sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O que você faria se pudesse ficar invisível?

Eu fiquei meia hora, ou mais, olhando pro papel quando deparei com essa pergunta. Eu pensei em muitas coisas que a primeira vista parecem e talvez sejam, bem óbvias. Tipo responder que eu invisível ia escutar as conversas alheias, só pra ver se falam de mim, ou talvez entrar num ônibus sem pagar a passagem (mas essa parte da pra fazer mesmo sem ser invisível), pensei até em dizer que ia andar nua pela cidade, já que ninguém ia poder me ver, e realizar um sonho de infância. Não que esse seja o meu sonho de infancia né. rs Viajar, de avião, sem pagar... também seria legal! Porque , eu poderia conhecer o mundo todo, e conhecer todo mundo! Eu poderia ver meus amigos virtuais, sem ter que gastar dinheiro. Até porque eu nao teria esse dinheiro todo pra conhecer todos eles.. Vai achando que é fácil sair da Bahia numa viagem pelo Brasil afora, sem destino e invisível. 
Como eu fiquei um tempão sem saber o que escrever, e eu sei que é importante saber responder esse tipo de coisa(?), eu resolvi buscar ajuda com meus super amigos. Eis que da cabeça deles surgiram coisas tão ou mais absurdas que as minhas, algum deles disse que roubaria um banco, porque invisível seria possivel passar pela segurança. Ai eu argumentei que o dinheiro, diferente dele, não poderia ficar invisível, e ele disse uma coisa simples que pra mim, fez sentido: ''Eu fico invisível, e a roupa que eu estiver usando, também. será algo parecido com a capa da invisibilidade do HarryPotter sim, a gente curte, muito! eu coloco o dinheiro dentro dos bolsos e da roupa, problema resolvido! Fico rico!''... tá né, cada um faz o que quer com a sua invisibilidade.. 99% me responderam que andariam nus pela cidade (todos nós queremos fazer isso?!?), 50% me disseram que seria legal assustar o outros.. e assim segui uma tarde inteira perguntando isso ao maior numero de pessoas possíveis... Foi então que a ultima pessoa da minha lista de pessoas(?) me respondeu com uma pergunta, intrigante. mas que deu origem a uma infinidade de pensamentos e respostas, ou seja, um vazio em minha mente. A pergunta foi: ''Pra quê eu  iria querer ficar invisível?'' 
É, não sei mesmo pra quê  ficar invisível, porque, que graça teria, por exemplo, pegar um ônibus pra ver os meus amigos que estão longe, se eles não iam poder me ver? Ou assaltar um banco, se eu nao poderia comprar nada, já que ninguém em sã consciencia venderia produtos para alguém invisível? Droga, essa pergunta acabou com as minhas esperanças de uma vida feliz sem que ninguém pudesse me ver. ): Não é que não seria legal entrar no banheiro pra ver os gatinhos tomarem banho (né?), mas, se isso fosse o tempo todo, nao haveria graça. A gente passa tanto tempo tentando aparecer, tentando ser notado, acho que ninguém, no fundo, queria ser invisível. O negócio é ser visível, o mais visível possivel. Com umas privações, mas, não se pode ter tudo.
Então, corri pro meu quarto, peguei o meu caderno, uma caneta preta, porque eu amo canetas pretas, deitei, e me preparei pra escrever um grande texto, daqueles demorados que a pessoa começa empolgada e termina sem saber o que estava lendo! Mas, eu respondii:

O que você faria se pudesse ficar invisível?
Nada. Prefiro ser vista. O tempo todo.

sábado, 20 de setembro de 2008

se eu fosse uma casa..

Sem querer parecer mais esquisita do que já sou... eu estava aqui lendo Morangos Mofados (Caio Fernando Abreu). Pela segunda vez. E dessa vez, com mais atenção fiquei meio assim, com uma frase, de um diálogo, de um conto.. ''Pela passagem de um Grande Amor'', era o conto. Quando a moça diz ''Eu, se fosse uma casa, queria uma piscina nos fundos. Um jardim enorme. E ar condicionado''... eu instantanemanete comecei a me imaginar (estranhamente) com uma aparência de casa. Meus cabelos eram avermelhados, cor de tijolo, e a cabeça, ao invéz de redonda era triangular e larga... e imaginei outros cômodos incômodos da casa, se formando pelas partes do meu corpo... o pior foi a minha barriga ser o quintal.. sabe-se lá por que... Mas não é só isso que eu vou escrever aqui, por favor nao pare de ler! Ou pare... tanto faz u_u


