for feliz, tudo bem.
Mas se eu sofrer, duas coisas podem acontecer:
Eu posso permitir que ele me iluda ou mandá-lo embora.
Se eu mandá-lo embora, tudo bem.
Mas se eu permitir que ele me iluda, duas coisas podem acontecer:
Eu posso ser boba ou aprender rapidamente.
Se aprender rapidamente, tudo bem.
Mas se eu for boba, duas (tantas, terríveis)coisas podem acontecer
(...)


(Inspirado -quase que copiado- no curta: Na Vida de Um Homem Duas Coisas Podem Acontecer -

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Esmiuçando

Quando eu disse ''Vem aqui''
Não queria que viesse com tudo e esse bando de carinhos que não me pertenciam.
Eu só queria uma visita. Uma companhia.

Quando eu disse ''Gosto de você''
Eu não estava sendo amiga e companheira. Eu não estava me dispondo a ouví-lo por horas enquanto discorria a respeito de suas outras aventuras.
Eu só queria você cada vez mais perto.


Quando você disse ''Conheci uma garota''
E eu disse ''Como ela é?''
Eu não estava me conformando com a amizade, eu estava apenas querendo saber o que ela tem que eu não tenho.

Quando eu disse ''Não dá mais''
Eu não estava te mandando embora.
É que eu tomei consciencia de que o que era meu em você, era de outras pessoas também.
Não dava mais pra dividir.

Quando eu disse ''Eu te amo''
Eu não estava querendo dizer que sinto borboletas no estômago, crises cardíacas, suor nas mãos e nem nada disso.
Eu só não conseguia suportar a idéia de perdê-lo pra sempre.

Quando você disse ''Vamos ser amigos. Amor eu não quero agora''
E eu disse ''Consigo entender'', eu não estava sendo compreensiva e madura.
Eu estava mandando você se Fuder.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

destruir antes que cresça

''Uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer''


É um certo medo inevitável de sentir aquela dor novamente, que te pega pelo topo da cabeça e vem descendo, doendo milimetricamente cada partícula do seu corpo, só pode ser isso. Porque tu tem uma aversão tamanha a se deixar envolver por alguém, que chega a ser quase insuportável chegar perto. Mas a gente chega, moça, porque é difícil não se deixar levar por seus encantos que começam, ainda tímidos, com seu olhar apertado de miopia e seu sorriso bem largo quando quer sorrir.

Problema é quando a gente fica perto, eu sei, porque a gente acaba desmoronando teu tão bem construído muro de certezas e penetrando num mundo que foi tão cuidadosamente idealizado pra que nunca mais doesse e se esquecendo que uma vez feito isso, a gente não deveria ir embora sem aviso prévio, sem motivo aparente. Mas a gente acaba indo, porque no fundo no fundo tu ainda tens ressalvas. E isso assusta, viu menina? Esse seu 'não se mostrar por completo' de que muita gente fala, é bem verdade. Tu não se mostra, não se deixa. Aí a gente entra e tá oco. Tem nada aí dentro não? Escondeu as coisas boas ou jogou todas fora?
Esquece o que de ruim pode acontecer e toda essa confusão sua. Pára de querer saber do fim antes que as coisas comecem. Larga mão dessa mania de escrever sua propria história com um final tragicômico e deixa ser. Escolhe as cores, os caminhos e vai. Porque viver é basicamente isso.

É que alguem precisa chegar com coragem e vontade de lhe fazer perceber toda a maravilha que você é. Pra que nao sejam necessários mais muros, nem medos, nem planos, nem restrições. Daí as coisas vão acontecer da forma normal, propriamente dita. Mas nao depende só de outra pessoa, depende de você saber que vai doer, toda vez que alguém for embora, vai doer toda vez que alguém quiser vir, e vai doer... TODA VEZ. Mas uma dor nunca será a última, nem a pior. E se deixar abater por isso é o que lhe deixará cada vez mais sozinha, cada vez mais trancafiada dentro de si.

Se solta.
Que aí ninguém nunca mais vai querer te soltar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O amor acontece

Foi um olhar, um sorriso.
E um encontro inesperado
Mas cheio de expectativas.
E durou. Vinha durando...
Mas esse olhar se desviou e encontrou felicidade no canto de lá.
Sabe, não adianta tentar segurar, puxar e arrancar.
Você não pode impedir o amor de acontecer...
Só lamentar porque não foi com você.

De um caderno meu de 2008.

domingo, 5 de setembro de 2010

Você é a pessoa favorita de alguém?

Sabe as coisas rápidas e maravilhosas que acontecem em flash quando a gente conhece alguém especial? E não falo só de paixão, amor, e essas coisas que terminam em namoricos; falo da amizade, cumplicidade e confiança que surgem assim, praticamente por geração espontânea numa mesa de bar, na fila do banco, na última carteira da última fila da sala de aula...
Basta um minuto e você sabe bem no fundo, que quer ter esse alguém por perto pelo maior espaço de tempo possível. É como uma vontade de roubar essa pessoa, colocar num potinho e guardar dentro da sua gaveta, pra sabê-la sempre sua. Aqueles instantes de poucos gestos, poucas palavras, poucos olhares e absurda certeza incoerente, fazem dela, sua pessoa favorita.
Claro que isso não quer dizer que em anos de uma vida, a gente só conheça uma pessoa pra ocupar esse título. Acho, inclusive, que é o mais efêmero dessa hierarquia toda dos sentimentos, o que não o torna de maneira nenhuma, menos interessante de sentir.
Andei pensando nas minhas pessoas favoritas. Algumas que me fazem uma falta tremenda, outras que são só lembrança, e as que prevalecem e até hoje me surpreendem. É gente que consegue me fazer sorrir só de lembrar, que sabe exatamente o que e quando me dizer, que sabe calar no momento exato e tem o melhor abraço dos abraços do mundo. São pessoas que me abraçaram com palavras, gestos e momentos que fizeram essa minha vida ser mais confortável de ser vivida. Ter por perto essas pessoas é tão bom, tão grandioso, tão bonito... E pensar nelas, me fez pensar se causo o mesmo efeito em alguém.
Queria saber se existe alguém aí ouvindo uma música bem ridícula e clichê e lembrando de mim. Se alguém ao caminhar pelas ruas consegue se lembrar com carinho dos lugares em que estivemos juntos. Se alguém já escreveu textos de amor pensando em mim. Se, no fundo, existe uma pessoa sequer no mundo que pense em ligar pra mim antes de qualquer um pra contar uma novidade. Será que algum coração palpita ao me encontrar ou ouvir falar de mim?
Afinal, será que eu sou a pessoa favorita de alguém?



Inspirado no curta de Miranda July
Are You the favorite person of anybody?


