quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

às vezes é assim

Palavras animadas.
Palavras agitadas.
Palavras calorosas.
Palavras amigas.
Palavras carinhosas.
Um beijo

E silencio.
Muitos minutos de silencio.
Se olharam.
Atenciosos.
Apaixonados.
Ela, desde sempre.
Ele, a partir de agora.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ao meu véio

Hoje eu li um amor igual ao nosso, e veio em mim, uma lembrança de muitos anos atrás... dessas coisas tantas que a distância que nos foi imposta mais tarde, não me deixou esquecer.
Eu lembro do nosso amor. Da nossa cumplicidade. De como eu adorava subir nas tuas costas pra rodar por aí, vendo tudo lá do alto e comendo pipoca na tua cabeça.
Lembro de como eu me sentia a rainha do mundo, lá do alto. E você, o meu bobo-da-côrte, que me comprava porcaria pra comer, toda vez que eu pedia. E me contava histórias. E me exibia como um troféu. Um tesouro.
É a imagem mais linda que guardo de ti. Nós dois descendo as escadas, eu em cima e você embaixo. Me lembro que eu puxava teus cabelos com força, por medo de cair. Mas na verdade, eu nao tinha medo, você me segurava. E então, todos te cumprimentavam. Você conhecia todo mundo. É um orgulho muito grande ser de você.

Também me lembro do meu orgulho, quando na 3ª série, te levei pra contar histórias aos meus coleguinhas. Eles te adoravam. Eu te amava. E enquanto você falava, todo mundo quietinho, te absorvendo. Você marcou a vida de todos eles. E eu me senti a rainha do mundo de novo. Porque você era só meu. Meu. Meu. Meu.

Também sei da vida dificil que levastes, enquanto estava aqui, dos problemas em casa, das brigas. Dos teus poblemas consigo mesmo. De como a vida daquele moço bonito , da voz forte, conhecido por todos na cidade, tomava rumos errados. Tortos. Inesperados. Eu imagino como foi dificil pra você, deixar a gente aqui. Porque eu sei do seu amor, que era tão imenso, que não cabia em ti. Tinha que ter um pouco guardado em cada um de nós. Pode ficar tranquilo daí de longe, que de cá, todo mundo guarda o teu amor. Bem guardadinho.

A parte que ficou pra mim, virou semente. Plantei. Vai nascer uma flor bonita. Vou dar teu nome. Vou regar, vou cuidar. E quando você decidir voltar, te entregarei. Meu amor meio tímido e enorme, que cultivei de lembranças. De saudade.

É tanta saudade... Às vezes passo pela praça e lembro de encontrá-lo lá todos os dias. Você sempre estava lá, e mesmo feliz, triste ou aborrecido, me abria aquele sorriso e me dava um abraço e uma bola de sorvete. Um abraço apertado. De quem está feliz em ver alguém. Sinto falta desse abraço. E do sorvete de morango, que você nunca esquecia ser o meu favorito.

Imagino você agora, de vida nova, familia nova, coisas novas. Eu espero que esteja se dando bem. Espero que lembre de mim. Nem que seja rapidinho, por dois minutos ou menos. Mas agora, eu só quero que você seja feliz, que divida suas histórias bonitas com alguém, que conheça lugares novos, que ame, seja amado e tudo e mais um pouco. Porque nunca é tarde, vô. Nunca é tarde pra ser feliz. E se você estiver feliz, uma parte de mim estará também. Porque você levou contigo.



Eu sinto a sua falta.
Eu lembro de você todos os dias.
Eu te amo.

Má.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

sobre a noite

À noite, as coisas vêm.
Revejo o dia de hoje, imagino o dia de amanhã.
Faço planos e pinto sonhos no meu travesseiro.
À noite, as coisas fluem.
Penso em mim, nas coisas..
Critico mentalmente as pessoas, a tevê, e a política.
À noite, as coisas calam.
E o silêncio toma conta de tudo lá fora,
enquanto aqui dentro pode-se ouvir música. Um coração.
À noite, as coisas doem..
É quando fico sozinha, penso no que não tenho..
Penso no que não fiz e penso em você.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Onde andará?

O chá estava quente e doce. Bem doce. Do jeito que eu gosto.
Eu tomo chá quando preciso pensar.. e ouço músicas também.
Naquela noite, eu havia decidido procurar inspiração.
A danada se escondeu em alguma esquina de mim e por mais que eu rodasse, procurasse e chamasse, ela me ignorava.
Eu tinha idéias, tinha sentimentos, tinha palavras.
Mas faltou-me a dita-cuja pra me ajudar a pô-los em ordem.
Procurei em tudo que é lugar, até o chá acabar, a música parar e eu cansar.
Até hoje eu não sei, onde a mocinha foi parar.

Continuo a procurar... se eu não encontrar, não sei se vou voltar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Adeus, você

Fiquei um tempo te olhando ir. E sorri.
Acenei, virei as costas e fui-me embora sem olhar pra trás.
Nunca mais eu olharia pra trás.
Nem pra frente demais, se é que me entendes.