quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

às vezes é assim

Palavras animadas.
Palavras agitadas.
Palavras calorosas.
Palavras amigas.
Palavras carinhosas.
Um beijo

E silencio.
Muitos minutos de silencio.
Se olharam.
Atenciosos.
Apaixonados.
Ela, desde sempre.
Ele, a partir de agora.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ao meu véio

Hoje eu li um amor igual ao nosso, e veio em mim, uma lembrança de muitos anos atrás... dessas coisas tantas que a distância que nos foi imposta mais tarde, não me deixou esquecer.
Eu lembro do nosso amor. Da nossa cumplicidade. De como eu adorava subir nas tuas costas pra rodar por aí, vendo tudo lá do alto e comendo pipoca na tua cabeça.
Lembro de como eu me sentia a rainha do mundo, lá do alto. E você, o meu bobo-da-côrte, que me comprava porcaria pra comer, toda vez que eu pedia. E me contava histórias. E me exibia como um troféu. Um tesouro.
É a imagem mais linda que guardo de ti. Nós dois descendo as escadas, eu em cima e você embaixo. Me lembro que eu puxava teus cabelos com força, por medo de cair. Mas na verdade, eu nao tinha medo, você me segurava. E então, todos te cumprimentavam. Você conhecia todo mundo. É um orgulho muito grande ser de você.

Também me lembro do meu orgulho, quando na 3ª série, te levei pra contar histórias aos meus coleguinhas. Eles te adoravam. Eu te amava. E enquanto você falava, todo mundo quietinho, te absorvendo. Você marcou a vida de todos eles. E eu me senti a rainha do mundo de novo. Porque você era só meu. Meu. Meu. Meu.

Também sei da vida dificil que levastes, enquanto estava aqui, dos problemas em casa, das brigas. Dos teus poblemas consigo mesmo. De como a vida daquele moço bonito , da voz forte, conhecido por todos na cidade, tomava rumos errados. Tortos. Inesperados. Eu imagino como foi dificil pra você, deixar a gente aqui. Porque eu sei do seu amor, que era tão imenso, que não cabia em ti. Tinha que ter um pouco guardado em cada um de nós. Pode ficar tranquilo daí de longe, que de cá, todo mundo guarda o teu amor. Bem guardadinho.

A parte que ficou pra mim, virou semente. Plantei. Vai nascer uma flor bonita. Vou dar teu nome. Vou regar, vou cuidar. E quando você decidir voltar, te entregarei. Meu amor meio tímido e enorme, que cultivei de lembranças. De saudade.

É tanta saudade... Às vezes passo pela praça e lembro de encontrá-lo lá todos os dias. Você sempre estava lá, e mesmo feliz, triste ou aborrecido, me abria aquele sorriso e me dava um abraço e uma bola de sorvete. Um abraço apertado. De quem está feliz em ver alguém. Sinto falta desse abraço. E do sorvete de morango, que você nunca esquecia ser o meu favorito.

Imagino você agora, de vida nova, familia nova, coisas novas. Eu espero que esteja se dando bem. Espero que lembre de mim. Nem que seja rapidinho, por dois minutos ou menos. Mas agora, eu só quero que você seja feliz, que divida suas histórias bonitas com alguém, que conheça lugares novos, que ame, seja amado e tudo e mais um pouco. Porque nunca é tarde, vô. Nunca é tarde pra ser feliz. E se você estiver feliz, uma parte de mim estará também. Porque você levou contigo.



Eu sinto a sua falta.
Eu lembro de você todos os dias.
Eu te amo.

Má.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

sobre a noite

À noite, as coisas vêm.
Revejo o dia de hoje, imagino o dia de amanhã.
Faço planos e pinto sonhos no meu travesseiro.
À noite, as coisas fluem.
Penso em mim, nas coisas..
Critico mentalmente as pessoas, a tevê, e a política.
À noite, as coisas calam.
E o silêncio toma conta de tudo lá fora,
enquanto aqui dentro pode-se ouvir música. Um coração.
À noite, as coisas doem..
É quando fico sozinha, penso no que não tenho..
Penso no que não fiz e penso em você.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Onde andará?

O chá estava quente e doce. Bem doce. Do jeito que eu gosto.
Eu tomo chá quando preciso pensar.. e ouço músicas também.
Naquela noite, eu havia decidido procurar inspiração.
A danada se escondeu em alguma esquina de mim e por mais que eu rodasse, procurasse e chamasse, ela me ignorava.
Eu tinha idéias, tinha sentimentos, tinha palavras.
Mas faltou-me a dita-cuja pra me ajudar a pô-los em ordem.
Procurei em tudo que é lugar, até o chá acabar, a música parar e eu cansar.
Até hoje eu não sei, onde a mocinha foi parar.

Continuo a procurar... se eu não encontrar, não sei se vou voltar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Adeus, você

Fiquei um tempo te olhando ir. E sorri.
Acenei, virei as costas e fui-me embora sem olhar pra trás.
Nunca mais eu olharia pra trás.
Nem pra frente demais, se é que me entendes.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Marrom

Então é assim que a gente vê o mundo quando algo dá errado? Eu não sabia, porque sempre que algo dava errado, eu fechava os olhos, e via preto. Mas nos ultimos dias, eu conheci o preto. Preto é pior. Mas marrom não é bom não. Encarar as pessoas e a vida lá fora quando tudo aqui dentro tá oco, vazio e triste, é marrom.
Não consegui, afinal. E não foi por falta de tentar, de lutar... Mas, foi porque então?
Todo mundo diz ''Quem acredita, alcança''. Acreditei e não alcancei. E quando olhei pros lados, todo mundo estava segurando o seu objetivo, com as mãos bem apertadas. E quando olhei pra longe, lá ia o meu, todo alegrinho me fazendo caretas e acenando.
É completamente normal fracassar. Mas não é aceitável. Não sei perder. Não aprendi, não consigo.
E essa semana eu vi marrom, porque perdi.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Paixão e coisa e tal...

E lá se vai mais uma histórinha romantica. Lá se vai uma coleção de musicas que me lembram alguém. Se apaixonar é a coisa mais superfícial do mundo, e a gente ainda consegue sentir dor com isso. E pior: a gente quase sempre tá sentindo isso. Seja por alguém, um momento ou alguma coisa, somos seres babacas e apaixonados. Chega a ser bonito às vezes, quando não é mera confusão. Mas comigo, é sempre mera confusão. Mera vontade de querer. Já devo ter falado sobre essa coisa de paixão que tem me assolado nos ultimo meses. É incrivel e curto. Estou sempre suspirando, esperando e pirando. Me rendem demoradas conversas, ansiedade, medos, bobagens e, sempre acabo mudando. É, paixões me fazem mudar.
É engraçado. E não preciso entrar em detalhes pra que todos entendam do que estou falando. Deve haver algo de errado comigo, por que sempre escondo o que estou sentindo. A verdade é que estou acostumada a sentir demais, exageradamente e por pouco tempo. Acho que é inércia. Acostumei a não ser correspondida e ter que superar rapido as coisas. O que é bom. E ruim, claro.
Ai, como eu odeio minhas revoltas e principalmente essa mania de falar que tudo é difícil, que não vale a pena lutar, e achar que sou dona da razão. ''Amar não é matemática para se ter razão'', já me falei isso mil vezes. Se fosse, seria só adicionar aquele frio na barriga, um coração mais acelerado que o costume, sorrisos e sorrisos por todos os lados. Subtrair a solidão, aquele sentimento de vazio... Multiplicar as alegrias, as músicas românticas no meu disco local e os corações no meu caderno. E finalmente dividir, mas não como uma razão, dividir por simples vontade de compartilhar o que tem importância, o que nos faz bem de verdade e quando for preciso separar o que for de cada um, que não existam brigas.. e.. ah, lá vou eu de novo fantasiar sobre o amor...

domingo, 22 de novembro de 2009

Luto

Foi rápido. Sempre é. ]
Era morte.
A danada chegou e nem avisou, e levou mais uma das poucas pessoas que não a merecem, fazendo outras tantas pessoas que não merecem, sofrerem.
No meio delas, a minha queridinha.
Eu queria poder dizer que a dor passa rápido, mas a gente sabe que não passa. Eu queria poder fazer o tempo voltar pra ela parar de chorar, mas nossa, quantas vezes eu quis fazê-lo, e não fiz...
Eu posso parecer uma boba falando isso, mas sempre sofro com o sofrimento de quem amo. Então sofri. Sofri baixinho, calada, sozinha. Porque eu não tinha esse direito. Meu papel era dizer ''Tudo vai ficar bem'', e fazê-la acreditar nisso. Assim como tentava eu mesma, acreditar.
Olhando pela janela, vi a chuva cair. Só havia notado a chuva cair de tristeza uma vez em toda a minha vida, e ninguém imagina como o céu chorou naquela noite.
O choro lá em cima, era de alegria. Aqui em baixo, de saudade. E em mim, de impotencia.
As coisas simplesmente acontecem, as pessoas simplesmente sofrem, se perdem em pedaços...morrem. E mesmo assim, por que é tão difícil aceitar?
Não consigo nem acreditar que perdemos tempo com bobagens, futilidades e o que chamamos de ''sofrimento''. Odeio quem ''sofre o tempo inteiro''.
E já fui assim. Mas hoje, ao ver o que vi, prefiro colorir esse buraco negro que há em mim.
''O que aconteceu, foi pra ensinar'', então o minimo que posso dizer é que aprendi.



quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Não faz mesmo sentido


Dar nome ás coisas é o problema das pessoas. E o medo de aceitá-las, é completamente normal. Usual. Constante.
É que começa devagar. Começa com uma negação, quase sempre. Começa com um não querer, que se transforma em querer, sem ninguém perceber.
Convivência é uma bosta, quando o coração é confuso e insiste em interpretar amizades do jeito errado. Aí, tem gente que se acostuma a ser confuso e já não acredita num sentimento que se tornou real,por achar que é confusão. Que confusão!
Prefere-se então o jeito certo: Deixar ser. Acontecer. Permitir-se.
E tenta acreditar que esse jeito é realmente certo, quando de tanto esperar, ele parece ser o mais errado. Isso também é confuso, não?
Eu só queria saber responder, quando me perguntam ''Você sabe o que você quer?'' ou ''Você quer MESMO isso?''
Agora eu sei.. eu acho.. não, eu sei.. eu sei o que eu quero. Só não sei se o que eu quero, na sua condição de pessoa (pessoa que é sonho. sem goiaba dentro), quer o que eu quero, ou melhor, me quer, igual eu quero o que eu quero, que é essa pessoa. Talvez eu devesse guardar isto um pouco mais, até conhecê-lo melhor. Mas estou cansada de segurar isso dentro da minha cabeça. É, to me enrolando mais ainda pra tentar dizer o que tem aqui dentro.
Aqui dentro tem medo. Muito medo. De tudo. Aqui dentro tem curiosidade. De conhecer. De você. Também tem amor, mas tá bem guardado no fundo, dificil de alcançá-lo aqui dentro. Tem dor e de vez em quando tem sonhos. Aqui dentro tem uma coisa bonita crescendo.
Crescendo em mim. Pra você.
"Eu venho perdendo tanto tempo
Somente pensando em você
Eu não sei o quê fazer
Eu acho que estou me apaixonando por você"
(Fallin' For You - Colbie Caillat)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

De maria e brenda, para o mundo.

É amor que elas querem. Amor de verdade, amor possível.
Ninguém precisa aparecer em cavalo branco e levá-las prum castelo.
O que é real, é suficiente.


Lá estavamos, Brenda e eu, conversando sobre amores e desamores, quando surgiu em mim uma pergunta. E em nós, todas as respostas.


- E esse vazio em nós?

- É a falta de nós.
Falta a gente se querer. Querer bem, a mais ninguém, só a nós.
E depois, os de fora vão olhar nosso vazio - não como algo feio, triste. Mas lindo e pedido pra ser preenchido. E vão querer preencher
- Então eu tô esperando eu ser legal, divertida e atraente, aí sim eu me interesso por mim.
- Então, é só se deixar ser. Se deixar acontecer. É urgência, isso.
-O problema -em meu caso- é querer o impossivel. Eu olho pro céu e quero agarrar estrelas.
- As estrelas, no meu caso, se agarram nos meus cílios, fechando os olhos. Me fazendo sonhar.
Com o impossivel, também.Culpa das estrelas, então?
- Culpa do Sol que não aparece logo, pra esconder as estrelas...Eu quero um Sol.;
- Quero o verão, então.. Sol, sol, sol.E um espanador, ia bem. Pra tirar as estrelas dos olhos, e a poeira do coração.
-Quero o sol pra derreter o que congelou aqui.E quando eu acho to quente, esfriei toda de novo.
Porque não tem Sol. É isso Bê, precisamos do Sol.
- Uma dose de sol, por favor. Pra esquentar o que esfriou. Pra iluminar a escuridão.
Essa bola de fogo gigante, tem que servir pra alguma coisa. Mas sentimento é abstrato, Má.. isso resolve?
- Sentimento comigo é concreto. Porque eu sinto na pele. Sinto mesmo porque sou boba
A dor é de verdade. E o alívio - quando vem - também é.
- Sentimento comigo é água. Mole. Não dá pra segurar. E quando resolve chover, então..
Os olhos viram nuvens. E aqui entra o sol, mais uma vez.. Pra fazer as lágrimas evaporarem. Rápido, por favor.
- Sentimento é um moleque aprontador que brinca de pega-pega com meu coração.
Ele vem, vai, vem, vai. Corre, chuta, bate, grita e depois some.
Não pense que quando ele some é uma coisa boa também...
- É brincadeira de criança.De tanto correr e pular, acaba caindo. E se machuca. Coitado, não sabia até onde podia chegar.
- Coitada de mim que sinto o sentimento bem perto e não faço um movimento pra me esquivar.
-Nessas horas, a gente vira estátua. E deixa o sentimento nos atingir em cheio. Sem pestanejar. É sem sentido. Mas é assim que acontece. Com todo mundo.
- É por esperança que eu não me movo.É por achar que dessa vez, vai. Mas nunca fui.
- Deixo a esperança renascer, aqui dentro.Planto uma sementinha pequena, bem pequena.Cuido. Rego. Sol. Chuva. Calor. Aqueço.E quando ela começa a brotar, daquele jeito frágil..Pisam. Destroem.
-Meu jardim nunca cresce, sempre perece.
E eu fico com medo de acontecer de novo.
Não pense que medo me impede de plantar tudo outra vez.
Já mencionei que sou uma boba?
-Boba sonhadora.Já disse que sinto como se pudesse sonhar, outra vez?Me invadiu assim, esse sentimento bonito.
- Sonhar não é muito bom..aquilo nos dá liberdade pra imaginar e inventar.E de tanto me machucar, eu cansei.De inventar.Quero comprar pronto. Tem como comprar sonho pronto?
-Sonho pronto, só com goiabada dentro.Não gosto desses. Não me arrancam suspiros.Prefiro os que acontecem até mesmo acordada.Esses sim!Mas sonho não se compra.Acho que se pode encontrar.Escondido.Em uma outra pessoa, sabe?
- É, meu sonho sem goiaba dentro é uma pessoa.Mas, ou essa pessoa está bem acordada, ou seu sonho não sou eu.
- Quem sabe, ela pode estar sonhando acordada. Sonho bem sonhado é daqueles, com sentimento. Que quando se acorda, custa a acreditar que não foi verdade.
- E se contorce na cama, tentando sonhar de novo. É, já sonhei assim. Eu acordei sofrendo.
Nunca mais consegui sonhar de novo. E continuei sofrendo.
- Somos mazoquistas, sabia? Não adianta negar. O sonho nos fez sofrer, e ainda assim, queremos mais. E nos lamentamos por não ter.
- Pois então, Bê. Não é o sonho que nos faz sofrer. É o fim dele. Ou o não-começo, no meu caso.
- De um jeito ou de outro, sofremos. Sobre o que estamos conversando, mesmo?


- Sobre amor. Não é sempre sobre amor?
Somos duas malucas apaixonadas.
Apaixonadas por uma idéia.
O amor.

Paixão distante, essa. O amor mora longe.
Manda cartas, vez ou outra, prometendo voltar. Mas é uma espera interminável, o coração cansa.
Espera que machuca. E traz o medo, de esperar de novo.
..

domingo, 8 de novembro de 2009

Então agora vamos falar de Maria...

"Maria tem uma mania irritante de conquistar os outros com esses olhinhos puxados e nariz que ela insiste em dizer que é fusca. Podem observar: sempre que ela chegar de mansinho, ela vai pedir alguma coisa.
Maria sabe ser doce, em seus melhores dias, mas sabe ser um furacão na maior parte do tempo. Não é vaidosa, não é intrometida e não é egoista. Apesar de parecer ser assim à primeira vista, e à segunda também. Eu não amei a Maria de primeira, confesso. Ela precisou penar muito e passar horas conversando comigo kkk e eu agradeço de joelhos no milho se ela quiser, por esse tempo em que ela insistiu em nossa amizade. Porque nao imagino um segundo longe da minha baianinha. Pra gostar dela é preciso ter fôlego. Maria não é fácil. E isso é fácil de perceber, é só pisar no cantinho do calo dela que já era meus amigos ela vira uma louca. Te bate mesmo se voce deixar e se ninguém separar a briga, tu tá morto, rapá. kkkkkkkkk
Tem um sorriso que ilumina o rosto inteiro, e ilumina o dia também, se a pessoa estiver disposta a se deixar iluminar por Maria. Ela só tem tamanho. Por dentro é uma criança, boba, ingenua e cheia de medos. É preciso cuidar dela.
Essa mocinha é cheia de birras, manias e bicos. É preciso ter paciência.
Ela chega devagar, como quem não quer nada, mas no fundo quer tudo. E consegue tudo.
E falando sério, eu acho que todo mundo deveria conhecer Maria.
Ninguém é igual a ela.
Mesmo.

___

Mariann, Feliz aniversário.
Poste isso no teu blog, do jeito que preferir, mas poste. Quero ficar famoso hahahhahahahaha
Eu tentei fazer bonito pra te impressionar e impressionar seus leitores. -nn
Você é a minha melhor amiga. Apesar da maneira como isso tudo começou, sempre foi e será assim.
Eu te amo.
Eu morro de saudades quando você some. Não se perca de mim,

B.
_



ps: e-mail recebido dia 8, que era pra ser lido no dia 9. :)
ps²: tbm te amo B. xP

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fica a dica

Prestar atenção nos detalhes.
Consegue fazer isso?
Então percebe que toda vez que chego perto de você, meus olhos dançam uma música que ninguém mais ouve; minhas mãos não conseguem ficar paradas e minha voz sai seca.
Assim, dessa forma clichê, mesmo.



Prestar atenção nas palavras.
Consegue, também?
Então percebe que toda vez que falo contigo, tento escolher as palavras e as coisas certas, e de tanto tentar escolho sempre as coisas erradas, parecendo uma completa idiota.
Assim, dessa forma boba, mesmo.