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

De quando alguém gosta da gente

Querida Colombina,

eu só estou escrevendo, porque você insiste em não atender minhas ligaçoes e em me tratar com secura sempre que nos encontramos. Eu não sei se você já parou pra observar, mas eu tenho um coração, sabia? E uma cabeça. E os dois só querem saber de você, nos últimos dias.
De uns tempos pra cá, vem me doendo o peito sempre que dá meia-noite, porque é quando o dia acaba oficialmente e eu marco no calendário ''mais um dia sem você''. Patético, não é?
Patética também é sua risada. E suas respostas vazias a qualquer tentativa minha de chamar sua atenção. Tem feito questão de transparecer que está-sem-saco-sem-animo-pra-me-ouvir-lhe-dizer-o-quão-maravilhosa-você-é. É tão óbvio que às vezes eu acho mesmo desnecessário que você use as palavras comigo. Acho que doeria muito mais e o recado seria o mesmo. Palmas pra você, que me faz parecer o cara mais idiota do mês.
Não entendo exatamente do quê você tanto foge, não quero que me veja como um cortejador (apesar de que a idéia central seja exatamente essa, eu não estou ao seu lado só por isso), eu me importo verdadeiramente contigo. Porque, Colombina, eu gosto muito de você. Só preciso de um espaço pra que esse gostar não me sufoque. É que gostar de você é tanto, que não cabe em mim, consegue entender?
Eu fico te ligando, te bipando, te gritando, e você nem aí. Me manda um sinal de fumaça, um bilhete debaixo da porta, sim? Algo que me dê certeza de que eu ainda posso ficar do teu lado, mesmo que não exatamente como eu queria que fosse.
Tenho lhe observado um bocado e visto o curso desses teus amores. Amores, faz-me rir. Amor mesmo é o que eu tenho crescendo em mim pra lhe dar, e você aí atrás de quem sequer lhe enxerga. Bobona, otária, isso sim que você é, menina. Olhar pros lados, já tentou fazer isso? Não, sério... deveria.
Vou parar por aqui. E vou ficar esperando que você me veja mais depois de ler isso.

Te quero bem.
Pierrot


___
E por falar em querer bem, esse moço bonito aqui fez uma graça pra mim, pra Bê e pra Gab.
Amizade é um presente tão bonito.. né?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Má Educação

Sou mais. Muito mais, do que você um dia vai ser.
Meu intelecto é demais pra você.
Apenas absorve o que eu tenho a dizer.
O que eu disser é o que você tem que fazer.

Não me questione, não lhe darei atenção.
Quem é você pra dar uma de sabixão?
O que eu faço aqui tem o nome de educação.
Eu falo e falo. Você ouve e copia.
Quem foi que inventou a importância da opnião?

Frustrações, medos e angustias.
Informações, pensamentos e idéias.
Dúvidas, questionamentos e contestações?
Não quero saber, isso nao é importante.
Eu aqui sou o professor, e você é apenas o estudante.


Para um dos professores mais pedantes da história.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Hey Mr. Busybody...

Come on, come on, come closer.
Close your eyes, open your mind.
Come to me.

The sun won't shine today, baby
If you don't like me too.
The night will be lonely, baby
If you don't like me too.

Come here, Come here, come closer.
I'm here only for you.
I can say whatever you want baby,
if you say you like me too.

I'm here, I'm there, everywhere to be with you.
And all I'm asking now baby, is something to hear from you.
Come here, stay with me and tell me you like me too.


[inglesando declarações]

sábado, 7 de agosto de 2010

In-tei-ro

É realmente muito simples: duas pessoas se conhecem e algo acontece. Algo sempre acontece, e não há nada de errado nisso.
O problema? O problema é quando continua acontecendo, over-and-over, como se fosse possível adiar o fim de qualquer momento que seja.
Daí, quando deixa de acontecer, é como um vidro sendo deixado cair Lentamente você o observa se afastar das tuas mãos, você sabe que vai espatifar-se em quatrocentos caquinhos e que por mais que você tente, nunca vai poder colá-lo de novo. E então, ele toca o chão fazendo barulho, tipo um ultimo suspiro, sei lá o quê e você fica lá, olhando os cacos, pensando nas várias formas com que poderia tê-lo segurado para evitar a queda...
E você, foi como um prato de vidro que eu deixei cair. Aliás, não sei bem se eu fui o prato ou você, o fato é que 'nós' viramos caquinhos. Quatrocentos caquinhos.

Isso tudo é pra dizer que ainda penso naquelas horas que eram nossas. E ainda esboço um sorriso só de lembrar das nossas birras, nossas farpas, nossas coisas. Só de lembrar que havia, ainda que timidamente, alguma coisa NOSSA. Porque afinal de contas, é isso que importa no fim, ter algo bom pra lembrar.

Fim. Estranho pensar assim, não é? Estranho que haja fim pruma coisa que nem precisou de começo. Fomos tão rápidos, estranhamente intensos, e -tenho orgulho dessa aqui- tão furtivos... Eu não lembro do nosso começo, tu lembra? Aposto que não. Mas eu lembro dos nossos nós de nós mesmos, o tempo inteiro. Preciso lhe contar essa, você vai rir, posso imaginar a sua cara e você balbuciando 'otária' pra esse papel aqui. Tu tens ocupado minha mente muito mais agora do que antigamente, sabia? É SIM, agora que não somos nada mais do que fragmentos, eu tenho sentido vontade de você. Aquela vontade que antes eu não tinha não. Isso é a vida brincando de me dar lição. Querendo dizer nas entrelinhas a famosa imbecilidade geral de ''só dar valor quando perde''. Mas, convenhamos que aqui não se aplica.
Eu não te perdi. Eu nunca tive.

Eu sinto vontade de ter ficado contigo só na imaginação, pra que agora eu pudesse ter de verdade, ainda que com as imposições de limites que bem sabemos quais são. Queria poder te abraçar sem sentir peso nos braços, ou sei lá o que é isso que eu sinto. Te ligar quando pensasse em você, sem que parecesse o que de fato é (porém precisa ser disfarçado), te falar besteiras, te ver todos os dias..., como eu queria você agora. Inteiro. IN-TEI-RO.

Tu deve estar franzindo a testa, mas fique ciente de que eu também não entendo do que estou escrevendo aqui.
Apenas sinto. E de sentir eu entendo, você sabe. Apesar de não conseguir expressá-lo, todo o meu sentir é imenso. E você sabe, todo seu. A menos por hora. Por horas. Tem sido assim...
Sério, tem hora que é foda.



Texto com dedicatória implicita.
E não é um adeus definitivo, porque você sabe, comigo nunca é. :D

sábado, 31 de julho de 2010

Até que ponto?

E começa sem nome. E tudo o que não tem nome é incerto, imensurável e inquietante. É devagar, também, e imperceptível.
Começa com uma necessidade mútua por alguma coisa que não se sabe o que é e que toma conta, invade.. Explosão de sensações muito boas, sempre muito boas.
Amizade. É assim que se conhece isso quando está no início. Porque é forte e tudo o de menos que for, é satisfatório. É simples. Amizade é muito simples!

