quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Marrom

Então é assim que a gente vê o mundo quando algo dá errado? Eu não sabia, porque sempre que algo dava errado, eu fechava os olhos, e via preto. Mas nos ultimos dias, eu conheci o preto. Preto é pior. Mas marrom não é bom não. Encarar as pessoas e a vida lá fora quando tudo aqui dentro tá oco, vazio e triste, é marrom.
Não consegui, afinal. E não foi por falta de tentar, de lutar... Mas, foi porque então?
Todo mundo diz ''Quem acredita, alcança''. Acreditei e não alcancei. E quando olhei pros lados, todo mundo estava segurando o seu objetivo, com as mãos bem apertadas. E quando olhei pra longe, lá ia o meu, todo alegrinho me fazendo caretas e acenando.
É completamente normal fracassar. Mas não é aceitável. Não sei perder. Não aprendi, não consigo.
E essa semana eu vi marrom, porque perdi.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Paixão e coisa e tal...

E lá se vai mais uma histórinha romantica. Lá se vai uma coleção de musicas que me lembram alguém. Se apaixonar é a coisa mais superfícial do mundo, e a gente ainda consegue sentir dor com isso. E pior: a gente quase sempre tá sentindo isso. Seja por alguém, um momento ou alguma coisa, somos seres babacas e apaixonados. Chega a ser bonito às vezes, quando não é mera confusão. Mas comigo, é sempre mera confusão. Mera vontade de querer. Já devo ter falado sobre essa coisa de paixão que tem me assolado nos ultimo meses. É incrivel e curto. Estou sempre suspirando, esperando e pirando. Me rendem demoradas conversas, ansiedade, medos, bobagens e, sempre acabo mudando. É, paixões me fazem mudar.
É engraçado. E não preciso entrar em detalhes pra que todos entendam do que estou falando. Deve haver algo de errado comigo, por que sempre escondo o que estou sentindo. A verdade é que estou acostumada a sentir demais, exageradamente e por pouco tempo. Acho que é inércia. Acostumei a não ser correspondida e ter que superar rapido as coisas. O que é bom. E ruim, claro.
Ai, como eu odeio minhas revoltas e principalmente essa mania de falar que tudo é difícil, que não vale a pena lutar, e achar que sou dona da razão. ''Amar não é matemática para se ter razão'', já me falei isso mil vezes. Se fosse, seria só adicionar aquele frio na barriga, um coração mais acelerado que o costume, sorrisos e sorrisos por todos os lados. Subtrair a solidão, aquele sentimento de vazio... Multiplicar as alegrias, as músicas românticas no meu disco local e os corações no meu caderno. E finalmente dividir, mas não como uma razão, dividir por simples vontade de compartilhar o que tem importância, o que nos faz bem de verdade e quando for preciso separar o que for de cada um, que não existam brigas.. e.. ah, lá vou eu de novo fantasiar sobre o amor...

domingo, 22 de novembro de 2009

Luto

Foi rápido. Sempre é. ]
Era morte.
A danada chegou e nem avisou, e levou mais uma das poucas pessoas que não a merecem, fazendo outras tantas pessoas que não merecem, sofrerem.
No meio delas, a minha queridinha.
Eu queria poder dizer que a dor passa rápido, mas a gente sabe que não passa. Eu queria poder fazer o tempo voltar pra ela parar de chorar, mas nossa, quantas vezes eu quis fazê-lo, e não fiz...
Eu posso parecer uma boba falando isso, mas sempre sofro com o sofrimento de quem amo. Então sofri. Sofri baixinho, calada, sozinha. Porque eu não tinha esse direito. Meu papel era dizer ''Tudo vai ficar bem'', e fazê-la acreditar nisso. Assim como tentava eu mesma, acreditar.
Olhando pela janela, vi a chuva cair. Só havia notado a chuva cair de tristeza uma vez em toda a minha vida, e ninguém imagina como o céu chorou naquela noite.
O choro lá em cima, era de alegria. Aqui em baixo, de saudade. E em mim, de impotencia.
As coisas simplesmente acontecem, as pessoas simplesmente sofrem, se perdem em pedaços...morrem. E mesmo assim, por que é tão difícil aceitar?
Não consigo nem acreditar que perdemos tempo com bobagens, futilidades e o que chamamos de ''sofrimento''. Odeio quem ''sofre o tempo inteiro''.
E já fui assim. Mas hoje, ao ver o que vi, prefiro colorir esse buraco negro que há em mim.
''O que aconteceu, foi pra ensinar'', então o minimo que posso dizer é que aprendi.