Prestar atenção nos sinais.
Já experimentou?
Então perceba que apesar de escolher sempre o jeito dificil de dizer as coisas, só há uma coisa que eu realmente quero dizer com tudo isso. Assim, diretamente mesmo.


Prestar atenção em mim.
Consegue, afinal?
Então perceba. Porfavor. Que essa espera tem um prazo e não suportarei deixá-lo acabar.
Pare de dizer, escrever e pensar em coisas passadas que te deixam triste.
Fique leve e permita-se estar assim.
E venha me buscar que dentro de algum tempo, a gente vai ser tão feliz que você não vai sentir necessidade de escrever o que existe de você em tantas pequenas paixões antigas às quais voce atribuia uma importância de amor; a gente vai ser tão alegre que eu nunca mais vou sentir tristeza por ter esperado essa sua demora e por gostar de você como eu sempre quis gostar de alguém. E estaremos sentados num banco qualquer do nosso futuro lugar favorito, poderei te olhar nos olhos, bem de perto, e dizer:

-Te amei à primeira vista.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

E deixa eu falar só mais um pouco dessa coisa toda de amor...

O amor é foda. Tanto machuca, quanto sara. Ensina essa merda toda de sofrer, se recuperar, e aprender com o que passou. Mas, estou convencida que existe alguém pra botar essa porra pra funcionar direito. Quero dizer, vão existir mil pessoas passageiras na tua vida, pra você desperdiçar seu amor, uma gota de cada vez... e no final -ou no meio- vai chegar alguém pra você derramar o frasco todo. Alguém muito foda, que te faça sorrir igual idiota e te coloque nos eixos. Que vai ler teus pensamentos, como um manual e te mostrar que o amor vale sim, à pena.
É, agora parece dificil acreditar nisso, impossivel, parece que esse alguém nunca vai chegar, porque se estiver vindo mesmo tá vindo num caralho d'uma tartaruga manca, cega, surda e muda.
Mas, um dia, ou agora, ou amanhã, ou daqui a alguns anos, essa pessoa vem e desestrutura teu castelo de gelo construido com todos os tombos, pontapés e desamores vividos ao longo dessa vida. Pelo menos é isso o que eu acho que vai me acontecer..
Quando rolar dessa pessoa aparecer, eu sei que vou parar com essa coisa minha de ver defeito em todos os caras que me relaciono, de querer mudar um monte de coisinha em cada um deles -minha mãe vive criticando isso, cara, um saco mesmo!- porque a pessoa já vai ser a certa mesmo, não vou ter nem vontade de ver algo nela mudar. Já posso imaginar minhas convicções caindo por tabela, e tudo o que eu critico se virando contra mim. HAHA...
Vai dar vontade de ficar perto o tempo inteiro, mas não de controlar, vai dar vontade de abraçar sempre toda hora, num grude de dar nojo, e de mostrar pra todo mundo que puta que pariu eu tô amando pra caralho sim e isso é foda! Vai rolar ansiedade, medo, e essas coisas todas de casalzinho apaixonado, vai rolar aquilo de querer ligar só pra dizer que gosta, vai existir cumplicidade, vai fazer o coração bater feito louco, , vou ficar contando as horas pra vê-lo, vou brigar com ele e fazer as pazes meio segundo depois porque é uma merda ficar sem ele . Vou sentir de verdade que é muito bom não ser sozinho.
Mal posso esperar.

Eu dou razão à emoção

Por mais legal que seja, dizer que sempre penso pra caramba pra tomar decisões, é mentira das piores.
Sou uma explosão de emoção, da cabeça (haha) aos pés.
Eu prefiro não pensar, mesmo. Tenho medo de agir pensando e me arrepender.
Me arrepender de ter pensado tanto pra tomar a decisão errada.
É melhor pra superar um arrependimento, quando voce pode dizer ''Não foi culpa sua. Garanto que se voce pensasse, ou soubesse, nada disso estaria acontecendo!'' ; do que quando você só pode dizer ''Tá vendo? Você sabia! Eu sabia! Todo mundo sabia!''.
Isso não significa que eu não pense às vezes. Claro, Deus não me deu um cérebro à toa. Mas quando o assunto é: ''Seguir o coração ou a razão'', faça-me o favor.
O coração ganha disparado, sem segundo turno!
Não sei, mas deve ser uma coisa meio astral, tem algo a ver com o meu signo, talvez. Só sei que sou impulsiva. Tenho tendencia a arrependimentos.
Sei que devo ao menos parar dois minutos pra pensar. Só que não vai.Não rola comigo. COMIGO. Não gosto de planejar cada ato, cada passo.
Pra mim é tudo uma questão de ''agir duas vezes antes de pensar''.
E se der errado, de algo me valeu. Porque nada é em vão.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ele quer se apaixonar outra vez

Ele cansou desse vazio, e de passar os domingos sozinho.
Não sente mais nada. Não se interessa e não desperta interesse.
Certa vez, passava pelo corredor quando viu duas garotas cochichando, olhando pra ele. Empinou o peito e fez uma cara de capitão do time. Chegou perto pra ouvir uma delas dizer ''Ele é solitário e viciado em café. Vive perto da máquina de expresso!'', e as risadinhas que se seguiram.
Qual era o problema das garotas com o café? Ele vivia se perguntando isso.
Por mais que ele se esforce, nenhuma garota é apaixonante pra ele. E a recíproca é verdadeira, nesse caso. Muito verdadeira.
Só que ultimamente ele tem tentado. Até saiu com a amiga de um amigo, mas ela só sabia falar, falar e falar... coisas que ele prefere não lembrar.
E é sempre que ele pensa como está dificil achar uma garota, que ele se lembra dela.
Talvez o problema seja esse. Ele a quer de volta. Mas sabe que isso não é possivel. Por isso ele espera alguém novo aparecer.
Alguém que o faça sentir-se tao bem como ela fazia, que ria de suas piadas sem-graça, que adore café -ou então, finja adorar, como ela fingia-, alguém que tenha a voz mais linda do mundo, como a dela. E que goste da voz dele. Que diga que o ama, olhando nos olhos, e o permita dizer isso também, sem que ele se sinta um boboca emocional. Ele quer alguém que o faça sufocar de saudade, que o faça dormir acordado e sentir arrepios. Alguém que ame como ninguém.. ou como ela.
Ele quer se apaixonar outra vez. Mas sabe que vai demorar...

sábado, 24 de outubro de 2009

Hoje eu vi o Sol nascer.

Os livros estavam jogados, cansados, coitados.
Eu estava exausta, acordada, madrugada.
E o Sol batia na janela, fazendo barulhinhos engraçados de quando ele vem.
Sei que pode dar certo. Quando pode, dará.
E sigo pensando assim... o dia inteiro

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Querido,

A culpa é minha, sabemos. Nunca permiti que chegasse, falasse, mostrasse, sentisse. Na verdade, eu nunca quis que você quisesse, o que pra mim seria ruim te dizer que não queria. Então, te fiz aos poucos desistir.
Nunca te deixei me fazer feliz, do jeito que eu sei que só você seria capaz. Ninguém me fazia rir como você, nem se preocupava comigo do jeito que você fazia. Mas, eu não me permiti sentir o que devia ser sentido.
Agora, estamos nós em dois mundos diferentes, com pessoas diferentes, amigos e lugares, também diferentes. Eu não queria que fosse assim de verdade. Já que hoje sinto por você exatamente o que você um dia sentiu por mim e evita desde então.
Eu quero a sua felicidade, me preocupo com você e vou procurar fazê-lo rir até mesmo se eu precisar ser uma boba pra isso.
Eu amo você, quero gritar isso o mais alto pra que você escute. Não pra vir correndo e me dizer ''Eu também'', é só pra você saber, que o que fez não foi em vão.
Que você conseguiu despertar em mim sentimentos bons, e derreter meu coração de gelo.
Obrigada e me desculpe. Sou realmente uma pessoa difícil e chata, como você sempre disse.

domingo, 18 de outubro de 2009

E se fosse verdade?

Ele te ligou na noite passada e disse sentir saudades.
Vocês se encontraram na fila do mercado e ela te convidou pra um sorvete.
Ele desistiu de ir embora pra Austrália curtir a vida bebendo cerveja e cuidando de cangurus.
Ela disse que você é um garoto diferente dos outros.
Ele confessou adorar o seu sorriso mais do que tudo no mundo.
Ela largou o namorado -lindo, inteligente e popular- pra ficar com você.
Ele terminou um namoro de dois anos, porque não consegue esquecer você.
Ela adora assistir à maratona d'O poderoso chefão com você, todo fim de semana.
Ele comprou um monte de filme romantico pra te surpreender num domingo de chuva.
Ela adora o seu sorvete favorito.
Ele adora o seu macarrão grudento, duro e sem molho.
Vocês sempre passam a tarde inteira conversando sobre ex-namorados. E rindo.
Ela te ama mais que tudo no mundo.
Ele te ama incondicionalmente e nunca mais olhou outra mulher desde que te conheceu.
Vocês são felizes juntos.
Muito felizes.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Mudança de cores

Vejo carros passando, pessoas gritando, sorrindo, chorando,
Mães preocupadas com filhos, pais distraídos, professores relapsos,
professores tranquilos, alunos fugindo e alunos tentando.
Cachorros latindo e gatos miando.
Tudo azul.
No meio de tudo, você.
Vermelho.
Vejo ela chegando, vocês se beijando,
meu mundo vai caindo, meus olhos vão chorando.
E as cores, mudando.
Parece que sempre será assim, e por favor não se culpe,
Nem ouse sentir isso que se passou na sua mente.
Acontece.
O mundo ainda é o mesmo, só as cores pareceram mudar...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Quase nada