Aí o tempo passa, como há de ser, e surge um apelido. ''Paixão'', faz o coração sussurar à noite .- Às vezes berra, que atrevimento! - É quente, é frio, nunca morno. Nessa hora o extremismo toma conta, daí ou é 0 ou 100. Nunca 50. Torna-se vital, sedento, animalesco. E dá medo. Preocupa quem tá de fora e deixa esfuziante quem sente.E as sensações ficam mistas. Um dia sim, outro não. Tudo é instável e assustadoramente interminável. É vício. Paixão é vício. É sim.

Tudo começa a mudar quando surge enfim um nome. Uma palavra forte, temida, quase impronunciável por certas bocas. Particularmente assustadora. Amor. MUITO AMOR. LOTS AND LOTS OF LOVE, assim. Por ser desconhecido o conceito, nunca se sabe ao certo o que é exatamente. Mistura amizade com paixão e tudo. Despenca estruturas e desanda histórias. É uma bagunça. Amor é uma bagunça.

Mas todo mundo quer sentir tudo isso, quer passar por isso, espera o tempo inteiro pra encontrar algo assim no caminho da padaria ou na fila do mercado.
Se quer sentir tudo de vez, ou um depois do outro. Ou um agora, outro depois. Não importa, o importante é ter de tudo, passar por tudo.
A gente quer, cara. A gente quer MUITO.
Mas... até que ponto?
(se existe um ponto)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Nem eu sei bem

Lá fora a chuva anuncia uma trégua e o Sol retoma seu lugar devagarinho por entre as nuvens. Aqui? Faz frio. Eu tento me encolher ao máximo na cama, suplicando por mais cinco minutinhos. Queria voltar a sonhar, pra ver se ao menos por lá eu consigo ser tranquila, ser feliz ou sei lá. Levanto num salto, como quem sabe que precisa acordar de verdade, pra valer.

É que já é hora de começar a minha busca por Amor. Pra varrer a poeira dos móveis, desaparecer com os cacos do chão e me fazer sonhar de verdade. Sonhar NA verdade, consegue entender? Mas é tudo tão inalcansável, cansativo, enjoado, meloso, dramático, que eu acabo cansando no meio do caminho. Não tenho cola pra prender alguém em mim. Eu tenho mais é repelente, dos brabos. Nunca vi...

Eu não tenho precisado de muitos motivos pra me achar uma tola. Ultimamente esse conceito tem me caído como uma luva. Ando irracional. Irremediável. Querendo gritar impropérios a tudo o que se move. Eu vou, inclusive, colocar uma placa na porta de 'Não perturbe'', talvez ajude os pobres coitados que ousam passar pelo meu caminho em tempos como esse. Essa coisa de não se decidir, que antes era defeito dos outros, se mostra intensa em mim. Mas convenhamos, entre azul-claro e azul-escuro há uma infinidade de matizes. Não dá pra saber de cara, qual é a que combina mais com o quê.

Aqui dentro tem um superestimado órgão que pulsa forte e incessantemente, como se quisesse ir embora de mim. Devo dizer que sinto pena do coitado, e adimito que se eu fosse ele, já tinha pulado faz tempo desse navio sem comandante, que eu sou. Ele tem gritado, ultimamente. Dia desses apurei os ouvidos e pude ouvir berros de ''EU NÃO AGUENTO ESSE VAZIO!'' Me assustei. E chorei. De-sa-bei. Porque eu também não aguento, coração. Eu também quero preenchê-lo.

Ando cheia das dúvidas. Com que roupa? Pra onde? Quando? Por quê? Por que não?
E sabe, sei lá eu se quero essas respostas. Depende de quem me dará e quais serão. Aliás, T-U-D-O depende. Do humor. Do sabor. Da cor. De mim. Dos outros. Vai entender, né? Meu olhos insistem em me delatar. Eles perguntam por mim, até quando eu decido de uma vez por todas que não quero mais saber de perguntas.

Eu queria entender um monte de coisas pequenas, desimportantes. E desses momentos desarrazoados que me tiram o fôlego e as esperanças, de vez em quando.
Será que o que eu preciso, tem que ser realmente procurado, desejado, esperado? Talvez eu devesse apenas deixar fluir.
Nem eu sei bem.

domingo, 11 de julho de 2010

e dentro de mim

há exatamente isso:


...


Me diga se isso são reticencias, infinito, coisa imensa. coisa rara. coisa nenhuma. vazio. confusão. imensidão. bando de coisas. uma coisa só. pessoas. três pontos. três pessoas. uma pessoa. uma dúvida. zero respostas. medo. angústia. sorriso. eterno. enquanto durar. se durar. vai durar. papel vazio. coração vazio ou se eu estou apenas ficando louca.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Futuros do Pretérito

Eu seria bastante feliz.
Caso alguém me desse um bom motivo para isso.

Eu reclamaria menos.
Se as pessoas fossem um pouco menos imbecis.

Eu iria para longe, muito longe.
Mas existe algo ainda muito forte que me prende exatamente onde eu estou.

Eu pararia de querer o impossivel.
Se esse o deixasse de ser, afinal, por que raios tem que ser?

Eu mudaria pra agradá-la.
Caso eu não tivesse desistido na primeira tentativa.

Eu ficaria mais paciente.
Mas o tempo demora a passar, gosta de se arrastar e eu tenho absoluta certeza que é pra me irritar.

Eu ligaria no dia seguinte.
Se isso não me fizesse parecer uma idiota. Inclusive, eu ligaria todos os dias, não fosse isso.

Eu gostaria de menos pessoas.
Mas não é uma coisa que você escolhe.

Eu ouviria mais a minha mãe
Caso eu não achasse que sempre tenho razão. E eu me daria menos mal, por isso.

Eu demonstraria meus sentimentos
Se isso não fosse imensamente complicado, afinal eu nunca sei quais são eles exatamente.

Eu calaria a minha boca de vez em quando
Mas sinceramente, algumas coisas não podem esperar pra ser ditas, independente do efeito que provoquem.

Eu escreveria mais
Caso a inspiração não estivesse brincando de esconder-se em qualquer esquina bem longe

Eu voaria, eu largaria, eu soltaria, eu beijaria, eu correria...eu ia.
Eu ia.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Quer passar uma temporada no meu coração?

