quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sobre as noites.

''Não quero ser triste
Como o poeta que envelhece
Lendo Maiakóvski
Na loja de conveniência
Não quero ser alegre
Como o cão que sai a passear
Com o seu dono alegre
Sob o sol de domingo...''
(Zeca Baleiro - Minha Casa)


Todas as noites, enquanto todos parecem sempre ter o que fazer, aqui estou eu, pensando.
Imagino mil coisas, escrevo mil cartas endereçadas a ninguém e ouço mil musicas que me lembram alguém.
''É uma fase e vai passar''. Espero que não demore muito.
Todas as noites, enquanto todos riem-se das vidas que levam, cá choro-me da vida que não levo.A vida é que me leva. Me leva por caminhos que nem sei. Que nem escolhi.
E por falar em vida, eu tenho descoberto o poder que a confiança exerce sobre mim. Por mais que a verdade grite e se jogue à minha frente, a maldita confiança me impede de aceitá-la. E sei que isso não é só comigo. Já queimei minha mão mil vezes por insistir em botá-la no fogo. Não adianta. Enquanto eu ainda tiver uma, ''eu boto minha mão no fogo''. Não é porque eu sou burra. Afinal, como diria o poeta ''Você não é idiota por acreditar. Idiota é quem mente'' (nem sei se é mesmo assim, mas a idéia é essa). Se ''é errando que se aprende'', tenho aprendido muito nessa vida.
Toda a noite, sinto vontade de chorar. Todos os dias, eu não faço nada, além de pensar.
Penso nos dias, nas noites, nas horas, nos anos. No passado, No presente, No futuro. Na escola.
Penso tanto... penso em tudo.

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