Sei que você pisca os olhos rapidinho quando se interessa por algo, e que sorri assim meio-torto quando não entende (ou não parece entender) o que dizem.
Sei que segura o copo com os dedos bem fortes, com medo de deixar ele cair e que se o que tem dentro dele acaba, tu fica todo irritado atrás de encher novamente.
Sei que se começa a falar, difícil é fazer que se cale, e que sempre, sempre, sempre, consegues continuar qualquer assunto.
Sei que tem uma meia-covinha no canto esquerdo que é um charme.
Sei quase nada... mas sei.
Sei que o seu olhar não diz nada, ao contrário do que muita gente pensa. Mas tua boca já fala muito por si só.
Gosto de saber pouco, um pouco que parece muito, e me entorpece.
Não sei da sua cor favorita, nem os dias da semana em que você não quer fazer nada. Nem sei se você gosta do meu corte de cabelo ou do que eu digo. Sei pouco, porque não há muito o que saber...
Você é o meu mistério, meu segredo. Meu não-saber que assim se sabe. E só eu sei. Nem você sabe.
Só eu sei como é bonito o jeito que você meche as mãos ao falar e como espero feito louca pela proxima vez que vou te encontrar mesmo antes do nosso encontro acabar.
Não é preciso saber mais nada...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vida fácil?

Ah quando foi que tudo se complicou assim, nesse nó difícil de desatar e que a gente às vezes nem sabe se tem vontade que desate?
Os mais velhos adoram dizer que ''é uma fase'', e já estamos mesmo é fartos de esperar que passe. Os dias, diferentemente da fase, passam rápido,
corridos e nem os vemos. Nem sequer aproveitamos mais o nascer ou o pôr-do-sol, porque não temos tempo para isso.
E ainda vêm aqueles saídos de sabe-Deus-onde, com o velho clichê barato de sempre ''Você não faz nada da vida... Não tem responsabilidade nenhuma. Sua vida é fácil.''
Fácil? Não achamos fácil acordar todos os dias antes do dia nascer e encarar, cansados, rostos estranhos - igualmente cansados- como numa obrigação dessas que não se entende o motivo. Não recebemos salário por isso.
Não achamos fácil receber puxões de orelha e gritos ao pé do ouvido todos os dias, sem interrupção. Não podemos processar ninguém por isso.
Não achamos fácil falar e conhecer coisas que daqui a algum tempo não lembraremos nem se quisermos. É, nós sabemos que não iremos lembrar.
Não achamos fácil. E de fato, não há que se achar.
Estamos ficando cada vez mais loucos, e não é só um pouco. Temos medo de decepcionar os que de nós esperam muito. Sabemos que esperam mesmo que digam que não.
A gente sabe e entende que é só o começo e que não estamos nem perto de entender a vida ou o que passaremos no futuro- que vem chegando a passos largos.
Mas, só queremos que parem de falar. De perguntar. De opnar.
Queremos um pouco de paz, de silencio, de video-game e computador, pra começar. A gente quer que a vida seja fácil - de verdade- por mais algum tempo.. é pedir muito?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quem disse?

Quem disse que eu quero que você me ligue toda noite só pra saber se eu estou bem, com aquela voz irritante que, de mal a mal acaba me confortando e me fazendo sorrir? Quem disse?
Quem disse que eu gosto quando você me abraça apertado quando estou de mal humor e cabelo bagunçado no meio da rua?
Quem disse que eu gosto do jeito como você me olha?
Quem disse que eu por um minuto sequer, sinto vontade de te abraçar, te beijar e ter você por perto?
Ora, faça-me o favor de acabar com essa pretensão, tá?
Quem disse que eu sinto ciumes quando você está com outras?
Quem disse que eu vou me importar quando você desaparecer?
Quem disse que eu gosto quando você critica minhas roupas, ou o meu corte de cabelo?
Quem disse que eu gosto das coincidencias infelizes que te colocam na minha vida, a todo momento?
Quem disse que eu te amo? Quem?

domingo, 27 de setembro de 2009

Sua confusão.

Papéis rasgados espalhados pela mesa e pelo chão. Você levanta, anda e volta a se sentar com a mesma pergunta ainda ecoando pela sua mente: ''O que fazer daqui pra frente?''
Você se apega a lembranças do passado - sabe que é isso que os medrosos fazem - e tenta se esquecer disso que não tem resposta - ainda. Nada vai ser igual, você sabe. E é exatamente isso que te assusta, não é?
O futuro vem chegando a passos largos e não há como atrasá-lo. São muitas decisões a tomar e coisas a fazer. A começar por arrumar essa bagunça nesse lugar que você costumava chamar de quarto, e hoje é quase impossivel acreditar que alguém realmente durma lá. Depois disso, você vai arrumar a bagunça em sua cabeça, promete a si mesmo.
Mas acaba por não fazer coisa nenhuma, como sempre, e se entregar ao doce e acolhedor sofá.
E quando você olha no espelho, vê aquele monte de matéria que insiste em chamar de ''eu''. Embora nada tenha mudado, tudo ao seu redor está diferente e você sente que tem que ficar assim também. As pessoas exigem isso a todo instante: ''você precisa mudar!''.
Você está tentando. Se alguém realmente quisesse, perceberia o quanto você se esforça e a cada dia se convence de que é impossível. O que você mais quer é poder gritar, espernear e talvez, chorar.. mas não pode mais fazer isso. Não condiz.
Será que existe alguém nesse mundo que lhe entenda? Ou melhor, será que algum dia, você mesmo será capaz de SE ENTENDER? Aí sempre tem alguém que interrompe seus -SEUS- pensamentos, e diz:
- Pode acreditar quando eu digo que nesse barco, meu amigo, você não está sozinho. E que as pessoas que aparentam ser as mais incrédulas criaturas e mais cruéis também, só querem te ajudar.

Você não quer ouvir agora, e as deixa falando sozinhas. De novo. Corre pro seu ''quarto'', senta novamente e volta a escrever um bocado de sentimentos descartáveis e palavras indizíveis.
E lá se vai mais um papél amassado no meio de tantos outros...

sábado, 26 de setembro de 2009

Anna e Má

Anna sempre foi pequena, assim.
Má, foi pequena, mas cresceu.
Anna gosta de falar.
Má, também gosta.
Vai ver é por isso, que quando elas estão juntas,
quase ninguém consegue participar da conversa.

Desde sempre e pra sempre.
É o que elas dizem, e
apesar do fim, que é eminente,
essa amizade não parece, de fato, acabar.

Anna sempre gostou de brilhar.
Má, sempre gostou de vê-la brilhando.
Anna e Má, Má e Anna, passaram foi por muita
coisa pra chegar até aqui.
São 10 anos. Meudeus, 10.
E acredite ou desacredite,
pense da forma que quiser,
tudo com elas sempre foi sincero.


Nunca, em 10 anos - gostoso repetir isso -
ficaram sem se falar por mais de dois dias.
E dois dias esses que elas torciam pra passar
depressa.


Anna sempre liga pra Má.
Má, sempre espera a Ana ligar.
É um amor de irmãs.
Amor é palavra forte, mas aqui cabe usá-la.
Anna e Má, nunca vão se separar.


(para minha Anna, com dois N's. Que eu amo muito, muito mesmo)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Conversas por aí ...

Sobre o Coração

A garota e o garoto, andavam calados pelas ruas debaixo de um sol escaldante e brilhante. Cansado do silêncio, ele disse:

- Você quer o meu coração?
- O quê?
- Você quer o meu coração EMPRESTADO? - disse ele, dessa vez calmamente.
- E pra que raios eu haveria de querer ter o seu coração EMPRESTADO? - ela usou um tom de extremo deboche dessa vez.
-É que você não parece ter um..
-Eu tenho.
-Então porque não aprende a usá-lo?

Ela se calou, ele também. E seguiram assim, calados.

domingo, 20 de setembro de 2009

Enquanto eu respirar.

(Para o meu garoto)


Você é desse jeito calado e faz aquela cara -que todos tentam imitar inutilmente- toda vez que acha estranha qualquer coisa que alguém diz.
Mas, eu gosto de você sabia?
E vou gostar um monte ainda, porque mesmo sendo a pessoa que eu mais conheço - ou mais PENSO que conheço-, ainda tenho muito a descobrir de ti.
Porque a gente não discute, não se mata. A gente vive junto e muito bem.
Não sei o que se passa contigo agora, mas isso realmente não importa. -Digo, não importa saber. O que acontece, importa.
Importaria a você se eu dissesse que estou aqui pra qualquer coisa? ( desculpe dizer assim o que todo mundo diz )
Somos amigos, e isso me deixa tão feliz..
Tão bom chegar em casa, sentar e te contar qualquer coisa. Cantar. Ouvir. Falar.
Ê,você me tira do sério com sua prepotencia -tão característica de nós dois...
Mas, eu adoro você sabia?
E adoro o seu cabelo bagunçado de manhã, e seu jeito tímido quando eu falo bobagens em público. Sabia que você fica vermelho? É, fica sim.
Eu sei que você, mais cedo ou mais tarde, vai embora. Embora não, morar fora.
Seja lá o que for, pra onde for, quando for e etc,etc,etc... ainda vai morar em mim.
Somos família. Eu e você.
E quem tá de fora, não vê nem metade do que somos e representamos um pro outro.
Vou sentir falta das pequenas coisas.. das briguinhas e dos rompantes. Vou sentir falta de ser eu, já que não sei se saberei sê-lo, sem te ter por perto.
Vê se volta, nem que seja de visita, me trazendo um presente legal. Eu vou ficar aqui te esperando, ou até posso ir lá te encontrar.
O futuro nos espera, meu bem. O seu chegou mais cedo que o meu, mas lá adiante a gente há de se encontrar.
Um dia, seremos tudo o que temos. Eu terei você, e você terá a mim.
Nossos filhos serão primos e vão brincar aos domingos ou qualquer coisa assim.
Eu te amo, sabia?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Começou assim, fácil.