Olá, tudo bem? Te vi de longe e resolvi me aproximar. Tem planos pro sábado? E pro domingo? Tem planos pro proximo mês? É que eu tenho uma proposta irrecusável.. Não quer passar uma semana incrível no meu coração? Ele anda meio vazio, meio sujo e sangrento, mas caso queira, dou um jeito. Tudo pela satisfação do convidado, né? Meu coração é interessante de se visitar. Nunca foi moradia fixa pra ninguém e já foi mal-utilizado várias vezes, mas ainda é habitável. Digo, passar umas noites aqui não lhe custará mais do que meia dúzia de palavras e um ou dois beijos mais quentes pra satisfazê-lo, pobre coitado. Nao será nada memorável, como eu um dia já esperei que fosse e eu sei que você vai enjoar fácil dessas paredes sempre vermelhas e sem nenhum quadro na parede. Mas se à noite o tédio apertar, tem uma gaveta no meu coração. Te autorizo a abrí-la com cuidado e remexer meus papéis. Minhas lembranças. Tem muita coisa rasgada, recolada, e rasgada de novo. Faz parte de uma coisa que temos. Eu e o meu coração. É um museu de histórias mal-contadas e mal-resolvidas. Quem sabe isso não lhe diverte?
Mas deixemos de lado os pormenores e voltemos ao que importa. Eu sei que vou me apaixonar, sabe, moço? Mas acredite, essa é a graça. Você vai se divertir muito com isso, vai poder sair daqui quando bem entender, deixando os cigarros em cima da cama ou qualquer coisa que lhe mantenha presente de alguma forma, e quando estiver cansado, você volta que vai continuar quente e confortável aqui dentro. O seu lugar estará guardado, eu estarei satisfeitissima com isso, como manda o figurino.
E então, topa? Sei que há muitos corações por aí, mas é que faz tanto tempo que não me visitam, que você podia pensar com carinho na minha proposta. Eu limparei tudo, renovarei o estofado e bordarei lençóis com as suas iniciais. Você se sentirá em casa. Então, vou lhe dar meu número, mas não me ligue não!! É só pra quando você for ligar pra alguma pessoa ou mandar uma mensagem, acabar me enviando sem querer, assim pensarei esperançosa que você está voltando, e fecharei as janelas pras borboletas não invadirem o seu lugar.
E apesar do desespero no tom da minha voz e na falta completa de coesão no que acabo de lhe dizer, não me julgue desesperada, histérica ou maluca, é que basta pra mim dessa coisa toda. Já não acredito na beleza dos gestos, na naturalidade do acontecimento e nas mensagens enviadas na madrugada. Não acredito em visitas surpresas, telefonemas diários e saudades declaradas. É tudo uma questão de conforto, né moço? Né?

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Tristeza

Hoje vou passar o dia esperando a noite

A noite esperando o sono, e no sono,

esperarei o sonho.

O sonho que nunca vem.

Hoje vou pular da ponte

Vou enlouquecer aos montes.

Vou me perder, enfim

Pra ver se alguém sai a procurar por mim.

Hoje eu estou desolada

Acordei assim, desanimada.

Pra me assistir não há beleza.

Não há palavra, tenho certeza

Hoje eu grito e viro a mesa,

E ai de quem reclamar.

Hoje eu morro de tristeza,

E tenho três dias pra ressuscitar

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Finalmente sobre mim...

Venho por meio desde informar que sou imprópria para menores.
Contenho partes pequenas que podem ser engolidas, e partes grandes que podem esmagá-lo.
Sou repleta de palavrões e outras obscenidades.
Sou alguém que tenta ser entendida, mas sinto um enorme sono quando tento entender alguém. Não procuro razão nas coisas, mas faço-as com razão.
Sou extremista, detalhista, sentimental, lisérgica e irônica.
Eu gosto mesmo é de falar. Falo pelos cotovelos. E sempre me dou mal por conta disso. Não aprendo com meus erros. Sempre faço tudo de novo.
Guardo fotos e cartas numa caixa debaixo da mesinha de cabeceira e coleciono esmaltes.
Quando estou triste, sempre conto até 5, e recomeço. Não tem funcionado ultimamente.
Adoro me perder em pensamentos e me explicar. Não sei descrever sentimentos, mas acredito que ainda hoje, não inventaram uma maneira de fazê-lo.
Me identifico com pessoas erradas, estranhas e míopes, por sermos iguais. Sempre perco meus óculos de grau, e por conta disso, sempre me perco.
Sou reclamona e abraço causas sem motivos.
Topo qualquer parada num sábado à noite, se eu tiver como voltar pra casa depois.
Não digo muitas coisas no sentido literal. Sério.
Adoro sorrir e sorrisos..
Tenho grandes amigos, mas muitos deles estão distantes (não só fisicamente).
Sou fascinada por pessoas. Gosto de observá-las, medí-las, avaliá-las.. mas tem gente que não gosta disso.
Tem muita gente que não gosta de mim, e eu preciso dizer que as entendo. Há dias em que não me suporto, não me aguento, não me quero.
Exagero em tudo. Sou fã de exageros, na verdade. Gosto também de emiuçar tudo, e contar histórias. E isso não significa que eu aprecie ouví-las. Não todas.
Eu sumo. E gosto de sumir. Por dias, por meses, ou por algumas horas.
Orgulhosa, metida-a-besta e ingênua.
Quase nunca atendo o telefone e não é culpa minha, mas ninguém acredita nisso.
Gosto de textos, mas não sei escrever muito bem, por isso sempre me surpreendo quando alguém elogia minhas palavras.
Eu choro, grito e teimo demais. E eu sinto muito. E aqui, Li-te-ral-men-te.
Tenho preguiças, vontades, medos e sonhos. Sou normal. Normalíssima.
E digo verdades passageiras. É que não são mentiras, são verdades por pouco tempo. Acho que é paradoxo, entende?
Acho que é por mudar de opnião e de 'ser' muito rápido. Eu mudo rápido. Eis a grande verdade.

E eu quase sempre estou errada. Não exatamente por estar errada, mas por não estar certa.
Reconheço.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Ei, moço

Você que leva nas palavras, a doçura do ser
Que tenta não-ser, não sei porquê
Pra impressionar, pra desandar
Você que insiste em se negar

Você que possui suas verdades
Seus medos e ansiedades
Seus traumas e suas saudades

Que passou por mim e eu nem liguei
Me chamou e eu nem escutei
E agora assim, nem percebi
De repente já está aqui.

Você que possui nos cachos o Sol
Que traz na língua um pequeno anzol
Que carrega nos ombros um peso qualquer
Que conhece de cor perfumes de mulher

Poderia por favor - desculpe a indiscrição-
Tirar os olhos das minhas pernas e me dizer que horas são?



(pra um moço aí que tem vontades demais)

domingo, 16 de maio de 2010

Então vai.

Vai, Vai, pra longe.
Cuidar de ti, que eu vou ficar a me cuidar enfim.

Vai e conhece outros lugares.
Outras pessoas, outros jardins.

Vai e descubra amores,
encontre flores,

Mas, por favor
Vá e não esqueça de mim.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Poesia de Maria

Lá vai Maria
Com os seus trejeitos
com seus amores,
Com seus defeitos.

Quando ela passa,
eu acho graça
do seu caminhar.
É que Maria olha pra todos,
e nem percebe quem a está a olhar.

Essa Maria, eu não sei não.
Tem muito amor no coração
e quase ninguém pra receber.
Essa Maria, tem força na voz,
e uma certa leveza no ser.

