sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A doce desventura da vida.

Ah, as pessoas! Sempre pelas pessoas fazemos o que nunca pensaríamos fazer. Matamos e morremos por elas, falamos e calamo-nos por elas, corremos e tropeçamos somente por elas. Mas por quê? Porque arriscar sabendo que a chance de errarmos é infinita? Isso tudo é culpa dos sentimentos. Sentir algo pelos outros nos faz esquecer das conseqüências de nossos atos, das histórias premeditadas, dos exemplos, das soluções... Mas é tão bela a vida, que a chamada esperança sempre está ali, cutucando, dizendo: "não desista". Ou então é tudo tão ruim que a vida está ali dizendo: "não precisa acabar assim.". Ingênuos, puramente e docemente ingênuos, sempre acreditando nas palavras alheias, falsas e sem princípios. E por mais que estejamos errados, por mais que soframos, sempre estaremos ali, para tentar mais uma vez. Sempre que alguém nos humilha, o mundo acaba, porém, reergue-se e a vontade de provar o contrário, de saber fazer, está ali presente em nossas mentes. Vingança ou não, queremos sempre provar mais, e de tanto tentar provar, nos confundimos, e de tanto confundir, nos perdemos.E é por isso que ninguém é o que diz ser, e ninguém é o que pensamos ser. E não adianta você possuir todo o senso crítico do mundo, você vai perdê-lo quando descobrir a verdadeira essência da vida. E esta essência está presente onde? Está presente em cada passo, e cada passo pode nos fazer mudar. Odeio ter que escrever sobre coisas assim, complexas, coisas que nem mesmo eu sei com clareza. Porque simplesmente somos movidos por coisas fúteis. E não adianta negar, estamos sempre tentando agradar aos outros, sobressair, ser o diferenciado, e não o diferente.E não importa o quanto você diz não se importar, isto já se tornou uma maneira, involuntária ou não, de preocupar-se, de julgar-se, de destacar-se.
E é por isso, que nunca saberemos o porquê de tudo isto. E para tantas perguntas, tão poucas respostas. E nunca, nunca mesmo, estaremos contentes com o que temos, pensamos, deixamos de ter. Porque sim, queremos questionar, queremos intrigar, queremos ter. E de tanto querer, de tanto pensar, de tanto ter, acabaremos como o mais patético ser. Mortos, enterrados em meio à terra que estragamos, sendo devorados pelos insetos dos quais fugimos a vida toda. E isso por quê? Porque somos meros humanos, somos "nada" comparados as tantas questões, e a tantas possibilidades. E como cada ponto aumenta um conto, cada pergunta se estende, e gera mais perguntas... sem respostas.

"A vida não pode ser comparada a um "quebra-cabeça", e as metades da laranja não definem o amor. Tão desajeitadas frases assim, são feitas para que nos sobre tempo. Tempo para gastar perguntando mais, pensando mais, viajando mais e chegando cada vez mais perto do fim".

Um comentário:

Higor_rage disse...

Maria, você é tão inteligente. PEGAEU?