Ela pegou um ônibus porque havia perdido a carona.
Ele pegou um ônibus porque sempre pegava ônibus.
Ela foi pra perto da porta, porque detestava ônibus cheios.
E sentou na janela pra tentar respirar no caminho.
Ele sentou no corredor porque uma moça chegou primeiro à janela.
Ele tinha cabelos rebeldes e expressão descontraída.
Ao seu lado, uma moça parecia preocupada e usava tênis vermelho.
Ele ligou o ipod, pra passar o tempo.
Tocava alguma música agitada que qualquer um por perto poderia ouvir de tão alto que estava o volume
Ele balançava o pé e a cabeça no mesmo ritmo.
A moça ouviu o barulho ao lado e olhou pelo canto do olho. Riu da aparencia abobada do rapaz ao seu lado.
Este, por sua vez, percebeu o olhar e parou de dançar.
'' Tá ouvindo o quê'', ela quis saber.
''Shwayze'', ele disse.
A conversa começou.
Primeiro sinal vermelho.
Ela descobriu que ele não gostava dos Beatles.
Ele descobriu que ela tinha uma maçã tatuada nas costas.
Ela não se importou. Ele achou interessante.
O ônibus voltou a andar.
Eles trocaram telefone e e-mail.
Ela preferia e-mail. Ele preferia telefone.
Eles riam sem parar.
Ponto de ônibus à vista.
Ela se despede e se levanta.
Ele levanta também: ''Te acompanho'', ele disse.
Foi bonito.
E foi tudo tão fácil..
Ela se atriu pelo jeito do moço e puxou papo.
Ele achou bonito o jeito como ela mexia as mãos ao falar.
Desceram juntos, andaram juntos.
Um beijo. Dois, três, muitos.
Depois muitas brigas.
E divertidas saídas aos sábados à noite.



(ao som de Eduardo e Mônica, saiu isso aí pffff)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Amor é isso?

- Ei, você.. não se espante se eu sorrir do nada ao te encontrar, nem se eu achar legal qualquer coisa ''meia-boca'' que tenha pra me dizer.
Por favor, não corra de mim se eu parecer patética, se eu tropeçar ou se eu demorar a entender as coisas...
Peço que também, não ache estranho se eu chorar por qualquer bobagem, se eu sair sem mais-nem-menos ou se, por algum motivo, eu parecer arrogante.
Se você perceber alguma coisa, promete ignorar? Finja que não é com voce, porque a minha timidez me faz sentir medo de sentir o que eu sinto.
Pega na minha mão e veja como estou gelando, e suando e tremendo.. Isso porque você não pode pegar no meu coração e ver a confusão que está aqui dentro.
É confusão sim, porque eu te conheço há tempos e parece que acabei de te conhecer. E sinto isso todos os dias, há um bom tempo.
Você é como um filme inédito que passa na Globo -desses que eu já vi, mas sempre quero ver de novo. AAI, falei isso em voz alta?
Sério, eu também iria querer sair de perto se alguém me viesse com papo de filme inédito da globo. Mas lhe prometo pensar em metáfora poética e adequada pra você..
Viu só? Até poeta eu quero ser pra te conquistar..
E devo dizer, que até música ruim eu tenho ouvido pra te impressionar.. Mas não se espante. A música deixou de ser ruim faz tempo, já que me lembra você e tudo o que me lembra você, não pode ser ruim assim...
Amor é isso? Sentir como se conhecesse uma pessoa nova a cada dia, dentro de uma pessoa só? Sentir frio na barriga e nó na garganta só de ver alguém? Não pode ser tão bobo o amor. Amor tem que doer né? Mas esse amor - se for amor- que eu sinto, não me dói, nem me pesa. Me conforta e me alegra.
É, não pode ser amor gostar de alguém que não é seu e não sentir dor. Pra amar, tem que sentir dor, e chorar todas as noites quando ele não é correspondido né? Eu não choro... eu gosto do amor... só porque eu o sinto por ti. Mas o que é então? Se eu pudesse ao menos saber o que é amor...Você sabe? Me ensina?

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Novas cores vão aparecer

E eu só quero que você entenda, que até as cores mudarem, e enquanto não mudam, eu estarei aqui.
Posso sorrir se isso te confortar, posso calar, se você preferir.

Mais uma carta



02 de setembro de 2009

Querida Terezinha,

Desculpe a demora pra voltar a te escrever.. andava eu meio assim sem tempo e você provavelmente ocupada com alguma coisa bem bonita por aí por cima. Por falar nisso, como estão as coisas por aí? Encontrou mais alguém conhecido? Espero que estejam te cuidando direitinho, que quando eu chegar aí vou agradecer a todos.
Por aqui está tudo muito bem... Tenho comido demais, mas já voltei a malhar. Logo logo, perco essa barriguinha saliente e posso usar biquini na praia. Aliás, a ultima vez que fomos à praia, foi no ultimo ano que passou. Realmente não temos tido tempo.
Vou lhe contar, mas já lhe deve ter chegado a noticia, de que eu, o irmão e a minha mãe, estamos passando um aperto.. Estamos bem menos chorosos ultimamente, porque estamos orando, como você aconselharia se estivesse aqui.
Tenho saído mais, também. Cada vez com amigos diferentes.. isso te deixa feliz?
Com o meu pai, por incrivel que pareça - e talvez nem pareça - está tudo indo as mil maravilhas. Nossa relação anda bonita, você precisa ver.. Temos conversdo muito, como nunca achei que iriamos, afinal.
Ah, como você faz falta... de verdade. Não estou lhe pedindo que volte numa maneira que me assuste, por favor. Sabes como sou medrosa, e qualquer coisa pode acabar com meu equilibrio mental. Ah, você deve estar rindo de mim agora.
Eu peguei minhas notas na escola.. ando melhor que no começo, sabia? Já o Pedro, nem vou falar aqui, mas merecia belos puxões de orelha,sabia?
Se estou namorando?
Nem se dê ao trabalho de perguntar essa pergunta que sempre há de ter a mesma resposta. Leia aqui um sonoro NÃO, acompanhado de um duvidoso INFELIZMENTE.
Queria muito seu colo, agora, pra lhe contar depois do almoço com a cabeça descansando em tua barriga, essas coisas da minha vida que nunca dão certo. Sei que você saberia o que dizer. Sinto falta dos teus olhos verdes, também. Nunca mais encontrei olhos assim. Talvez, confesso, seja porque não tenho procurado nada parecido, e nem quero.
Te perdi rápido demais e nem aproveitei.. opa, opa, preciso parar de transformar minha carta em um drama barato. Você já sabe como me doeu te perder e a falta que você faz.
Ah, não posso esquecer de agradecer pelo aroma de rosas que acabo sentindo quando penso em você. Já entendi que isso serve como um tipo de sinal -que até a pessoa mais incrédula como eu, sabe interpretar.
Não ligue pra essas gotas tantas espalhadas nesse papel.. você sabe como sou emotiva e sempre choro de saudades ao pensar em ti. Mas eu queria tanto, e aqui confesso, que você vivesse mais um pouco... não consigo entender porque a vida te levou e me deixou aqui. Tem sido dificil viver nesse planeta, você nem imagina...
Quase ia me esquecendo que hje é o seu aniversário. É ainda, porque eu ainda comemoro o dia em que você nasceu, minha flor. Gostaria de poder te abraçar, portanto, sinta-se abraçada.
Rezo pelo bem da sua alma, todos os dias.
Quero que saiba que se hoje sou feliz, é por tudo o que você me ensinou.
Nunca te perguntei como era o céu, né? Eu espero que não seja todo azul, eu gosto de azul, mas uma cor só deve ser muito chata. Desculpe, comecei a falar bobagens outra vez.

Enfim, obrigada por tantas coisas maravilhosas que fez por mim enquanto esteve aqui. Todos aqui mandam lembranças, um beijo especial e saudades.
Sentimos muito a sua falta, mas sabemos que não tarda muito, nos encontraremos novamente, por aí.

Feliz aniversário, voinha.
Com amor, Maria.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Querido Passado..

Me refiro a ti como ''querido'' e parece-me que é realmente o certo.
Às vezes, sinto sua falta mais do que deveria. Contigo, vivi momentos inesquecíveis.
Hoje não sinto metade das coisas que sentia quando estava ao seu lado e o tempo passa que nem vejo, deixando pra você nada além de rascunhos de dias mal aproveitados. Te escrevo hoje, pra dizer que falei de você com alguém especial que há muito me doía por achar que havia perdido. E foi graças a você, que esse alguém voltou. Espero que no futuro ainda estejamos confidentes como antes, como agora.(...)
Fico chocada, com a maneira com a qual mal lhe aproveitei e me arrependo de muitas das coisas que deixei de fazer.
Estranho imaginar que há tempos atrás, imaginei um futuro que acabou sendo diferente do presente que escolhi. Já lhe agradeci alguma vez por existir, passado?
Fico sem jeito de dizer isso, mas confesso-lhe que me conforta sabê-lo em detalhes e lembrá-lo com perfeição ainda nos tempos atuais, quando me dizem o tempo inteiro pra pensar no futuro.
Posso abrir um parentese bem grande? Tenho medo desse tal de futuro. Diferente de ti, eu o desconheço e não gosto de pensar nele. Me dá nó na barriga toda vez que penso que durante esse futuro, não terei mais a ti. Meu querido -e aqui repito o querido- passado.
Contigo aprendi muito, diferente do que pensam.. chorei, sim, durante a sua estadia passageira em minha vida, e confesso me arrepender de muitas coisas.
Vou lhe dizer, cá entre nós, eu não lhe mudaria em nada. Nem nas pessoas que conhecia tão bem e hoje desconheço.. nem nas quedas seguidas de rápidos momentos de tristeza. Juro que lhe acho perfeito, assim como é. Como foi, na verdade... Enfim, não lhe tomarei mais o tempo.