Maria passa e leva consigo,
As memórias e o amor.
Lá fundo, no peito
pra quando sonhar

Sonhar com o futuro
E suas alegrias
Só dela, Maria,
Só dela e do mar.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Conversas por aí

(Baseado em papos reais)

- E nem me fale de amor, que estou desistindo. Amor é mais interessante no papel e no rádio. Quando acontece mesmo, é uma consumição. É relativo, subjetivo e preguiçoso. Quer se entregar e exige entrega, também. Amor nao era pra ser leve? Ai, agonia minha, desejei, desejei, desejei. Me lasquei, me lasquei, me lasquei. E ainda tenho que aturar esses ingenuos que não sabem de nada, falando em amor. Que amor é isso, é aquilo, que amor é para sempre, que amor é lindo... Não tem nada de lindo no que estou vivendo. Nessa angustia, nesse medo, nessa distração. Nessa coisa de perder o fio da meada do raciocinio, pra ficar nessa atribulação danada de pensar em ''não-sei-quem'', ''não-sei-porque'' fazendo ''não-sei-o-quê'' Amor é feio, isso sim.

-Não, não é.. amor é bonito. A gente precisa de amor.

-Amor só é bonito enquanto você não tem um.

-....


** agradecimento especial ao meu lindo numero um. Relaxe, não cito teu nome.
nem na mais secreta das conversas. haha.
E menino, um pedido: larga de reclamar do amor que tens! hunf

domingo, 25 de abril de 2010

Stuck on Replay

Parece que nunca mais vai acontecer de novo, toda vez que acaba.
A gente so precisa entender que toda vez, acaba.
É como sorvete, como jujuba.. ou melhor, é como o dia.
O dia acaba e começa de novo, todo dia, todo dia.
Não precisa nem ser bonito sempre, às vezes chove.
E quando chove é que é mais lindo, não?

Você vai amar muito ainda, menininha... você vai amar de verdade, um dia.
Vai amar de verdade muitos dias, muita gente.
E por favor, não se prive do amor.
Que o amor é lindo. Mais lindo do que tudo o que você já leu.
Do que arco-íris surgindo em dia chuvoso, e do que filhotes de urso-panda.

É aí que o Chico vem, senta no meu sofá e me sorri
palavras doces: ''Amores são sempre amáveis''.
Eu concordo, eu acredito também.
Mas cuidado: eles não serão 'para sempre'.
Para sempre, é um tempo largo.
Para sempre, indica que o fim não é definitivo e não que ele não acontece.

Acontece sempre, todos os dias.
E se não fosse assim, que graça teria?
Alll you need is Love.
Todo dia, todo dia.

domingo, 11 de abril de 2010

Bilhete

''Tibério querido,

Já te falaram como você é impossivel de esquecer no inverno? No outono também.
Queria muito calor. Eu sei, calor me lembraria você também,porque eu ficaria lembrando a tua
cara quando o suor escorria pela sua testa e suas roupas ficavam ensopadas. E mais ainda quando
dizia envocado: ''Não vamos sair nesse calor infernal! Fecha a janela e liga o ar. Vamos fazer nosso inverno''
Mas, enfim, sem rodeios.
Estou com saudades de você hoje. Estava ontem. E rezo muito pra não estar mais amanhã.
De qualquer forma, um beijo. Um não, três.
Um no ombro e os outros dois onde você quiser.
(haha)

Plutônia''




segunda-feira, 5 de abril de 2010

E por falar em mim...

É tanta urgencia.
Febre, inquietação.
Nem sei mais o que quero, se quero, sei não...
Hoje é bonito, amanhã é feio.
Se é bom fica ruim, não sei o que dá em mim.

Eu vejo e falo de confusão.
Escrevo de amor. De paixão.
Mas o pior não é nem isso,
pior é esse vazio, vazio sem tamanho
Sem medida, sem razão.


Estou aqui precisando.
Precisando precisar.
Precisando ser precisa.

Não é urgencia, é impaciencia.

quarta-feira, 24 de março de 2010

existimos?

Quando foi que a gente morreu?
É menos deprimente pensar em quando foi que nascemos?
É insuspeitado começo e inesperado fim.
Não foi fim.
Foi sim.
Mas eu te amo.
O que é amor? Amor não se aplica aqui. O que se aplica?
Sonhar e pensar. Idealizar. Não é amor.
Amor é austero, pragmático e cheio de regras?
Não, não é. Por isso amor não se aplica.
Pra esquecer leva tempo, mas esquecer o quê?
Preciso de uma música que me faça chorar, minhas lágrias estão teimosas.
E os sorrisos? Eu os perdi numa caixa amarela. É como se não existisse.
Não a caixa, a gente.
Eu e você fica bonito em poesia. Simpático em fotografia e feio no resto todo.
Eu não te amo mais.
Por quê? Não sei.
Sei que irrito-me facilmente com seu sorriso indefectivel e suas súplicas por atenção.
Eu te odeio.
Minha cabeça ainda cabe no seu colo? Ainda somos iguais?
Nosso amor era rock ou jazz?
Nosso amor era música de surdo.
Não tinha melodia
Eu disse amor, mas amor não se aplica.
Mas quando foi que a gente morreu?
A gente não morreu.
Não, ''a gente'' nunca existiu.

sábado, 20 de março de 2010

it ends tonight

André,

Quando realmente tudo se perdeu num emaranhado de problemas e discussões? Onde, no meio disso tudo, deixei suas palavras doces?
Tenho procurado as coisas boas, juro. Mas não lembro onde as deixamos. E não acredito que você se importe com isso.
É preciso pressa. Mas sei que é preciso muita calma, também. A gente não pode se precipitar, mas não pûde demorar mais pra decidir.
É que dói. Não é uma dor normal, convenhamos. É uma dor que arranha aos poucos, sem sentir. Mas no final, a ferida é tão profunda...
Não queria me perder de você. Ainda és o meu melhor sorriso. O único problema é que agora, só é quando quer. E acho que faz tempo que tu não quer né?
Não queria perder você.
Mas isso implica em me perder de mim.
E eu não quero, não posso, não consigo, ME perder.
Eu não vou ME PERDER pra você...

ps: A chave está debaixo do tapete e os cds eu trouxe comigo...sei que você não se importaria.
Clara.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Não sei mais escrever

Tenho andado perdida.
Cansada, arrependida.
Tenho andado irritada,
Parada, calada.
Eu não estou inspirada,
eu estou revoltada.
Não sei mais escrever,
só sei pensar em você.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sem medo

''O medo do fim não faz mais efeito em mim...
o prazer de recomeçar paira sobre
um clima sublime que está pelo ar''


Quero mais, quero intensamente.
E não tenho mais medo de querer. Não penso mais na consequencia, penso na causa. E são sempre as causas que nos movem.
É vontade. De não perder tempo, de voar, de agir.
Pra quê pensar antes de fazer? Pensamentos nos consomem. Pensar é criar.
Inventar. CANSEI!
Melhor viver do que imaginar. Melhor fatos do que possibilidades. Ser drástico tem seu lado doce.
Vou me jogar. Sair por aí. Beber. Pular. Dançar. Beijar. Vou falar, também. Tudo de vez,.
Sem pausa.
Sem respirar.
Sem culpa.
Sem medo.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Flanar

Quero ir.
Só não me pergunte como. Nem pra onde. Apenas sei que vou, sem rumo.
Meu rumo é o caminho, esse é o meu objetivo. Quero encontrar, conhecer, descobrir. E só assim, decidir onde quero chegar.
Eu tenho mesmo medo, adoraria companhia. Mas se você não quiser, nem vier ''pro que der e vier comigo'', fique então.
Seja o que for. O que quiser.