Imagino que todos nós somos como casas, ou moradias ou qualquer lugar desse em que se possa passar um tempo descansando, mais precisamente o coração da gente, a nossa mente, nossas palavras... Tente enxergar tudo como se fossem pequenos lugares. Tem o coração de mãe, que eu compararia com aqueles Hotéis cinco estrelas, ENORMES, com 3847 quartos, vários serviçais, café-da-manhã na cama, telefone grátis, alimentação... sabe assim? um luxo, e aposso-me do dito ''Sempre cabe mais um''. O coração dos amigos é uma pensãozinha, tem lugar pra você lá, mas só por umas noites... é confortável, eu diria indispensável. Só não se pode ficar muito tempo lá. Porque, me colocando no lugar dos corações-pensão eu fiquei com dó dos amigos bonzinhos que deixam os outros passaem temporadas em suas casas, inteiramente grátis! Pô ninguém merece esses ''fila-bóia'' por muito tempo né? Manda eles de volta pra o Hotel (UAHUAHAUHA).. mas enfim..
Os corações de hoje em dia, estão mais parecidos com abrigos, ou estádios de futebol, desses que você paga pra entrar, e paga bem barato, nem tem burocracia no caixa. Pra entrar numa dessas casas, basta dizer 'Bom dia', (com perdão do trocadilho)!
Ah... o meu coração... Se fosse uma casa, eu diria que seria um apartamento.. daqueles aconchegantes, sem muito luxo.. mas muito confortável. Seria vizinho ao coração-casa-hotel-cinco-estrelas, estaria na mesma rua daquela pensãozinha indispensável.. Não caberiam muitas pessoas aqui, sabe? Não sou dessas que abre as portas do coração (literalmente) pra qualquer um...
Mas foi só um pensamento...

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A doce desventura da vida.

Ah, as pessoas! Sempre pelas pessoas fazemos o que nunca pensaríamos fazer. Matamos e morremos por elas, falamos e calamo-nos por elas, corremos e tropeçamos somente por elas. Mas por quê? Porque arriscar sabendo que a chance de errarmos é infinita? Isso tudo é culpa dos sentimentos. Sentir algo pelos outros nos faz esquecer das conseqüências de nossos atos, das histórias premeditadas, dos exemplos, das soluções... Mas é tão bela a vida, que a chamada esperança sempre está ali, cutucando, dizendo: "não desista". Ou então é tudo tão ruim que a vida está ali dizendo: "não precisa acabar assim.". Ingênuos, puramente e docemente ingênuos, sempre acreditando nas palavras alheias, falsas e sem princípios. E por mais que estejamos errados, por mais que soframos, sempre estaremos ali, para tentar mais uma vez. Sempre que alguém nos humilha, o mundo acaba, porém, reergue-se e a vontade de provar o contrário, de saber fazer, está ali presente em nossas mentes. Vingança ou não, queremos sempre provar mais, e de tanto tentar provar, nos confundimos, e de tanto confundir, nos perdemos.E é por isso que ninguém é o que diz ser, e ninguém é o que pensamos ser. E não adianta você possuir todo o senso crítico do mundo, você vai perdê-lo quando descobrir a verdadeira essência da vida. E esta essência está presente onde? Está presente em cada passo, e cada passo pode nos fazer mudar. Odeio ter que escrever sobre coisas assim, complexas, coisas que nem mesmo eu sei com clareza. Porque simplesmente somos movidos por coisas fúteis. E não adianta negar, estamos sempre tentando agradar aos outros, sobressair, ser o diferenciado, e não o diferente.E não importa o quanto você diz não se importar, isto já se tornou uma maneira, involuntária ou não, de preocupar-se, de julgar-se, de destacar-se.
E é por isso, que nunca saberemos o porquê de tudo isto. E para tantas perguntas, tão poucas respostas. E nunca, nunca mesmo, estaremos contentes com o que temos, pensamos, deixamos de ter. Porque sim, queremos questionar, queremos intrigar, queremos ter. E de tanto querer, de tanto pensar, de tanto ter, acabaremos como o mais patético ser. Mortos, enterrados em meio à terra que estragamos, sendo devorados pelos insetos dos quais fugimos a vida toda. E isso por quê? Porque somos meros humanos, somos "nada" comparados as tantas questões, e a tantas possibilidades. E como cada ponto aumenta um conto, cada pergunta se estende, e gera mais perguntas... sem respostas.

"A vida não pode ser comparada a um "quebra-cabeça", e as metades da laranja não definem o amor. Tão desajeitadas frases assim, são feitas para que nos sobre tempo. Tempo para gastar perguntando mais, pensando mais, viajando mais e chegando cada vez mais perto do fim".