Um beijo, Maria.

domingo, 30 de agosto de 2009

Ao avesso

Quando se espera muito por uma coisa, e se vê que, de tanto se esperar, se cria expectativas demais em cima do que "pode ser", a dor é forte. Não tão forte como a dor de cair da escada ou no meio do asfalto, e nem tão forte como a dor psicológica de um amor não correspondido. Mas é uma dor que incomoda.


Finalmente o telefone tocou. Muita coisa pode ter antecedido o processo, a exemplo uma falha na comunicação entre o Sr. Sedento e a Srta.Decadente e também uma diferença de interesses. O fato é que, quase que exatamente um mês depois, alguém se sentiu só e resolveu discar 8 números em seu celular, deitar na cama - como eu imagino -e ligar.
As primeiras conversas por telefone, são sempre muito estranhas. Numa ligação inesperada, as coisas são piores. Não se sabe o que dizer, como dizer ou porque dizer.
A dúvida surge devagar e toma conta ''Será que eu deveria ter ligado?''

Pra ele foi legal conhecê-la, mas ele não tem certeza se é só isso. Um cara de sua idade, na situação em que se encontra, deveria saber como agir. Ele vive rindo disso quando se olha no espelho treinando seu sorriso e tentando deixar uma mecha rebelde do seu cabelo, parada no lugar. Seus amigos - imagine-os como quiser - não apoiam todo essa história de ligar pras garotas no dia seguinte. Foi por isso que ele demorou tanto pra ligar. Apesar de que, duas semanas antes, ele ligou pra ela - é certo que ela estava na sua frente e não passou de um plano (falho) de sedução -, e não fora tao dificil encontrar as coisas certas a dizer.
Pra falar a verdade, ele estava só procurando algo pra fazer na sexta-feira. Assim como num certo sábado que já passou. ''Mulheres são complicadas, mas essa aqui.. é uma loucura'' - dizia ele aos amigos, sempre que o pegavam no flagra pensando nela. Pensar nela, ele nao pensava, mas sempre lembrava das conversas insanas e de como ela revirava os olhos e sorria quando ele nao entendia o que ela dizia. É que ela falava muito, e ele nao consegui acompanhar.
Menina bonita, até. Tinha um belo sorriso e cabelos compridos. Qualquer garoto ficaria mexido. Menos ele, porque era novo demais e queria curtir.
Pelo menos ele acreditava nisso.

Ela atendeu o telefone meio irritada e soltou o seu pior tipo de 'Alô'. Ao ouvir a voz do outro lado, já era tarde. Ficou agitada por um tempo, mas passou.Então era assim? Um mês depois, ele resolvera ligar e achou que poderia vê-la? Ela riu-se por dentro. Já não queria mais. Foi seca, e não fez a mínima questão de continuar a conversa. Desejou dizer ''Voce teve o seu tempo'', mas resolveu não ser tão dramática. Suas amigas pouco sabiam dele. Algumas coisas que ela dizia, outras que concluiam sozinhas.. a maioria delas, apoiava uma relação entre os dois. ''Ele conseguiu conversar com você.. por mais de duas horas sem mandá-la calar a boca?! Nasceu pra você'', elas riam. Ela sentou-se entediada na cama, enquanto ouvia-o dizer sobre o que tinha feito. Prestava atenção em algumas palavras e ainda estava decidindo sobre o que fazer ou dizer, quando ele desligou. Malfeito feito. Ela se sentia leve agora. Deitou-se na cama analisando o teto por um tempo. Ela era nova demais e tinha que curtir.
Só agora entendia isso.

Talvez o telefone não volte mais a tocar.
E quem precisa que ele toque, afinal?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

E agora?

Lágrimas tímidas surgiram no rosto dela. Eu sabia, ela sabia, que o choro ia chegar. Tentei abraçá-la com um sorriso amarelo, e encontrar uma palavrade consolo. Não havia uma sequer.
Abracei-a mais forte, sem sorrir. Respeitando a sua dor.
Como podem tais coisas acontecerem e ninguém impedí-las? Me senti impotente - o que de fato sou -, por não ter o que fazer. Ela acalmou-se e disse, sem jeito: ''E agora?''
Era uma pergunta complexa demais. Eu nao podia simplesmente respondê-la, com a mesma rapidez que responderia à garçonete da padaria que sempre me pergunta como gosto do meu suco. Não era uma pergunta de resposta fácil. Olhei em seus olhos -grandes e castanhos- que ainda estavam vermelhos por conta do choro, e, ainda olhando pra eles, pensei.
Pensei em todos os dias em que me preocupei com coisas bobas. Meu Deus, como sou imatura, tentando me encontrar nas coisas da vida.. como sou boba e ingênua em questões amorosas e como sou infantil com relação às minhas amizades... Como posso achar que problema é isto?
E pensar que até aquele dia, minha maior preocupação era com o meu cabelo (e não vou começar a tocar nesse assunto aqui, porque o assunto não é esse). Senti vontade de chorar, também, que de alguma forma me deixa aliviada. Mas chorar dói na cabeça e no peito e era tudo o que eu menos precisava agora. Já me doía o peito de vê-la assim. A pessoa que me passa força e segurança, estava ali nos meus braços, me fazendo uma pergunta -pela primeira vez- e eu não tinha uma resposta.
Pensei em dizer ''aponta pra a fé e rema'', mas ela iria me olhar apertado e chorar mais forte.
O que dizer? Desejei que a pergunta fosse um cálculo, ou tivesse a ver com um livro ou filme bastante comentado ou interessante que eu já tivesse lido ou visto. Mas era mais que isso, era sobre a vida. -Não a vida em si, mas a NOSSA vida.
E agora?
Só me fiz esta pergnta 456 vezes na vida, eu acho. (sabia que quando penso em um número o primeiro que me vem à cabeça é este?) Todas muito bobas, como quando eu quebrei um vaso e ela -ela dos olhos grandes e castanhos que sempre sorriam e agoram choram aqui, na minha frente - me olhou com um olhar repreensivo e eu pensei ''E agora?''. Queria fugir, agora. Pra longe do mundo, lá na lua e ficar olhando pra cá. Uma imensa bola azul onde não é mais seguro viver.
Percebi que já faziam uns 5 minutos que ela me olhava com ar de pergunta e que eu me perdia em pensamentos inúteis - como sempre-, então sorri um sorriso confiante e disse
-E agora a gente continua a viver. Porque é assim que tem que ser. Não quero parecer clichê, nem nada, mas estamos juntos. E juntos, iremos superar isso. -
Ela não sorriu, nem disse nada. Apenas piscou duas vezes, e me deu um abraço.

Naquela noite eu não chorei. Posso ter chorado depois, mas ali, não chorei.

sábado, 22 de agosto de 2009

Não tente fugir.

Não tente, porque não adianta.
Não adianta fugir. Não adianta se esconder. Não adianta tentar evitar.
Ele sempre irá te encontrar e encontrar também uma maneira de te fazer perder o controle.
Ele sabe exatamente a hora de chegar, mas perde a hora de sair.
Eu sempre tive medo de encontrá-lo, sempre tentei fugir.
Me disseram que ele só chega se você deixar.
Claro que não é como se você fosse
escolher a hora exata de sua chegada, mas seu convite é a predisposição.
Nunca estive prediposta.
E mesmo assim, ele veio.
Mesmo assim.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sobre as noites.