Quero ser.
Só não me pergunte o quê. Nem por quê. Apenas sei que serei, sem definições.
Minha vontade é entender. O mundo, os outros, e eu. E só assim, definir o que quero pra mim.
Eu tenho tempo. Mas sei que o tempo me tem também. O tempo me tem muito mais do que eu a ele.
Por isso, adoraria ser rápida. Adoraria tomar decisões instantaneas.
Mas ainda não sei. Ainda não vi. Ainda não peguei. Ainda não cheguei.
AINDA NÃO DECIDI.

terça-feira, 2 de março de 2010

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Falar de amor, não é amar

Ele, lançava rápidos olhares áquela moça esquisita parada ao longe, que o observava. Sentiu-se intrigado. Resolveu então se aproximar, já dizendo:

-Ei, o que faz aí parada?
-Te espero -respondeu sem jeito, mas com determinação.
- Me espera pra quê?
-Pra te amar.
-Me amar? -riu-se- E me amar pra quê? Por que?
- Não há ''por quês's'' no amor. Amor não se explica, a gente só sente. Do nada. Por nada. Nunca senti antes, mas leio muito. Sei que é belo e infinito. E, sinto por ti, moço bonito.
- Se nunca sentiu, como sabe que agora sente?
-É que a gente só sabe quando sente, eu vi num filme. Te vi passar e senti vontade de tê-lo por perto. Já até sonhei contigo, mas, não podia chegar e falar. De certo, acho o jeito que você trata as outras garotas, nojento. Acho que não parece haver amor em você. Só descaso. Mas é que elas não são pra você. Pra você, sou eu.
-Bonito de ouvir , mas me parece loucura. Sempre te vejo aí, exatamente onde está e você não parece fazer nada além de me observar.
-É pra que me note. Aí então, se apaixones por mim como num clique. Porque nao é assim que acontece?
-E se eu disser que nao é assim?
-Claro que é, eu leio muito. Já discuti sobre isso. Amor é bonito e eu estive buscando por isso a vida inteira. Eu nao preciso fazer mais nada, além de observá-lo porque és o meu amor, já lhe encontrei.
-Menina, acho que amor não nasce por geração espontânea. Deve estar falando de encantamento. Devias fazer algo mais da vida, ocupar-se, divertir-se, e deixar que o tal do amor lhe encontre. E não o contrário. O amor é que vem e se aloja no seu peito e não é porque tem que ser, é porque é. E pára também de ler sobre isso, acho que já lhe confundiu. Sinto muito, mas você não me ama. E não tem clique nenhum.
-Como podes maltratar meu coração? Isso dói. Oh, meu primeiro sofrimento por amor -pareceu estranhamente satisfeita- se me pedires desculpas, se disseres que me ama, vou me sentir flutuando. Vou sentir cheiro de estrelas e gosto de chocolate.
-Mas menina, pára com isso. Não vê que já pirou? ESQUEÇA AS PALAVRAS. De que valem todas sem os fatos e sentimentos. Tu precisas de um motivo, pra sofrer. E, graças a Deus, eles também não surgem do nada. É construida uma felicidade antes que venha o sofrimento. É bonito ler sobre isso, até escrever, mas tome cuidado com essa chuva de poesias. Na vida real não há versos ou rimas. E nem amor instantâneo.
-Não diga isso! Não menospreze o que sinto, se lhe digo que amo, é porque amo. Sei bem do que se passa em mim. Não vou desistir do amor!
-Não, não desista. Porfavor, não desista nunca dele. Só não se apresse. Não se adiante. Porque não adianta. Cedo ou tarde você vai perceber, não só comigo, mas com outros também, que enfeitar demais o que sentimos, nos causa sofrimento, porque se achamos que é bonito, nos dói perdê-lo. Tu não me amas! e ISSO É fato.
-Amo, e vou embora cuidar da minha ferida de amor. Vou cicatrizar. Tu irás me render belas poesias, belos textos. Vou escrever um livro sobre como me fizeste sofrer...
- Nada vai lhe curar disso né? É o que parece. Vai escrever sobre 'nunca'? Sobre momentos não vividos e apenas idealizados? E se eu nao for como o que imaginas? É aí que entram os textos e poesias sobre sofrimento? Decepção? Não acha que doeria menos o 'deixar-se' ? Se deixe, se permita. Em voce há lugar pra muito mais que simples idéias. Há lugar pros fatos. Apenas espere, menina. Porfavor, não quero parecer rude, mas CRESÇA! E entenda, que falar de amor, só é bonito, mas não é amar.

Ao dizer isso, virou as costas e saiu. Deixando pra trás um coração metafóricamente-destroçado cheio de metonímias, comparações, exageros e farsas pra colocar no papel.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Conversas por aí [2]

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA... meu, Por que você é assim? Por que brinca tanto?

( Pensa bem, se não fica mais fácil falar com você, como se eu estivesse falando com uma criança de 5 anos esperando a próxima piada do palhaço. Quero dizer, você é sinceramente muito infantil. E se eu tentasse te explicar essa er. metáfora literal que eu faço ao falar contigo, talvez te perdesse. Não que eu alguma vez possa dizer que te tenho nem algo do tipo, mas é que você é ligeiramente estressada demais. Ligeiramente aborrecida. E quando me pergunta alguma coisa, eu fico doido pra te deixar no chão, te fazer ter lágrimas nos olhos. MAS quem consegue fazer isso com esses olhos azuis? É melhor vê-los esticados e brilhando num sorriso. Mesmo que isso faça de mim um completo idiota imaturo. Eu realmente não ligo. E assim, como você não me dá a chance de falar o que eu sinto por você, eu escondo tudo no meio das minhas piadas. Já cansei de carregar sua mochila na volta da aula em troco de nada, tá bom? E..)

-Ah, sei lá, vai dizer que não gosta dos caras divertidos, baby? Vou mudar pra te conquistar. Serei sério agora.
-HAHAHAHA Você acaba comigo, Edu.
- É.. né?


E seguiram em frente. Ele com o peso na mochila e no pensamento. E ela, com dor de barriga de tanto rir.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Do nada e Por nada

Não é amor e nem é pra sempre. A gente sabe na hora em que acontece, mas não deixa de trazer borboletas ao nosso estômago.