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Não faz mesmo sentido


Dar nome ás coisas é o problema das pessoas. E o medo de aceitá-las, é completamente normal. Usual. Constante.
É que começa devagar. Começa com uma negação, quase sempre. Começa com um não querer, que se transforma em querer, sem ninguém perceber.
Convivência é uma bosta, quando o coração é confuso e insiste em interpretar amizades do jeito errado. Aí, tem gente que se acostuma a ser confuso e já não acredita num sentimento que se tornou real,por achar que é confusão. Que confusão!
Prefere-se então o jeito certo: Deixar ser. Acontecer. Permitir-se.
E tenta acreditar que esse jeito é realmente certo, quando de tanto esperar, ele parece ser o mais errado. Isso também é confuso, não?
Eu só queria saber responder, quando me perguntam ''Você sabe o que você quer?'' ou ''Você quer MESMO isso?''
Agora eu sei.. eu acho.. não, eu sei.. eu sei o que eu quero. Só não sei se o que eu quero, na sua condição de pessoa (pessoa que é sonho. sem goiaba dentro), quer o que eu quero, ou melhor, me quer, igual eu quero o que eu quero, que é essa pessoa. Talvez eu devesse guardar isto um pouco mais, até conhecê-lo melhor. Mas estou cansada de segurar isso dentro da minha cabeça. É, to me enrolando mais ainda pra tentar dizer o que tem aqui dentro.
Aqui dentro tem medo. Muito medo. De tudo. Aqui dentro tem curiosidade. De conhecer. De você. Também tem amor, mas tá bem guardado no fundo, dificil de alcançá-lo aqui dentro. Tem dor e de vez em quando tem sonhos. Aqui dentro tem uma coisa bonita crescendo.
Crescendo em mim. Pra você.
"Eu venho perdendo tanto tempo
Somente pensando em você
Eu não sei o quê fazer
Eu acho que estou me apaixonando por você"
(Fallin' For You - Colbie Caillat)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

De maria e brenda, para o mundo.

É amor que elas querem. Amor de verdade, amor possível.
Ninguém precisa aparecer em cavalo branco e levá-las prum castelo.
O que é real, é suficiente.


Lá estavamos, Brenda e eu, conversando sobre amores e desamores, quando surgiu em mim uma pergunta. E em nós, todas as respostas.


- E esse vazio em nós?

