sábado, 6 de fevereiro de 2010

Do nada e Por nada

Não é amor e nem é pra sempre. A gente sabe na hora em que acontece, mas não deixa de trazer borboletas ao nosso estômago.

Sabe aquela pessoa que você não conhece ainda, só vê passando e já lhe trás uma vontade imensa de sorrir? Tenho dessas coisas. Alguma pessoas me fazem sorrir.
O sorriso aparece em mim como em geração espontânea, é olhar esse alguém e meus musculos da face se contorcem deixando os meus lábios numa forma de meia-lua (meio torta, claro).
Dia desses conheci uma dessas pessoas, mas, foi diferente: eu não olhei e sorri, eu olhei esse alguém e vi apenas alguém, sem brilho sem faíscas e sem sorriso espontâneo. Eu segui a minha vida até um certo dia, quando, depois de horas de conversa interminável quando o sol ia se pondo em mim, eu sorri. E esse sorriso não saiu de mim por dias. Todos me perguntando o motivo e eu não dizia, porque nem eu sabia.
E não há coisas especiais, motivos, confidencias ou momentos a ser lembrados. É a coisa mais estranha quando hoje, depois de um tempo me pego pensando nesse alguém. Não temos futuro, não temos possibilidades. Mas alguma coisa, a gente tem.

Do nada, me pego pensando, e sorrindo de novo. Eu sempre sorrio ao lembrar desse alguém. É o gostar mais leve que já senti na vida. Porque não espero nada. E sei que de mim, nada é esperado. Não sei se devo dizer que ele é o dono do meu sorriso. Tenho medo de assustar, porque deve ser um choque uma recém-conhecida que troca meras palavras, e meros momentos raros de encontros, lhe dizer assim essas palavras carregadas de sentidos. Eu gosto de palavras que significam o que realmente são, sem floreios, sem muitas explicações. Até porque, existem coisas que surgem do nada, em minutos. E mesmo assim são bonitas.

Eu gosto por nada. Ou melhor, por um tudo que ainda é pouco. Gosto pelo abraço infinito, que dá vontade de não soltar nunca mais. Gosto de ficar olhando, analisando e sentindo borboletas no estomago. E eu quero saber porque é tão complicado, pois não deveria. É a melhor sensação do mundo. Quando você gosta de leve, gosta pouco e intensamente. Gosta com força o bastante pra de vez em quando perder o sono imaginando um futuro. Futuro esse que varia de um casamento até a possibilidade de um batizar o filho do outro, tipo uma grande amizade pra sempre. É imaginar que essa pessoa que você conhece há poucos meses e dela, pouco sabe, estará sempre ao seu lado independente da situação. É como começar a escrever uma história sem pensar no fim... e afinal, quem inventou que toda história tem um?

Ah, claro, tem também o lance do sorriso.

E aqui vai a parte sórdida: Alguém que te põe um sorriso no rosto, merece até beijo na boca. Demorado e bem babado. É, isso mesmo.
Assim do nada, e por nada, sem aviso-prévio sem promessa ou contrato.
(im)Puro e simples, como o meu gostar.



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O Pablo também pensou, pensou e chegou à conclusão de que gostar não tem tempo nem explicação. Minha visão é ainda romantica e sonhadora, a dele, ácida... Variamos, divergimos e no final... concordamos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Deixa pra lá

(baseado em conversas reais)

- Eu não estava esperando nada mesmo..

- Então deixa pra lá.

- Eu não acreditei realmente que significaria mais do que foi.

-Então deixa pra lá.

-Eu nem queria mais. Sério. Aconteceu por acontecer...

-Então deixa pra lá.

-E daí que ele saiu beijando ela logo depois, se eu nem tava aí pra isso, né?

-É, deixa isso pra lá.

-Cara, mas porque ele não entendeu meus sinais?

-Sei lá, deixa pra lá...

-Não, sério, porque ele nao gosta de mim? E prefere ela? Sério, na moral...

-Deixa isso pra lá, menina!

-É, vou deixar né?

-É, deixa pra lá.

-Mas... e.. porque ele me trata bem e depois fala aquelas coisas que...

-DEI-XA-PRA-LÁ!

-Não, cara sério, rapidinho! Eu sou feia? Ou gorda? Eu tava fedendo aquele dia?

-VAI TOMAR NO CU, PORRA!

-Tá, deixa pra lá... rsrsrs

sábado, 30 de janeiro de 2010

Pronto, cansei

Eu não quero mais chorar por bobagem.
Eu não quero mais esperar ligações.
Eu não quero mais pensar minunciosamente em cada palavra que vou escrever ou dizer.
Eu estou de saco cheio de rir das tuas piadas e de ouvir você falar absurdos.
Eu quero ser exatamente a garota que eu costumava ser: despreocupada e livre.
Eu não quero mais tentar chamar sua atenção.

Tô de saco cheio de te mandar todos os tipos de sinais que me aconselham.
Cansei das horas interpretando cada palavra e cada gesto, sem conclusão nenhuma.
Não quero ter que ser do jeito que você quer, só pra receber uma ligação no dia seguinte.
E mesmo que eu olhe ao redor e perceba outra vez, que sou a única sem par nessa pista de dança, eu vou continuar dançando sozinha.
Porque te esperar sentada me cansou.

Enjoei do seu drama, de todo esse processo e dessa angustia de esperar coisa nenhuma.
Eu não quero mais só despertar interesse, eu quero me interessar.
Tô sem saco pra me sentir desesperada só porque todo mundo encontrou alguém legal.
É que eu cansei. Mesmo. De verdade.

[Ou não?]



Nota: Ando realmente sem tempo e sem textos. O caderno tá cheio de escritos, mas não há nada útil. E, as férias enfim acabaram.. logo, andarei sem tempo por um tempo..
E, torçam pra que eu consiga escrever algo útil até lá :D

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Não passei

Estão todos partindo.
Vou ficando.
Sou a mão que acena às costas de quem vai.
Sou o que fica pra trás.
Sou a lembrança que alguns levam no bolso, outros na mala e uns tantos preferem não carregar.
Sou um futuro borrão na memória de alguém. Por um tempo serei saudade. Mas passarei.
É, saudade passa. Os momentos passam. As pessoas passam.
E passaram.
Pois então.. tudo passou. Todos passaram. Só eu não passei.

Porque diabos, EU não passei?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Já estou perdendo a paciencia comigo

Eu ensaio, treino, escrevo, imagino, idealizo...
tudo o que eu vou fazer da proxima vez que encontrar você.
E quando isso finalmente acontece, eu pisco, esqueço tudo, caguejo,
falo besteira e não faço nada do que eu quero fazer.