Sabe aquela pessoa que você não conhece ainda, só vê passando e já lhe trás uma vontade imensa de sorrir? Tenho dessas coisas. Alguma pessoas me fazem sorrir.
O sorriso aparece em mim como em geração espontânea, é olhar esse alguém e meus musculos da face se contorcem deixando os meus lábios numa forma de meia-lua (meio torta, claro).
Dia desses conheci uma dessas pessoas, mas, foi diferente: eu não olhei e sorri, eu olhei esse alguém e vi apenas alguém, sem brilho sem faíscas e sem sorriso espontâneo. Eu segui a minha vida até um certo dia, quando, depois de horas de conversa interminável quando o sol ia se pondo em mim, eu sorri. E esse sorriso não saiu de mim por dias. Todos me perguntando o motivo e eu não dizia, porque nem eu sabia.
E não há coisas especiais, motivos, confidencias ou momentos a ser lembrados. É a coisa mais estranha quando hoje, depois de um tempo me pego pensando nesse alguém. Não temos futuro, não temos possibilidades. Mas alguma coisa, a gente tem.

Do nada, me pego pensando, e sorrindo de novo. Eu sempre sorrio ao lembrar desse alguém. É o gostar mais leve que já senti na vida. Porque não espero nada. E sei que de mim, nada é esperado. Não sei se devo dizer que ele é o dono do meu sorriso. Tenho medo de assustar, porque deve ser um choque uma recém-conhecida que troca meras palavras, e meros momentos raros de encontros, lhe dizer assim essas palavras carregadas de sentidos. Eu gosto de palavras que significam o que realmente são, sem floreios, sem muitas explicações. Até porque, existem coisas que surgem do nada, em minutos. E mesmo assim são bonitas.

Eu gosto por nada. Ou melhor, por um tudo que ainda é pouco. Gosto pelo abraço infinito, que dá vontade de não soltar nunca mais. Gosto de ficar olhando, analisando e sentindo borboletas no estomago. E eu quero saber porque é tão complicado, pois não deveria. É a melhor sensação do mundo. Quando você gosta de leve, gosta pouco e intensamente. Gosta com força o bastante pra de vez em quando perder o sono imaginando um futuro. Futuro esse que varia de um casamento até a possibilidade de um batizar o filho do outro, tipo uma grande amizade pra sempre. É imaginar que essa pessoa que você conhece há poucos meses e dela, pouco sabe, estará sempre ao seu lado independente da situação. É como começar a escrever uma história sem pensar no fim... e afinal, quem inventou que toda história tem um?

Ah, claro, tem também o lance do sorriso.

E aqui vai a parte sórdida: Alguém que te põe um sorriso no rosto, merece até beijo na boca. Demorado e bem babado. É, isso mesmo.
Assim do nada, e por nada, sem aviso-prévio sem promessa ou contrato.
(im)Puro e simples, como o meu gostar.



_

O Pablo também pensou, pensou e chegou à conclusão de que gostar não tem tempo nem explicação. Minha visão é ainda romantica e sonhadora, a dele, ácida... Variamos, divergimos e no final... concordamos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Deixa pra lá

(baseado em conversas reais)

- Eu não estava esperando nada mesmo..

- Então deixa pra lá.

- Eu não acreditei realmente que significaria mais do que foi.

-Então deixa pra lá.

-Eu nem queria mais. Sério. Aconteceu por acontecer...

-Então deixa pra lá.

-E daí que ele saiu beijando ela logo depois, se eu nem tava aí pra isso, né?

-É, deixa isso pra lá.

-Cara, mas porque ele não entendeu meus sinais?

-Sei lá, deixa pra lá...

-Não, sério, porque ele nao gosta de mim? E prefere ela? Sério, na moral...

-Deixa isso pra lá, menina!

-É, vou deixar né?

-É, deixa pra lá.

-Mas... e.. porque ele me trata bem e depois fala aquelas coisas que...

-DEI-XA-PRA-LÁ!

-Não, cara sério, rapidinho! Eu sou feia? Ou gorda? Eu tava fedendo aquele dia?

-VAI TOMAR NO CU, PORRA!

-Tá, deixa pra lá... rsrsrs

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Não passei

Estão todos partindo.
Vou ficando.
Sou a mão que acena às costas de quem vai.
Sou o que fica pra trás.
Sou a lembrança que alguns levam no bolso, outros na mala e uns tantos preferem não carregar.
Sou um futuro borrão na memória de alguém. Por um tempo serei saudade. Mas passarei.
É, saudade passa. Os momentos passam. As pessoas passam.
E passaram.
Pois então.. tudo passou. Todos passaram. Só eu não passei.

Porque diabos, EU não passei?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Já estou perdendo a paciencia comigo

Eu ensaio, treino, escrevo, imagino, idealizo...
tudo o que eu vou fazer da proxima vez que encontrar você.
E quando isso finalmente acontece, eu pisco, esqueço tudo, caguejo,
falo besteira e não faço nada do que eu quero fazer.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Não sei

Quem é você?
O que faz?
De onde veio?
Porque veio?
É pra ficar ou pra passar?
Porque me olha assim?
Porque me trata assim?

Não sei.
O que eu sei é um talvez.
Outra vez.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Deixa?

Deixa eu tentar te conhecer.
Te entender.
Deixa eu te ligar de madrugada.
Te aborrecer.
Deixa eu virar o rosto, pra não te ver.
Me esconder.
Deixa eu te ignorar pra não sofrer.
E me arrepender.
Deixa eu gostar de você?

domingo, 10 de janeiro de 2010

E lá vem você de novo...

Será que é tão dificil que pare por um segundo pra pensar no mal que me causam todas as tuas dúvidas?
No receio que sinto dos teus medos, e na esperança que me dá a tua confusão?
O erro esteve em mim por muito tempo. Por idealizar. E assim que eu parei e me recompuz, você veio.
O erro agora está em você. Que vem sem intenção de ficar. Que pede, sem intenção de retribuir.
Que vai levar meu coração contigo e não vai deixar o teu comigo.


[MAS QUE PORRA, SEU FILHO DA PUTA! MORRA!]