- É a falta de nós.
Falta a gente se querer. Querer bem, a mais ninguém, só a nós.
E depois, os de fora vão olhar nosso vazio - não como algo feio, triste. Mas lindo e pedido pra ser preenchido. E vão querer preencher
- Então eu tô esperando eu ser legal, divertida e atraente, aí sim eu me interesso por mim.
- Então, é só se deixar ser. Se deixar acontecer. É urgência, isso.
-O problema -em meu caso- é querer o impossivel. Eu olho pro céu e quero agarrar estrelas.
- As estrelas, no meu caso, se agarram nos meus cílios, fechando os olhos. Me fazendo sonhar.
Com o impossivel, também.Culpa das estrelas, então?
- Culpa do Sol que não aparece logo, pra esconder as estrelas...Eu quero um Sol.;
- Quero o verão, então.. Sol, sol, sol.E um espanador, ia bem. Pra tirar as estrelas dos olhos, e a poeira do coração.
-Quero o sol pra derreter o que congelou aqui.E quando eu acho to quente, esfriei toda de novo.
Porque não tem Sol. É isso Bê, precisamos do Sol.
- Uma dose de sol, por favor. Pra esquentar o que esfriou. Pra iluminar a escuridão.
Essa bola de fogo gigante, tem que servir pra alguma coisa. Mas sentimento é abstrato, Má.. isso resolve?
- Sentimento comigo é concreto. Porque eu sinto na pele. Sinto mesmo porque sou boba
A dor é de verdade. E o alívio - quando vem - também é.
- Sentimento comigo é água. Mole. Não dá pra segurar. E quando resolve chover, então..
Os olhos viram nuvens. E aqui entra o sol, mais uma vez.. Pra fazer as lágrimas evaporarem. Rápido, por favor.
- Sentimento é um moleque aprontador que brinca de pega-pega com meu coração.
Ele vem, vai, vem, vai. Corre, chuta, bate, grita e depois some.
Não pense que quando ele some é uma coisa boa também...
- É brincadeira de criança.De tanto correr e pular, acaba caindo. E se machuca. Coitado, não sabia até onde podia chegar.
- Coitada de mim que sinto o sentimento bem perto e não faço um movimento pra me esquivar.
-Nessas horas, a gente vira estátua. E deixa o sentimento nos atingir em cheio. Sem pestanejar. É sem sentido. Mas é assim que acontece. Com todo mundo.
- É por esperança que eu não me movo.É por achar que dessa vez, vai. Mas nunca fui.
- Deixo a esperança renascer, aqui dentro.Planto uma sementinha pequena, bem pequena.Cuido. Rego. Sol. Chuva. Calor. Aqueço.E quando ela começa a brotar, daquele jeito frágil..Pisam. Destroem.
-Meu jardim nunca cresce, sempre perece.
E eu fico com medo de acontecer de novo.
Não pense que medo me impede de plantar tudo outra vez.
Já mencionei que sou uma boba?
-Boba sonhadora.Já disse que sinto como se pudesse sonhar, outra vez?Me invadiu assim, esse sentimento bonito.
- Sonhar não é muito bom..aquilo nos dá liberdade pra imaginar e inventar.E de tanto me machucar, eu cansei.De inventar.Quero comprar pronto. Tem como comprar sonho pronto?
-Sonho pronto, só com goiabada dentro.Não gosto desses. Não me arrancam suspiros.Prefiro os que acontecem até mesmo acordada.Esses sim!Mas sonho não se compra.Acho que se pode encontrar.Escondido.Em uma outra pessoa, sabe?
- É, meu sonho sem goiaba dentro é uma pessoa.Mas, ou essa pessoa está bem acordada, ou seu sonho não sou eu.
- Quem sabe, ela pode estar sonhando acordada. Sonho bem sonhado é daqueles, com sentimento. Que quando se acorda, custa a acreditar que não foi verdade.
- E se contorce na cama, tentando sonhar de novo. É, já sonhei assim. Eu acordei sofrendo.
Nunca mais consegui sonhar de novo. E continuei sofrendo.
- Somos mazoquistas, sabia? Não adianta negar. O sonho nos fez sofrer, e ainda assim, queremos mais. E nos lamentamos por não ter.
- Pois então, Bê. Não é o sonho que nos faz sofrer. É o fim dele. Ou o não-começo, no meu caso.
- De um jeito ou de outro, sofremos. Sobre o que estamos conversando, mesmo?


- Sobre amor. Não é sempre sobre amor?
Somos duas malucas apaixonadas.
Apaixonadas por uma idéia.
O amor.

Paixão distante, essa. O amor mora longe.
Manda cartas, vez ou outra, prometendo voltar. Mas é uma espera interminável, o coração cansa.
Espera que machuca. E traz o medo, de esperar de novo.
..

domingo, 8 de novembro de 2009

Então agora vamos falar de Maria...