''Não quero ser triste
Como o poeta que envelhece
Lendo Maiakóvski
Na loja de conveniência
Não quero ser alegre
Como o cão que sai a passear
Com o seu dono alegre
Sob o sol de domingo...''
(Zeca Baleiro - Minha Casa)


Todas as noites, enquanto todos parecem sempre ter o que fazer, aqui estou eu, pensando.
Imagino mil coisas, escrevo mil cartas endereçadas a ninguém e ouço mil musicas que me lembram alguém.
''É uma fase e vai passar''. Espero que não demore muito.
Todas as noites, enquanto todos riem-se das vidas que levam, cá choro-me da vida que não levo.A vida é que me leva. Me leva por caminhos que nem sei. Que nem escolhi.
E por falar em vida, eu tenho descoberto o poder que a confiança exerce sobre mim. Por mais que a verdade grite e se jogue à minha frente, a maldita confiança me impede de aceitá-la. E sei que isso não é só comigo. Já queimei minha mão mil vezes por insistir em botá-la no fogo. Não adianta. Enquanto eu ainda tiver uma, ''eu boto minha mão no fogo''. Não é porque eu sou burra. Afinal, como diria o poeta ''Você não é idiota por acreditar. Idiota é quem mente'' (nem sei se é mesmo assim, mas a idéia é essa). Se ''é errando que se aprende'', tenho aprendido muito nessa vida.
Toda a noite, sinto vontade de chorar. Todos os dias, eu não faço nada, além de pensar.
Penso nos dias, nas noites, nas horas, nos anos. No passado, No presente, No futuro. Na escola.
Penso tanto... penso em tudo.

domingo, 9 de agosto de 2009

Domingo, 9 de agosto de 2009

Queridíssimo Pai,

Outro dia dos pais.. outra carta. Daqui uns anos, você enjôa disso. É que, há tanto o que falar, num dia como esse (data capitalista, tsc.. eu me rendo)... aliás, há muito o que falar pra ti, todos os dias. Então, prepare-se. Se não estiver sentado, sente-se, pois isso aqui vai demorar, vai ser incoerente e pode ficar cansativo com o tempo. Pegue uma caneca de café e, se preferir, acenda um cigarro. Um só, porque sabes que eu não concordo com vícios. Hoje eu abro uma exceção. Sem mais rodeios, comecemos que a estrada é longa.
Ninguém entende como as coisas aconteceram e acontecem entre nós, e afinal, isso só interessa a nós. Eu agradeço aos céus todos os dias pelos pais que eu ganhei de presente. Presente, sim. Porque não tenho só um pai e uma mãe, sendo duas pessoas que se casaram e tiveram dois filhos e criaram e pronto. Eu tenho a minha mãe, e tenho você, meu pai. Você que mesmo com todo o respeito e admiração, não preciso chamar de ''Senhor'' (que ao meu ver, não tem nada a ver com respeito), convenhamos. Você que é brother, que escuta, que fala (muitas vezes mais do que escuta). Que parece querer ouvir tudo o que eu tenho a dizer, como se as minhas palavras, por mais bobas ou inúteis, tenham o poder de mudar a sua vida, de várias e pequenas maneiras.
Mas, não vou ficar falando muito do que você faz por mim, porque, se é você quem faz, você tem conhecimento de todas elas. Mas, posso falar das coisas que você faz em mim? Como um verdadeiro pai que se preze, você me muda a cada dia. Me ensinou e ensina muito. Por exemplo, contigo aprendi que se eu quero alguma coisa, não devo ter medo ou vergonha de planejá-la e conseguí-la. Me ensinou a vencer o medo das pessoas. Tem percebido como ando mais sociável? Você também tem me ensinado a me valorizar e saber ser elogiada (o que não significa que gosto de ser elogiada o tempo todo, porque o meu lado egocentrico está sempre dormindo. reflita).
Foi você, que, quando comecei a despertar meu interesse pela arte, com meus 9 ou 10 anos, me apresentou a Michelangelo, te lembra disso? Tudo bem que anos mais tarde, meu interesse foi pra outros tipos de arte, como a literatura por exemplo.. mas, lá estava você de novo, me apresentando ao livro de nossas vidas (exagerei, mas, deixa quieto): Harry Potter. O livro que me ensinou muita coisa, acredite (e nem foram feitiços, caso você engraçadinho tenha pensado nessa piadinha boba). Quando comecei a dar uma de escritora, você me achou, como se acha um autor (posso me utilizar dessa palavra tão grande, pra falar de mim?) perdido num sebo enorme, num canto de uma prateleira lá no fundo, onde quase ninguém chega pra procurar alguma coisa. E me apoiou. Gostou de ler, e me incentivou. Despertou em mim a vontade de escrever mais.
E é por isso que hoje, escrevo pra você, com essas palavras jogadas aqui sem uma necessidade muito grande de fazer sentido.
Outras coisas que eu me lembro, são as nossas aventuras por aí afora, as primeiras festas, a primeira viagem sozinhos (sozinhos!), e tanta coisa... As horas que passávamos conversando e você contando, num quarto de hotel lá na praia (você lembra?) as histórias do Jacaré Lucilius. Eu e Pedro nunca esquecemos dessa.
Eu costumo dizer aos amigos, que minha vida daria um livro. Contando toda minha falta-de-sorte com algumas coisas, facilidade de me meter em enrrascadas e pouquíssimo dom pra me relacionar com as pessoas, sem falar de toda a minha história com meus pais e meu irmão (aqui, de certo, dava uns 29 capítulos no primeiro volume - claro, porque seríamos uma saga- rs)... mas, a nossa história, vem sendo escrita todos os dias. Mesmo naqueles em que não estamos juntos. Todos.
Ah falando em dia dos pais, deixa eu te contar uma história engraçadissima sobre essa semana que passou... Lá fui eu, depois de uma aula cansativa de biologia (que eu nem prestei atenção, porque veja bem: tirei 10 na prova-cof cof-) andar pelas ruas dessa cidade maravilhosa, cheia de encantos mil (Rio de Janeiro? -não, Itabuna, obrigada), e eu juro, com o plano de encontrar uma coisa legal pra te dar. Eu podia dar só a carta, um abraço e a minha adorável companhia... Mas me falaram que é feio chegar em datas comemorativas sem presentes. Droga. Mas, beleza, eu estava disposta, juro, a comprar uma coisa muito legal que te fizesse rir, no mínimo...quando meu cérebro entrou em pâne total e meus órgãos decretaram falecimento súbito coletivo. Eu nunca vi tantos preços altos, tantos zeros em frente a vírgulas. Bastou uma ida ao centro da cidade e pluft, plaft, zum (não vai a lugar nenhum...): foi-se a minha respiração. Uma simples camiseta com uma simples e singela foto por R$30,00? E o preço das calças xadrez que foram costuradas pelas monjas cegas, surdas, mudas, paralíticas e com insuficiência cardio-respiratória no alto do pico das Agulhas Negras na selva amazônica? Sim, porque essa me parece a única razão dos preços das coisas do mundo atingirem a cabeça do Cristo Redentor! Enfim, eu tive que me contentar com um perfume modesto mesmo pra não despencar da linha da pobreza individual.É que, digam o que quiserem, eu também fui afetada pela crise mundial.. Pobre de mim. Então, mesmo que o cheiro lhe desagrade, use-o, porque foi um sufoco comprá-lo (sem querer jogar nada na cara, e já jogando, porque... é um fato rs). GOSTE.Ou finja que gostou muito, igual você fingia que gostava dos bolos que eu fazia (não sei se você lembra disso, também). Não dê risada, porque é verdade. Voce fingia. Pensa que eu não sei? bua bua bua (bua é choro, tá?). Ai, fugi do lado poético da carta, se é que um dia ele existiu. E parei de separá-la em parágrafos.

Enfim pai, queria te desejar não um feliz dia dos pais, mas dias felizes. Todos eles, principalmente os chuvosos e nublados( porque dias de sol, são felizes por si só, eu não preciso desejá-los). Eu te amo, te amo e te amo.
Obrigada,
voce é o melhor pai que eu tive (?)

Um beijo,
Sua filha.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Não deu.

Então, não deu.
Não deu pra ligar.
Não deu pra estudar.
Não deu pra parar, não deu.

Então, não deu.
Não deu pra comprar.
Não deu pra lembrar.
Não deu pra escutar, não deu.


Então não deu?
Pois é, não deu.. Deixa assim, deixa estar.

domingo, 5 de julho de 2009

Jogando (com) as palavras.

Eu preciso tentar.
Tentar esquecer.
Esquecer é tudo o que eu mais quero agora.
Agora ,mal consigo tirar esses pensamentos da mente.
Mente esta, que está cansada das mentiras.
Mentiras fazem mal.
Mal a mim, mal a você.
Você não consegue parar nem por um segundo?
Segundo dizem por aí, esquecer é fácil.
Fácil, deve ser pra você.
Você que nem liga pro que eu sinto.
Sinto que estou ficando louca.
Louca pra fugir.
Fugir-ia, se não tivesse medo.
Medo de recomeçar.
Recomeçar para que daquela dor eu não lembre mais.
Mais tarde, sentirei saudades.
Saudades daquilo que eu deveria esquecer.
Esquecer é tudo o que eu mais quero agora.
Agora eu vou recomeçar.

sábado, 13 de junho de 2009

Antes do tempo

Já está mais do que comprovado que é preciso separar as coisas, entender os gestos e principalmente evitar precipitações. Eu acho que nasci de 7 meses. Me lembrem de perguntar isso à minha mãe. EU SEMPRE PASSO POR ISSO! Eu sempre, sempre, sempre, esqueço de colocar na minha cabeça aquela parada de Regras e Excessões. Eu até repito pra mim mesma às vezes ''Eu sou uma regra. Não uma excessão''. Mas eu não me dou ouvidos. Eu como o milho antes dele virar pipoca, gente! E eu já me acostumei com isso. Prefiro idealizar os fatos do que fazer com que eles se concretizem. E hoje eu decidi que não vale à pena. Descobri que perfeição não existe. (Sério, gente, ela não existe mesmo) e que as primeiras impressões NÃO SÃO as que ficam. Estou desapontada, mesmo. Eu poderia estar feliz com os ultimos acontecimentos, pois finalmente eu provei um monte de coisa a um monte de gente, virei o jogo aos 45min. do segundo tempo e ganhei o campeonato. Mas não estou. E é por um simples motivo: de nada valeu.
O gosto de tudo isso não é tão como eu imaginei.. e na verdade, não quero tornar a ter que fazer muito do que fiz.
Eu preciso parar de me sentir dona das coisas antes do tempo.
Eu preciso parar de sofrer antes do tempo.
Eu preciso parar de sorrir antes do tempo.
Eu preciso parar de dizer as coisas antes do tempo.
Eu preciso parar. Antes do tempo.