Estranha(mente)

Penso tanto, penso em tudo e você não vem.
Espero tanto e essa espera tem um prazo.
Tem urgencia. E eu vou me cansando de querer te encontrar.
Mas ainda quero, estranhamente. Estranha mente.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A namorada do meu pai

Nunca escrevi sobre Juliana, e hoje me perguntei por quê. Se ela esteve indireta e muitas vezes diretamente ligada aos acontecimentos que formaram tojolos pra construir minha vida até agora, como não pûs em palavras o significado real de Juliana em mim e em minha existencia? Só posso estar mesmo entupida de palavras aqui dentro agora, uma querendo sair antes da outra, pra falar pra Juliana todas as coisas que se deve falar e as que não se deve também.
Juliana surgiu como aquela namorada de painho, uma estranha que era sempre séria e adorava pedir os meus salgadinhos do pacote. Sempre fui uma criança egoista. Não queria dividir o meu salgadinho, nem o MEU pai. A distancia do meu pai, contribuiu pra eu achar que a culpa era de Juliana, e de todas as outras mulheres que o afastaram da minha mãe. Eu me acho uma completa idiota, e sou, por pensar essas bobagens tantas. Mas é que eu não sabia da história que hoje sei, e não importa. O tempo passou, e passaram com ele, episódios da vida, e ninguém esquece da minha idéia mirabolante de dizer: Pai, vamo jogar ela [Juliana] no rio?, me falaram que soei altamente decidida e verdadeira, a ''nega'' não tava brincando, queria se livrar de Juliana. Damos risada disso agora, mas imagino o quanto o comentário infeliz da criança-eu, deve ter magoado a namorada do meu pai. Juliana deixou de ser só a namorada do meu pai, quando eu consegui entender, o quanto ela fazia por ele. O relacionamento deles acabou e se transformou em amizade. Então, eu abri a guarda, e insistia de uma maneira chata, pra que eles voltassem. Ninguém entendia. Mas ela esteve presente em todos, e digo todos os momentos, mesmo de longe, enquanto eu sorria, ela estava lá. E não tinha motivos para isso. Me dava presentes de aniversário e até no natal. Juliana se transformou , em uma ex namorada aí do meu pai, que quer voltar com ele, e continuou ao meu lado. Ficou amiga de minha mãe e sempre ia lá em casa conversar com ela. Eu ficava do sofá, e analizava os penteados, as roupas, Juliana é mesmo uma boneca, gente. Do tipo barbie mesmo e é tão linda, de verdade.. enquanto ela fala, e você olha, você vê um monte de coisa que olhando rápido você não seria capaz de ver. Foi quando ela percebeu meu interesse por suas roupas e resolveu me presentear com algumas delas. Eu ficava horas vestindo e dançando na frente do espelho, minha mãe tinha um brilho nos olhos e dizia direto ''Ela gosta de você, vocês podiam ser amigas...'' , mas eu ainda tinha um pé atrás, eu ficava naquela coisa de ''Ela quer é o meu pai!'', coisa de criança chata e insuportável que não admite as coisas. Dá vontade de bater na antiga maria que não queria gostar da Jú. Depois, com o tempo, fui aprendendo a deixar as idéias bobas do passado, ficarem por lá e deixei que a coisa entre nós, acontecesse... E foi quando juntas, enfrentamos o pior reveillón de nossas vidas, [e sinto que isso é assunto pra outro texto, mesmo que tenha muita preguiça de contar o episódio], que Jú virou a minha amiga mais velha, e vinha na minha casa agora, pra conversar comigo. Primeiro, eu timida, contava algumas coisas de mim e ela ouvia, sorria e nada dizia. Depois, começou a dizer. Eram conselhos no início, mas então ela mesma me contou seus proprios medos, angustias e segredos. Ninguém entendia, como podia acontecer afinidade entre pessoas tão distantes na idade, e com um começo tão conturbado como o nosso. Agora, Juliana passou a ser a Ju! e daqui uns tempos, quando eu tomar prumo na vida, ela vai ser minha madrinha!, e eu realmente a amo, como um irmã bem mais velha que escolhi pra mim. Nem todo começo é bonito, mas nem toda história tem que ter um fim :)

Ju, sou péssima em textos assim, devo ter soado infantil. E sou. Mas você é linda e obrigada por ser o que é pra mim.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Adeus, ano velho

Foi bom enquanto durou, na verdade, nem tão bom assim. Você podia ter sido melhor, ter andado um pouco mais devagar. Você me pareceu o mais apressado de todos. Nunca vi igual. Ao piscar os olhos, já tinha vivido muita coisa. E ontem,no seu ultimo dia aqui comigo, foi a noite mais linda das tuas 365 noites. Pode apostar. Eu via as nuvens, o céu brilhava e a lua lá, me sorria, mandando eu dizer Adeus a você. Embaixo dela, o mar, que aguardava eu levar pra ele todas as coisas ruins que não queria que me acompanhassem, quando você finalmente fosse embora. Enquanto eu via aquela lua, tão cheia de coisa nova, e reclamava que ''2009 foi o ano mais rápido e difícil da minha vida'', me vieram à cabeça todas as coisas que passei durante o tempo que você esteve aqui. Fui pesando-as, medindo-as, relembrando-as... E você quer saber? Eu fui feliz em você!

Chorei muito, sim. Me apaixonei horrores, por quem não me dava bola, por quem queria ser só ''meu amigo'', por quem não devia e por quem eu nem conhecia. Briguei demais com a minha mãe. Fui mal na escola. Aprendi que tropeçar não é a mesma coisa que cair, e que mesmo cair, não pode me fazer desistir. Sofri ao ver gente amada sofrer. Descobri que a morte me assusta. Descobri o que é perder uma coisa que eu achei que nao viveria sem, e percebi que sim, eu vivo. Senti vontade de amar. E amei. Conheci pessoas maravilhosas, e outras nem tão maravilhosas assim. Aprendi musicas e saí muito. Perdi as contas, perdi dinheiro, perdi a noção e o coração. Cortei o dedo da mão ao menos 4 vezes por mês e pintei as unhas de cores diferentes. Escrevi e li, muito mais que em qualquer outro ano. Meu EGO aumentou. Vi meu time campeão brasileiro, depois de 17 anos, e roí as unhas assistindo futebol. Comi quilos de pipoca. Almocei pão com água durante dias, por preguiça de fazer coisa melhor. Fortaleci relacionamentos. Desprendi-me de outros. E eu também menti. De brincadeira, pra zoar, de verdade, e pra machucar. Fui uma péssima pessoa algumas vezes, e vi pessoas sendo péssimas vezes demais. Aprendi um novo origami, comi bastante sushi e viajei. De avião, de carro, de ônibus e em pensamento. Comprei muita roupa. Me apaixonei pelo meu cabelo. Fiz as pazes com o espelho e iniciei um processo longo de reconciliação com meu corpo. Fui consolada e consolei. Fui abraçada e abracei muito. Dei mancada. Dei sorriso. Dei dinheiro. Dei abrigo. Fiz as pazes. Briguei de novo. Vi o meu pai sorrir de bobo brincando de casinha. Vi a minha mãe chegar numa certa idade, com o mesmo rostinho de antes. Tirei bastante foto sozinha. Esqueci a máquina todas as vezes que estive acompanhada. Os melhores momentos de você, não têm foto. Desculpa aê, ano velho.

Falando em desculpas, me desculpa pelos dias teus em que me deu o sol e eu preferi fechar as janelas, ouvir música depressiva e chorar por besteira?
Foi maravilhoso, meu velho. Você é página virada, que sempre poderá ser relida. E será. Inesquecivel 2009.
Adeus.