"Maria tem uma mania irritante de conquistar os outros com esses olhinhos puxados e nariz que ela insiste em dizer que é fusca. Podem observar: sempre que ela chegar de mansinho, ela vai pedir alguma coisa.
Maria sabe ser doce, em seus melhores dias, mas sabe ser um furacão na maior parte do tempo. Não é vaidosa, não é intrometida e não é egoista. Apesar de parecer ser assim à primeira vista, e à segunda também. Eu não amei a Maria de primeira, confesso. Ela precisou penar muito e passar horas conversando comigo kkk e eu agradeço de joelhos no milho se ela quiser, por esse tempo em que ela insistiu em nossa amizade. Porque nao imagino um segundo longe da minha baianinha. Pra gostar dela é preciso ter fôlego. Maria não é fácil. E isso é fácil de perceber, é só pisar no cantinho do calo dela que já era meus amigos ela vira uma louca. Te bate mesmo se voce deixar e se ninguém separar a briga, tu tá morto, rapá. kkkkkkkkk
Tem um sorriso que ilumina o rosto inteiro, e ilumina o dia também, se a pessoa estiver disposta a se deixar iluminar por Maria. Ela só tem tamanho. Por dentro é uma criança, boba, ingenua e cheia de medos. É preciso cuidar dela.
Essa mocinha é cheia de birras, manias e bicos. É preciso ter paciência.
Ela chega devagar, como quem não quer nada, mas no fundo quer tudo. E consegue tudo.
E falando sério, eu acho que todo mundo deveria conhecer Maria.
Ninguém é igual a ela.
Mesmo.

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Mariann, Feliz aniversário.
Poste isso no teu blog, do jeito que preferir, mas poste. Quero ficar famoso hahahhahahahaha
Eu tentei fazer bonito pra te impressionar e impressionar seus leitores. -nn
Você é a minha melhor amiga. Apesar da maneira como isso tudo começou, sempre foi e será assim.
Eu te amo.
Eu morro de saudades quando você some. Não se perca de mim,

B.
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ps: e-mail recebido dia 8, que era pra ser lido no dia 9. :)
ps²: tbm te amo B. xP

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fica a dica

Prestar atenção nos detalhes.
Consegue fazer isso?
Então percebe que toda vez que chego perto de você, meus olhos dançam uma música que ninguém mais ouve; minhas mãos não conseguem ficar paradas e minha voz sai seca.
Assim, dessa forma clichê, mesmo.



Prestar atenção nas palavras.
Consegue, também?
Então percebe que toda vez que falo contigo, tento escolher as palavras e as coisas certas, e de tanto tentar escolho sempre as coisas erradas, parecendo uma completa idiota.
Assim, dessa forma boba, mesmo.

Prestar atenção nos sinais.
Já experimentou?
Então perceba que apesar de escolher sempre o jeito dificil de dizer as coisas, só há uma coisa que eu realmente quero dizer com tudo isso. Assim, diretamente mesmo.


Prestar atenção em mim.
Consegue, afinal?
Então perceba. Porfavor. Que essa espera tem um prazo e não suportarei deixá-lo acabar.
Pare de dizer, escrever e pensar em coisas passadas que te deixam triste.
Fique leve e permita-se estar assim.
E venha me buscar que dentro de algum tempo, a gente vai ser tão feliz que você não vai sentir necessidade de escrever o que existe de você em tantas pequenas paixões antigas às quais voce atribuia uma importância de amor; a gente vai ser tão alegre que eu nunca mais vou sentir tristeza por ter esperado essa sua demora e por gostar de você como eu sempre quis gostar de alguém. E estaremos sentados num banco qualquer do nosso futuro lugar favorito, poderei te olhar nos olhos, bem de perto, e dizer:

-Te amei à primeira vista.