''Não diga o verbo na conjugação errada, para não ter de a corrigir. Usa-o apenas quando tiveres certeza do indicativo, para não teres de usar o pretérito num futuro próximo.''

terça-feira, 2 de junho de 2009

Eu tive um sonho...

E aqui estou eu, de novo, no mesmo lugar. Com os mesmos pensamentos sobre coisas diferentes. De um lado, tudo o que eu faria se pudesse. Do outro tudo o que eu perderia, se fizesse. As pessoas continuam com suas vidas. E eu continuo com a minha. Eu respiro porque quando eu tento parar, a minha cabeça dói. Mas a respiração tem me incomodado. A transpiração também. Em excesso. Eu cansei de respirar. Me deu preguiça de viver.
A cena repete. E eu estou de novo, no mesmo lugar. Dessa vez, as pessoas me olham e riem. Alto. Com medo eu corro, eu fujo, mas caio. Eu sempre acabo caindo. Essa maldita pedra no meu caminho. Minha pedra é uma pessoa. Uma pessoa no meio do caminho. Maldita pessoa no meu caminho.
A cena se inverte, e dessa vez, eu olho as pessoas. Ela têm medo de mim. Asco. Elas correm. E eu fico parada, eu não vou correr atrás de ninguém. EU NÃO VOU CORRER ATRÁS DE NINGUÉM!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ordinary Me

Eu me acho meio louca, às vezes.
E quando me olho no espelho, eu tenho vontade de quebrá-lo em mil pedaços, assim como faria com aquele rosto que ele reflete.
Eu converso comigo mesma, me entendo e dou risada sozinha.
Antes de dormir, eu revejo tudo o que fiz no dia, e me perco imaginando como será o dia de amanhã.
Me apego facilmente a coisas que me fazem bem. (E isso vai de filmes, cds e livros até as pessoas. E principalmente elas).
E eu me acho tão comum. Eu queria ser tudo, menos comum. Já tentei pintar o cabelo, cortar o cabelo, fazer as unhas, vestir todos os tipos de roupas e até já fiz dieta por 3 DIAS INTEIROS! Mas, não consigo me ver diferente. Alguém me ensina a receita pra ser qualquer coisa? Menos comum, porfavor.
Eu escrevo tudo o que eu queria dizer e tento esconder. E no banho, eu canto todas as músicas do mundo fazendo o shampoo de microfone. Eu penso que sou a Beyoncé, às vezes. Afinal, sou uma 'Single Ladie' com muito requebrado. u_u
Meu cabelo podia ser daquele jeito, mas ele simplesmente não é. E quando eu simplesmente deveria manter a minha boca fechada, eu não consigo controlá-la. Às vezes, penso que minha boca tem vida propria, porque é tão dificil, tão dificil mantê-la calada... E é por isso que eu me acho tão comum...Já tentei inventar gírias, falar bonito, não falar. Mas, não consigo me ver diferente. Alguém me ensina a receita pra ser qualquer coisa? Menos comum, porfavor.
Eu sou um fracasso emocional. E isso vai da relação com a família e amigos, até os garotos. E principalmente eles.
Nunca fui falsa, prefiro andar com garotos, e existem apenas 6 pessoas nas quais eu confio cegamente. Eu sei... eu sou tão comum..Alguém me ensina a receita pra ser qualquer coisa? Menos comum, porfavor.


É melhor que fique assim por um tempo. Você sabe, eu sei, que essa não é a última vez que alguém te bate e não pede desculpas. Se é que podemos colocar dessa forma. Olha o tanto de coisa interessante que tem acontecido. Não lembra só do que é ruim e faça planos. Planos bobos, como, planejar o que vai comer amanhã (se aceita uma dica, eu estou realmente com vontade de comer um Japa). Planeje coisas importantes também. Esqueça tudo. Esqueça nada. Faça esforço pra não chorar e sorria sempre, mesmo que por dentro, sua alma grite bem alto. A felicidade, a vida e os problemas dos outros, são problemas deles. Não podem te afetar dessa meneira.
Te vejo amanhã, um beijo.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Adeus.

Os nosso ultimos encontros foram estranhos, você não me olha mais nos olhos. E chega perto de mim, mas não parece estar ao meu lado. É realmente complicado quando isso acontece, mesmo pra mim, que sempre afasto as pessoas. Olha pra mim enquanto eu falo, tá? Não olha pra baixo, olha PRA MIM! Eu não estou te pedindo um certificado de posse, estou te pedindo pra estar comigo. A M I Z A D E, já ouviu falar? Eu não estou gritando, eu falo alto assim mesmo. Não me interrompe, deixa eu concluir. Porque não confia em mim como eu confio em você? Eu realmente quero... queria você por perto. Eu tentei dizer. Ao menos eu tentei... Olha, eu vou embora de você, e nem sei se vou voltar. Eu sei que você escolheu a indiferença, mas eu mesma estou tão indiferente comigo, eu não ligo. Mesmo. Só que já faz um tempo que eu também tento ser indiferente contigo. Vou lhe confessar, eu não sei dizer 'adeus', e não sei mais lhe amar..


''Aprendi a só pensar em mim.
Seja forte, tente alcançar. ''
(moptop - Adeus)

sábado, 11 de abril de 2009

Quando eu crescer

Quando eu crescer eu não quero perder tempo com coisas óbvias. Quero escolher uma profissão certa e me dedicar muito ao que farei, quero ter amigos de fim de semana, com os quais virarei a noite toda sexta-feira ao final do expediente, todos cansados, mas felizes por mais um encontro semanal. Quero ter um amor, não um marido, com obrigações chatas e contratos, como o que vejo por aí. Quero ter é quem me espere ao anoitecer, ou quem me faça esperar por si quando estiver no trabalho. Tudo assim, bem limpinho e claro. Bonito, até. Não ele, nem eu.. nosso amor apenas.E que Deus me permita não ser ranzinza, fria ou triste, porque não deve ser muito bom.. principalmente quando todos ao redor começam a perceber. Quando eu crescer quero ter uma familia só minha, formada por pessoas que me olhem no almoço e saibam ao menos o meu nome e não digam coisas como: AH VOCE É FILHA DE FULANO? TÁ GRANDE.... esse tipo de coisa é desnecessário.
Eu vou contar historias aos meus filhos, se o acaso me fizer tê-los, sobre como é dificil crescer nos dias de hoje, sobre como a mãe deles superou cada dia dessa vida com um sorriso ou lágrimas, como é importante, importante E importante ter amigos , sempre, mesmo que não por perto o tempo inteiro, contarei-lhes sobre a sua avó, da qual direi com muito orgulho que herdei a PERSONALIDADE! Virão lágrimas aos meus olhos, sempre que eu lembrar da minha mãe, porque ela é maravilhosa. Ou melhor, ela é tudo! (...)Contarei a eles também, como é constrangedor não seguir padrões na minha época, e que o aquecimento global é culpa da minha geração descuidada. (Eles podem me odiar por isso, odiar todos os meus companheiros, mas eu vou contar), direi pra pensarem bem em todas as decisões que tomarem, seja na hora de escolher uma roupa.. ou coisas mais relevantes e visívelmente importantes, e que sou prova viva de escolhas impensadas e decisões péssimas. Como daquela vez em que alguém me perguntou alguma coisa e eu fugi do assunto, assim, sei lá, pra não magoar quem me viria a magoar mais tarde e perder uma coisa que desejo fervorosamente todos os dias, desde então.

sábado, 14 de março de 2009

Querida Terezinha

Faz tempo que não lhe vejo, sei que você está bem, pois é o que todos dizem. Aquele velho ''Ela está num lugar melhor''. Mas sua falta me dói muitas vezes ao dia, e sinto falta de conversar com alguém. Contigo. Vai tudo bem por aqui, a mamãe emagreceu, você precisa ver, cortou o cabelo e até sorri às vezes. Ainda tem os mesmos problemas no relacionamento com o ''felino'', mas não importa, ela gosta. Eu sei. O irmão tá um homenzão! Parece outra pessoa, de tão grande. Se alistou esses dias, mas não vai servir. É aquela da máfia do ''estou estudando pro vestibular'' kkk, Os tios vão bem também, quase não nos vemos pela distância... Mas que família bonita tu deixaste aqui hein? . Os natais estão complicados, sabe? Não há tanta união como quando tu estavas aqui, mas NÃO ME QUEIXO! papai noel andou passando por cá algumas vezes no ultimo dezembro. Tenho andado meio só, entende? Mas não me sinto tão triste, pois sinto que vai passar, não acha? Sempre passa, é o que dizem. TÔ ESPERANDO! ESPERANDO QUE PASSE! Eu espero tanta coisa, sabe? Espero que você volte, pra conversarmos como antes... ou só pra um abraço. Sinto falta de abraços. Esses dias, me lembrei daquele livro que tu me destes e eu nunca li. Me perdôas por isso? Eu vou procurá-lo, eu queria tanto lê-lo agora, eu tenho absoluta certeza. ABSOLUTA MESMO, que eu vou encontrar as respostas pra algumas duvidas bobas.. E dessas coisas que 'pra voce, eu conto'... Eita mocinha, e babaila, como está? kkkk Sinto falta. Muita falta.
Mas eu olho pro céu e vejo que sempre, quando está amanhecendo há uma unica estrela que permanece vizível. E não que eu acredite em toda essa baboseira, mas eu juro que posso te sentir me olhando e dizendo de lá ''Vai dormir, menina!''. Enfim, estamos todos bem e sentimos tua falta. A mãe sente mais que todos, aparentemente tudo, lembra você. Faz uma visita a ela, daquelas que deixam paz sabe? Tenho que ir agora. Te Amo. fica com Deus.